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Os aviões estão cada vez mais desconfortáveis e a culpa é toda nossa

texto Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

foto SuperJet International

51% dos americanos escolhem os voos pelo preço e não pelo conforto 

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Voar é um hábito que se enraizou e é inegável que esta prática, antes reservada a algumas elites, se democratizou e hoje são muitos aqueles que conseguem apanhar um avião e conhecer os destinos com que sempre sonharam. Mas também é verdade que as novas gerações são menos exigentes no que às regalias oferecidas pelas companhias aéreas diz respeito.

De acordo com um estudo publicado pelo Business Insider 51% dos americanos escolhem a companhia aérea em que voam pelo preço, em detrimento de serviços de cortesia que sempre foram habituais na aviação como as refeições a bordo ou a bagagem despachada para o porão.

21% dos 209 mil americanos entrevistados disseram que o tempo de voo era a sua principal preocupação e 11% garantiram que a escolha de uma companhia aérea era feita com base nos seus recordes de segurança. Apenas 6% dos inquiridos disse importar-se com o conforto.

cropped-W_MINIATURA.pngSim, é verdade. A Ryanair está mesmo a separar os passageiros propositadamente

As companhias aéreas certamente têm consciência destes dados que são a justificação para as alterações que se têm verificado nos últimos anos.

Atualmente, mesmo em companhias de bandeira como a TAP, por exemplo, foram criadas tarifas basic economy que estão um nível a baixo da clássica classe económica. Não há direito a despachar bagagem para o porão, não há possibilidade de seleção de lugares e em muitos casos não há sequer refeições. Na verdade os serviços não deixaram de existir, mas agora têm valores adicionais ao preço base do voo.

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