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Mais três museus que talvez não conheça em Lisboa

texto Filipa Almeida
geral@w360.pt

 Lisboa, Portugal

foto Manuel Correia

Nesta segunda viagem pela cultura (des)conhecida de Lisboa o desafio proposto é o seguinte: descobrir no trajeto Cais do Sodré-Belém, uma das zonas mais turísticas da cidade, alguns museus menos conhecidos pelos turistas nacionais e estrangeiros. Apanhando o famoso eléctrico 15E ou qualquer outro transporte público ou particular, a primeira paragem é em Santos muito próximo do Cais do Sodré na Rua do Instituto Industrial nº 16 para visitar o Museu das Comunicações (situado no edifico da Fundação Portuguesa das Comunicações do qual faz parte).

Este museu criado pela referida fundação em 1997 possui para além de várias exposições temporárias, três exposições permanentes “Vencer a Distância”, “Mala-posta” e “Casa do Futuro”. Nestas exposições permanentes, por sinal bastante ricas e extensas é possível conhecer a História das telecomunicações desde os primitivos telégrafos, o código de morse, passando pelos telefones, a rádio, a televisão, os telemóveis e pela internet. Toda a exposição é ilustrada por dezenas de exemplares dos vários equipamentos e infraestruturas que marcaram e têm vindo a marcar esta História. É ainda possível conhecer a História dos correios, desde os primeiros vestígios de troca de correspondência nas civilizações antigas antes de Cristo, até aos atuais correios nacionais em que os CTT tiveram, ao longo do século XX e ainda têm na atualidade, um papel de destaque. O museu pode ser visitado de segunda a sexta, das 10h às 18h, bem como aos sábados das 14h às 18h, sendo o custo do bilhete de cinco euros, existindo descontos para jovens, estudantes, maiores de 65 anos, portadores de deficiência e crianças. De referir ainda que na última quinta-feira de cada mês a entrada no museu é gratuita das 18h às 22h. 

Fachada do Museu do Oriente na Avenida Brasília

Continuando a nossa viagem em direção a Belém, a próxima paragem é na zona de Alcântara, mais precisamente na Avenida Brasília, Doca de Alcântara (Norte) para visitar o Museu do Oriente. Este museu foi criado em 2008 pela Fundação que lhe dá nome e pretende ser uma ponte entre o ocidente e o oriente, desde há muito unidos. O museu possui em exposição permanente uma vastíssima coleção de arte, pretendendo também dar a conhecer algumas tradições do mundo oriental, bem como demonstrar vestígios da presença portuguesa na Ásia. Possui também diversas exposições temporárias de que se destacam uma belíssima exposição sobre a Ópera Chinesa patente até 31 de Dezembro de 2018, uma exposição sobre a discografia de Zeca Afonso que pode ser visitada até 24 de Setembro de 2017 e ainda duas exposições fotográficas que refletem as viagens pelo mundo asiático de João Martins Pereira e de Nuno Lobito, em exibição, respetivamente, até 10 de Setembro e até 22 de Outubro deste ano. O museu pode ser visitado de terça a domingo entre as 10h e as 18h, sendo que o bilhete normal tem o custo de seis euros, havendo descontos para jovens, estudantes e para os idosos. Há ainda a possibilidade de fazer a visita de forma gratuita todas as sextas-feiras das 18h às 22h. Para além do museu, a fundação tem uma vasta oferta cultural, quer através de espetáculos de música, dança, cinema, etc., bem como através, de cursos e conferências sobre os mais diversos temas ligados à cultura oriental que podem ser consultados na sua agenda. É ainda importante referir que a Fundação Oriente possui também serviço educativo, um centro de reuniões e um centro de documentação. Este é assim não só um importante ponto de paragem, como um centro cultural muito interessante para frequentar com regularidade.

A viagem de hoje termina bem no centro das docas de Belém, entre o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém, de frente para o Tejo e com vista privilegiada para o Mosteiro dos Jerónimos: no Museu de Arte Popular (MAP), situado na Avenida de Brasília. Este museu fundado em 1948 surge da renovação do pavilhão reservado à Secção da Vida Popular da Exposição do Mundo Português de 1940. Possui cinco salas de exposição permanente, que recriam várias regiões do país possuindo uma coleção dedicada à arte popular que inclui vários murais que representam cenas de romarias e festas populares, bem como às Exposições Internacionais e diversas iniciativas culturais protagonizadas pelo Estado Novo. O museu chegou a estar encerrado sendo que a sua exposição permanente foi transferida para o Museu Nacional de Etnologia onde pode ser visitada. Recentemente foi reaberto a 14 de Dezembro de 2016 com inauguração da exposição “Da fotografia ao azulejo” que está em exibição até 1 de Outubro de 2017. Esta exposição inaugura uma nova era para o MAP que passa a estar vinculado à missão e programa do Museu Nacional de Etnologia. Este museu está aberto ao público de quarta a domingo das 10h às 18h. A visita tem o custo de €2,5, sendo que, tal como em todos os que são tutelados pela Direção Geral do Património Cultural (DGPC), é possível fazer a visita gratuita todos os domingos de manhã até às 14h.

Lisboa
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Lisboa é das cidades com clima mais temperado em toda a Europa. O sol é praticamente constante sendo que a influência do Atlântico a impede de ser excessivamente quente. Nos meses de maio a setembro, os mais quentes, as temperaturas não vão além dos 35ºC. Nos meses de outubro a abril, os mais frios, os termómetros não costumam descer a baixo dos 8ºC. A ocorrência de chuva não é muito frequente.
 

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