Europa a Voar

mariana-abrantestexto e fotos Mariana Abrantes
geral@w360.pt

 Barcelona, Espanha

Cor, Movimento, Quarteirões, Pedaços


A cidade que dança! Um rodopio de cores e sons de que se disfruta sem arrependimentos independentemente do tempo que lá ficamos. Apesar de agitada e turística, Barcelona não cansa nem se desgasta, mas renova-se e acolhe-nos sempre de braços abertos! Fiquei na zona de Eixample, dos famosos quarteirões que se prolongam por ruas e avenidas perpendiculares e que nos deixam completamente sem noção do norte!

Eixample

Os edifícios por dentro são igualmente labirínticos com vários pátios interiores, corredores e recantos que nos deixam de novo perdidos em relação à entrada da rua. Aproveitei para ir petiscar ao Senyor Vermut, onde as tapas, as cañas e o vermute são o essencial para uma noite divertida entre amigos!

Dos meus passeios entre Ramblas e Bairro Gótico descobri dois sítios onde vale a pena “tropeçar”: O (CCCB) Centre de Cultura Contemporània de Barcelona, um edifício surpreendente com exposições que são incrivelmente generosas e entusiasmantes!;

1000 m2 of desire – Architecture and sexuality
1000 m2 of desire – Architecture and sexuality

O El Born (Centre de Cultura i Memòria) um antigo mercado que foi o primeiro grande edifício da arquitectura de ferro, estava a ser reabilitado para ser uma biblioteca, quando descobriram algumas ruínas valiosas do período medieval e do século XVIII, alterando o propósito do projecto para um centro cultural que cruzaram vários tempos, vivências e funções de um só espaço.

El Born

Seguindo o movimento da cidade fui parar ao coração dos negócios, tecnologia, arquitectura contemporânea e ao Museu del Disseny! Um museu que aborda vários mundos do design espanhol e que serve de incubadora para novos projectos. O edifício dialoga com o percurso da exposição deixando-nos entusiasmados com a novidade da sucessão de espaços entre salas e escadas rolantes!

Exposição de design de moda, Museu del Disseny

Consegui ir ainda a uma zona industrial com vários edifícios que estavam inactivos e que foram ocupados por novos estúdios de arquitectura, design, danças, artes plásticas, música, etc… Esta apropriação é também muito comum nas zonas antigas mais perto do centro, nos edifícios que deixaram de ter as suas funções originais e que estavam abandonados.

Barcelona, a cidade que se compõe com pedaços coloridos e diferentes, compostos por pessoas, lugares e sons como uma fachada do Gaudi.

Torre Agbar
Ruas de Barcelona
Vista da Sagrada Familia
Fachada do Museu d’Art Contemporani de Barcelona
Encontrou algum erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção à autora: geral@w360.pt
Lugares

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

Diogo Pereiratexto e vídeo Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

Barcelona, Espanha



 

A história do Parque Guell começou em 1900 quando Eusebi Guell idealizou uma zona residencial num distrito próximo de Barcelona que deveria acolher famílias endinheiradas da região. Eusebi Guell chamou até si um dos melhores arquitetos da altura para criar aquilo a que hoje chamaríamos um condomínio privado, com uma ampla zona verde, ideal para relaxar.

Assim começa a ser contada a história de um fracasso. Alguns anos depois de ser iniciada a construção deste ambicioso projeto, apenas duas casas haviam sido vendidas, sendo que uma delas seria para Antoni Gaudí, o tal arquiteto que Guell contratou.

Sem clientes dispostos a pagar por uma casa neste que é hoje um dos paraísos de Barcelona e mais um exemplo, dos muitos que há na cidade, da genialidade de Gaudi, o complexo acabaria por ser entregue ao município de Barcelona para que pudesse ser visitado por todos. E como parece que Gaudi não é capaz de fazer nada mal feito, o fracasso de Guell acabaria por ser reconhecido como Património Mundial da Humanidade em 1984.

O Parque Guell é fantástico mesmo antes de entrar na zona monumental, onde estão os edifícios projetados por Gaudi. Está envolvido por uma ampla zona verde e uma vista avassaladora sobre a cidade de Barcelona e o Mediterrâneo. A partir daqui é possível perceber que Gaudi é um dos mais brilhantes arquitetos do mundo e amplamente reconhecido: estamos num complexo urbanístico idealizado por ele e conseguimos ver destacadas na paisagem a Sagrada Família, a sua mais ambiciosa obra; e a Torre Agbar, uma vénia a Gaudi feita por Jean Nouvel.

No interior da zona monumental é impossível confundir o autor daquela obra com curvas que fazem lembrar uma serpente e azulejos coloridos dispostos em multiplas formas e feitios.

É também aqui que está um dos mais emblemáticos icons de Gaudi: a salamandra revista a azulejos coloridos que mais do que de Gaudi é também já um dos símbolos de Barcelona.

Para superar os desníveis daquela zona, Gaudi optou por construir um sistema de pontes. Hoje, ao passarmos por entre os pilares que suportam esta estrutura, sentimo-nos num mar de pedras porque nem aqui o catalão deixou as curvas de parte.

Parque Guell
 Barcelona, Espanha (Olot de Barcelona)
crianças até seis anos: grátis | crianças de sete a doze anos e idosos: €5,6 | adultos: €8
1 janeiro a 25 março e de 29 outubro a 30 dezembro: todos os dias – 8:30 às 18:30 | 1 maio a 27 agosto: todos os dias –  8:00 às 21:30 | 28 agosto a 28 outubro: todos os dias – 8:00 às 20:30
aceda ao site

 O Parque Guell fica afastado do centro de Barcelona. Para lá chegar pode usar a Linha 3 do metro e sair nas estações de Vallcarca ou Lesseps. O autocarro é outra das opções, estando disponíveis as carreiras H6, 32, 24 e 92.

 Para poder ver toda a zona monumental – onde estão os edifício projetados por Gaudi -, toda a zona verde e a Casa Museu Gaudi, reserve entre 3h a 4h

Compre os bilhetes online neste link. Vai poupar tempo e dinheiro e não precisa de imprimir o bilhete, pode apresenta-lo no smartphone ou tablet

 O Parque Guell tem uma ampla zona verde que pode ser visitada gratuitamente, no entanto o acesso à zona monumental – onde estão os edifícios projetados por Gaudi – tem um custo

No Parque Guell pode ainda visitar a Casa Museu Gaudi, onde viveu o arquiteto catalão por um preço adicional de €5,5

O Parque Guell dispõe de wi-fi gratuito
Encontrou algum erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção aos autores: diogopereira@w360.pt ou claudiapaiva@w360.pt