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É por isto que não podemos ter os assentos reclinados na aterragem e descolagem do avião

texto Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

foto Catherine Carvalho

Não é apenas um capricho do pessoal de cabine

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Sempre que viaja de avião há um conjunto de regras que certamente lhe parecem descabidas e que muitas vezes não consegue compreender, mas a realidade é que todas elas têm justificações e, por isso, não se tratam apenas de meros caprichos do pessoal de cabine.

Sempre que um avião descola, para além do cinto colocado, a mesa recolhida e a persiana levantada, é necessário que mantenha o seu assento em posição ereta.

Se mesmo antes de o avião sair de terra já quer começar a encontrar uma posição confortável para relaxar, saiba que isso pode pôr em causa a segurança de todos os outros passageiros.

A realidade é que todos os procedimentos são levados a cabo prevendo acidentes e a colocação na posição ereta da poltrona é mais um desses procedimentos. Ora, se acontecer um incidente com o aparelho e fôr necessário fazer uma evacuação de emergência, as cadeiras colocadas em posição de descanso vão retirar espaço útil aos passageiros que estiverem nas filas imediatamente atrás. Assim a evacuação pode não correr da forma mais rápida possível, o que pode colocar os passageiros afetados em risco.

E porque é que estes procedimentos só são obrigatórios na aterragem e descolagem? Porque são as fases mais críticas do voo, nas quais mais acidente ocorrem.

Ainda assim as aterragens e descolagens não devem ser encaradas como momentos de grande tensão porque talvez seja mais provável ganhar o Euromilhões do que sofrer um acidente a bordo de um avião.

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