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Este cartão bancário não cobra taxas nem comissões no estrangeiro

texto Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

foto Divulgação

Revolut não cobra taxas de levantamento, pagamento ou conversão de moeda

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Já fez as contas às comissões, taxas e taxinhas que o seu banco lhe desconta quando viaja? Provavelmente nem quer ouvir falar nisso porque vai chegar à conclusão de que aquilo que gastou em taxas de levantamento, taxas de pagamento e comissões de cambio de moeda dava para mais uma semana de férias (talvez nem tanto, mas para mais um dia ou dois não dizemos que não…).

Mas pode respirar de alívio porque há uma solução para poupar uns valentes euros na sua próxima viagem. E a solução é o cartão Revolut que não cobra um único cêntimo pelas suas transações.

Na realidade nem estamos bem a falar de um cartão, nem de um banco. Estamos a falar de uma aplicação de telemóvel.

Como funciona o Revolut?

O Revolut funciona como uma conta bancária tradicional. O utilizador só tem que fazer uma transferência e, passado um ou dois dias, o dinheiro fica disponível na aplicação podendo ser automaticamente usado em compras online ou ser transferido para outros bancos.

Depois de ativada a conta pode pedir um cartão, semelhante a um cartão bancário tradicional, que servirá para fazer pagamentos em lojas, restaurantes ou serviços como a Uber ou o Cabify e ainda fazer levantamentos em terminais ATM.

Quais são as vantagens do Revolut?

A grande vantagem do Revolut é a ausência de taxas na generalidade das operações efetuadas no estrangeiro.

Os bancos tradicionais cobram diversos valores num único levantamento no estrangeiro. Há impostos de selo, taxa de levantamento fora da zona euro, taxas administrativas e comissões de cambio de moeda que podem ultrapassar os cinco euros por levantamento.

Filipe Morato Gomes, no blogue Alma de Viajante, usou o cartão e comparou-o com um cartão de um banco tradicional: “transferi exatamente 200€ da minha conta BPI para o cartão Revolut. Deixei passar dois ou três dias para o dinheiro chegar à conta do cartão e, já em Manaus, fiz o teste. Na mesma ocasião, levantei R$ 500 com o meu habitual cartão BPI e, logo de seguida, na mesma máquina de levantamentos automáticos, levantei a mesma quantia com o cartão Revolut. Dias depois, conferi os movimentos bancários e, sem surpresa, poupei dinheiro com o Revolut.”

De acordo com os dados publicados por Morato Gomes os gastos em taxas e comissões com o cartão do BPI ultrapassaram os sete euros, enquanto que a transação com o cartão Revolut foi totalmente gratuita.

No caso de pagamentos de compras ou serviços também não são aplicadas taxas.

E se a grande vantagem é a ausência de taxas de levantamento e pagamento no estrangeiro, a grande novidade desta aplicação é a conversão direta de moeda. Na aplicação é possível distribuir o dinheiro disponível por vários “separadores” que representam algumas das mais usadas moedas em todo o mundo. Desta forma, numa só conta, é possível ter euros, dólares, libras e muitas outras moedas, convertidas à taxa de cambio real, sem as taxas tradicionalmente aplicadas pelos bancos.

Há ainda um serviço digno de nota neste serviço, a facilidade de cancelamento do cartão que se faz, uma vez mais, sem as taxas que os bancos tradicionais tornaram normais.

Se perder este cartão pode cancela-lo clicando num simples botão, podendo voltar a reativa-lo se for reencontrado.

Desvantagens do Revolut

Mas nem tudo são vantagens nesta aplicação. Há pagamentos a fazer, desde logo para ter acesso ao cartão que, para residentes na zona euro custa dez euros.

As taxas de levantamento de dinheiro gratuitas também terminam quando se chega aos €200 mensais. A partir daqui passa a ser cobrada uma taxa de 2%, ainda assim mais baixa que na generalidade dos bancos portugueses.

O Revolut pode ser criado aqui.

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