Easy Jet queria sede europeia em Portugal. ANAC recusou

Diogo Pereiratexto e foto Diogo Pereira
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Easy Jet queria vir para Portugal, mas fez uma exigência que a ANAC não quis conceder

A Easy Jet está à procura de um estado membro da UE para poder instalar a sua sede europeia. A iniciativa surge porque a companhia é de nacionalidade britânica e, com o Brexit, precisa de um novo certificado de operação aérea na União Europeia. 

Com esta ação a Easy Jet não vai abandonar o Reino Unido, mantendo no país a maioria da sua operação. A nova sucursal vai servir apenas de plataforma onde a companhia terá registados alguns aviões da sua frota, passando estes a ostentar a bandeira do estado membro que os acolher.

De acordo com o Diário de Notícias a companhia britânica estaria fortemente inclinada a instalar a nova sede em Portugal ou Áustria, sendo Portugal o favorito. No entanto uma das condições impostas pela Easy Jet pôs fim às negociações, sendo praticamente certo que o país escolhido será a Áustria.

Para se radicar em Portugal, a Easy Jet pediu à Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), que cedesse a sua posição de regulador à autoridade do seu país de origem. Na prática a Easy Jet queria continuar a responder perante o regulador da aviação britânico, mesmo estando a operar em Portugal. A ANAC considerou que esta era uma linha vermelha que não poderia ser ultrapassada e pôs fim ao processo de negociação.

O processo de criação de uma sede da Easy Jet na União Europeia deve demorar um ano a ser concluído e a companhia estima custos na ordem dos dez milhões de euros. A operação está a ser realizada agora porque a empresa “não se pode dar ao luxo de esperar para ver o que acontece com o Brexit”, referiu Carolyn McCall, presidente da Easy Jet.

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