Visita a Bhaktapur

texto e fotos Cátia Pinto Ferreira
geral@w360.pt
  

 Kathmandu, Nepal

Kathmandu, 1 de Maio de 2017

Acordei bem cedo para desfrutar dos sons da natureza que invadem o quarto e saboreei à séria esse momento na varanda, com vista privilegiada para a natureza. Depois… voltei a cair na cama e deixei me adormecer até à aula de mindfullness.

A meio da manhã viajámos de avião até Bhaktapur (antiga capital do Nepal). Foi hilariante: primeiro porque nunca tinha andado num avião tão pequeno e segundo, porque a viagem deve ter durado uns 15/20 minutos em vez das infernais 6 horas de estrada em modo curva e contra-curva e com estrada semi Terra, semi pedra.

Bhaktapur, era a antiga capital do Nepal até à segunda metade do século XV. A autenticidade do local prevalece nesse mesmo século, parece uma memória perdida no tempo, um local em que se vive “à antiga”. É considerado Património Mundial da UNESCO e possui um conjunto de características muito típicas que transparecem tanto pobreza como felicidade dos que lá habitam. São ruas e ruas repletas de artesanato, mercados e somos “semi perseguidos” pelas locais que nos querem “impingir tudo e mais um par de botas”: uma pulseirinha, um colarzinho, uma carteirinha, uma malinha, um elefantezinho, enfim… tudo e mais alguma coisa. Vendas é com elas, negociar é connosco!

Foi notório o efeito do terramoto nesta cidade: as condições das ruas, os templos arruinados, a sujidade, as construções e desconstruções ao acaso… uma beleza destruída pela natureza. Os caminhos percorridos por qualquer uma das ruas levam nos sempre a um templo, pátio ou praça. O local leva-nos a imaginar o passado. O movimento é constante, as ruas são menores e com “facilidade” somos atropelados por motos/locais e animais.

O nosso dia no século passado termina com a chegada “à origem”, a Kathmandu.

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