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Ryanair garante que vai baixar ainda mais os preços

Diogo Pereiratexto e foto Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

A companhia irlandesa vai começar a renovar a sua frota o que lhe permitirá poupanças significativas.

 

A Ryanair deve começar a receber os novos Boing 737 MAX em 2019 que, de acordo com a companhia, vão permitir efetuar poupanças no consumo de combustível e introduzir mais oito lugares no avião. Estas novas características vão permitir que “as poupanças sejam transferidas para os clientes através de tarifas mais baixas”, garantiu um responsável da Ryanair ao The Telegraph Travel.

Os novos aviões, da família 737, vão substituir os atuais 737 NG que a companhia opera e vão trazer uma poupança de combustível na ordem dos 16%.

De acordo com informações da companhia low cost, para além das reduções de custos com o combustível estes novos aviões permitirão aumentar o número de passageiros em 4%. No entanto as novas aeronaves não trazem modificações ao nível das dimensões, por isso é previsível que o conforto seja afetado, mas a Ryanair garante que não: “Estas novas aeronaves terão a mesma fuselagem que a nossa aeronave atual, mas terão reconfiguradas as casas de banho, as galeras e os assentos serão mais finos, permitindo mais espaço para adicionar oito lugares adicionais”, disse um porta-voz da companhia aérea. “A aeronave oferecerá mais espaço para as pernas do que a classe económica da British Airways ou Lufthansa economia”, rematou.

Quanto às bagagens a Ryanair até admite poder vir a permitir mais malas de mão aos seus passageiros, mas neste campo as novas aeronaves mantém as características das atuais que apenas permitem 90 volumes de tamanho padrão nas bagageiras. Tudo o que for para além disto terá que ser despachado para o porão.

A aquisição destas novas aeronaves volta a levantar uma questão com barbas: poderá a Ryanair começar a explorar rotas mais distantes? A companhia distancia-se afirmando que está focada na operação europeia, mas as novas aeronaves vão permitir fazer voos para a costa leste dos EUA. É desta que a Ryanair vai atravessar o Atlântico?

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