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Podemos pedir comida extra nos aviões? As companhias aéreas respondem

texto Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

foto Austrian Airlines

Fomos perguntar à TAP o que acontece se um passageiro estiver com demasiada fome

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Depois de terminarmos o prato que nos foi dado e se mesmo assim ficarmos com fome, será que podemos reforçar o nosso estômago, pedindo mais uma dose? Esta é a pergunta que milhares de pessoas que viajam de avião fazem, mas poucas são as que verdadeiramente têm coragem de pedir mais uma dose. Muitas outras encaram desde logo como um sacrifício ter que comer comida de avião…

Gostar ou não da comida de avião não é bem uma opção, principalmente em voos longos. A única opção é comer, ou passar fome.

Mas voltemos à questão que aqui nos trouxe. Podemos ou não pedir mais comida? A resposta é sim. As companhias aéreas, na generalidade, dão mais comida a quem pedir. Isto se houver stock, evidentemente.

Para chegar a esta conclusão perguntámos a TAP qual é a sua política de refeições extra. Disseram-nos que “a TAP embarca as refeições de acordo com o número de passageiros embarcados e não tem extras, caso após o serviço de bordo se verifique que sobraram algumas refeições (de passageiros que não as quiseram), os passageiros poderão solicitá-las à tripulação.”

O Telegraph foi perguntar a outras companhias que se mostraram disponíveis para acalmar os passageiros esfomeados, principalmente em voos de longa duração.

“Se um passageiro pedir comida adicional, seja pão ou um gelado, vamos sempre tentar aceder”, diz um porta-voz da Virgin Atlantic, informando que, tal como a TAP, no caso das refeições quentes, podem da-las aos passageiros que as solicitarem “se houver sobras”.

No caso da britânica Bristish Airways o posicionamento é exatamente o mesmo. “No caso improvável de um pedido de comida extra por parte de um passageiro, nós tentamos conceder, se houver stock“, refere um responsável esclarecendo que nos voos curtos a companhia de bandeira do Reino Unido já não serve refeições, apenas nos de longo curso.

No caso da russa Aeroflot “os pedidos de comida extra dos passageiros não são recusados.”

Tendo em conta que todas as companhias falam na possibilidade de dar uma refeição extra, no caso de sobrarem algumas há uma questão que se coloca: é habitual sobrarem refeições?

Stephan Segraves, apresentador do podcast Dots disse ao Telegraph que pediu várias refeições extra em várias companhias aéreas e que nunca lhe foram recusadas.  Segraves referiu ainda que alguns tripulantes lhe perguntaram se ele “tinha mesmo a certeza de querer uma refeição extra”, brincando com a má fama da comida de avião.

Nik Loukas autor do blogue InflightFeed diz que muitas vezes as porções servidas a bordo são “demasiado pequenas” e que, por isso, pede “atenciosamente uma refeição extra à equipa de bordo” e não costuma ouvir um não.

Pedir comida extra pode ajudar o ambiente

No próximo voo em que estiver com fome e a comida servida não o satisfizer não hesite e peça uma dose extra porque isso pode evitar que as sobras sejam deitadas ao lixo.

Segundo a Virgin Atlantic “no final do vôo, os itens selados que não foram usados ​​ou contaminados serão reutilizados noutro vôo”, no entanto “os produtos frescos serão descartados” para cumprir os níveis de segurança alimentar exigidos.

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