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text and photos Gil Cancela
geral@w360.pt
  

Zakopane, Poland

Another Erasmus+ Project, another trip. This time, to Poland. Two hours south of Krakow, we find the Winter’s capital, the town of Zakopane.

Our trip started at the capital Warsaw, where we took the train to our destination. Eight and a half hours later (!!!), we arrived, finding a nearly deserted city (normal, given it was 7 a.m. of a freezing Sunday). But, little by little, the stores would open, the people packed the streets and movement filled Krupowski Street, one of Zakopane’s ex-libris, showing us that this small town of the polish deep south as one of the growing touristic spots nowadays.

The houses are mainly built and/or adorned with wood, making me and some of the friends travelling with me remember of a Christmas village. This, with the snow that had fallen previously and the freezing cold we faced, did give Zakopane a Christmassy vibe to the whole setting.

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Besides Krupowski Street, I highlight Gubalowka, a hill located north of Zakopane, facing the Tatra mountains. Although it sends the same “touristful” vibes of Krupowski Street, with numerous souvenir stores and camera flashes around, you can still breathe the pure and unique air of the top and appreciate the gorgeous view of the mountain.

Zakopane is also home o one of the most beautiful lakes of the world, the Morskie Oko, or “Eye of the Sea”, with 862 metres of length.

The third point of interest is, without a doubt, Kasprowky Wierch. Kasprowky Wierch is the only high spot of the Tatras mountains accessible from Zakopane, by cable car, being the most visited ski center of the region.

The view from the top was amazing. At least, I supposed it is, given the strong fog we felt there. From what I have been seeing all week I deduct that, once the sky clears, the scenery is the ideal to dream. But we had a great time at the snow (carefully, given that we were at various feet above land) and abstract ourselves from the less frozen world down. I should warn that you should still keep your brain in alert for the bears that could appear and would certainly join and throw snowballs at the groups that visit their habitat.

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I couldn’t end without recommending one traditional dish of the region: the smoked cheese. Called Oscypek, this cheese is made of goat cheese, and smoked. It sustains a intense flavor and a unusual texture, but I advise you to taste it. In all corner of the town, is pretty easy to find various spots selling it.

Zakopane is a small town, not being difficult to visit all the interest points in one or two days. So, I recommend that, while coming down from Warsaw, don’t end your trip in Krakow. Keep going for a while, and meet the quirky Zakopane. Dream. Live. Enjoy.

P.S.1: I could not end another project without thanking the awesome group of people that I got to share it with. Portugal, Poland, Greece, Italy and France were represented by amazing people!

P.S.2: For everyone that has yet to experiment na Erasmus+ Project, either Youth Exchange, EVS, Training Course, in this website you can find various projects, waiting for your submission: https://www.salto-youth.net/tools/european-training-calendar/search/

P.S.3: Sabotaaaaaaaage!!!!!! Love you guys!

Zakopane
Poland
Polish
27 486 pop. (2006)
Zloty (PLN)
GMT+1
 European, 2 pins
+48
112
Winter (from December to March) is very strict in Poland with negative temperatures and snow occurrence. Summer is not very hot, temperatures are not going beyond 30ºC.

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texto e fotos Gil Cancela
geral@w360.pt
  

Zakopane, Polónia

Mais um projeto Erasmus+, mais uma viagem. Desta vez, pela Polónia. A duas horas a sul de Cracóvia, encontramos a “capital de Inverno”, a cidade de Zakopane.

A nossa viagem por terras polacas iniciou-se na sua capital, Varsóvia, de onde apanhamos comboio para o nosso destino. Oito horas e meia depois (!!!), lá chegaríamos, encontrando a cidade praticamente deserta (ou não fossem 7 horas da manhã de um Domingo gelado). Aos poucos, as lojas foram abrindo, as pessoas foram enchendo as ruas e a azáfama foi-se apoderando da Rua Krupowki, um dos ex-libris de Zakopane, mostrando esta pequena cidade do extremo sul da Polónia como um dos pontos turísticos em expansão.

As casas predominantemente construídas e/ou adornadas em madeira, que, como algumas das pessoas que me acompanhavam referiram, faziam lembrar uma vila-Natal. O que, complementado com a neve que caíra nos dias anteriores e com o frio gelado que se fazia sentir, dava, de facto, um ar natalício a toda a paisagem.

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Para além da Rua Krupowki, destaco Gubalowka, uma colina localizada na zona norte, de frente para as montanhas de Tatra. Apesar da mesma “turisticação” que se via na Rua Krupowki, com várias lojas de souvenirs e flashes turísticos à volta, podemos respirar o ar local e único daquele lugar e apreciar a vista imponente para a montanha.

Zakopane é também a casa de um dos lagos mais bonitos do mundo, o Lago Morskie Oko ou “Olho do Mar”, com 862 metros de comprimento.

O terceiro ponto de destaque nesta visita é, sem dúvida, Kasprowy Wierch.

Kasprowy Wierch é o único ponto alto da montanha de Tatras acessível a partir de Zakopane, através de teleférico, e, por isso, o centro de ski mais visitado da região. A vista do topo é de cortar a respiração.

Pelo menos, e tendo em conta o nevoeiro cerrado que se sentiu quando lá estivemos, deduzo que a paisagem, quando nua e límpida, deva ser o cenário perfeito para se sonhar. Mas dá para nos divertirmos na neve (com cuidado, tendo em conta que estamos a vários metros de altura) e nos abstrairmos do mundo menos gelado lá em baixo. Mas, ressalvo que devemos manter uma parte do nosso cérebro fora da brincadeira, pois os ursos pardos andam nas redondezas e certamente gostariam de poder lançar umas bolas de neve com os grupos que visitam o seu habitat.

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Não podia deixar de recomendar a iguaria mais tradicional da região: o queijo fumado. Chamado de Oscypek, este queijo é feito leite de cabra e é fumado. Tem um sabor muito intenso e uma textura fora do vulgar, mas aconselho a sua degustação. Em todo o canto e esquina, é fácil encontrar pontos de venda.

Zakopane é uma cidade pequena, não sendo difícil ver todos os pontos de interesse em apenas um ou dois dias. Por tudo isto, recomendo que, ao descer de Varsóvia, não termine a viagem em Cracóvia. Continue mais um pouco e conheça a pitoresca Zakopane. Sonhe. Viva. Desfrute.

 P.S.1: Não podia terminar mais um projeto sem agradecer ao grupo de pessoas espetaculares que o partilharam comigo. Portugal, Polónia, Grécia, Itália e França representados por pessoas maravilhosas!

P.S.2: Deixo aqui o repto para aqueles que ainda não experimentaram os projetos Erasmus+, seja Youth Exchange, EVS, Training Course, …

Neste site, vão encontrar inúmeros projetos à espera da tua participação: https://www.salto-youth.net/tools/european-training-calendar/search/

P.S.3: Sabotaaaaaaaage!!!!!! Love you guys!

Zakopane
Polónia
Polaco
27 486 hab. (2006)
Zloty (PLN)
GMT+1
 Europeia, 2 pinos
+48
112
O inverno  (de dezembro a março) é bastante rigoroso na Polónia existindo temperaturas negativas e ocorrência de neve. O Verão não é muito quente, não indo as temperaturas além dos 30ºC.

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texto e fotos Ana Rita Pinto
geral@w360.pt

Ljubljana, Eslovénia

Não acreditaria se há um ano me dissessem que por esta altura estaria a regressar de uma experiência inesquecível, estudar em Ljubljana, Eslovénia, durante um semestre. O programa Erasmus é sem dúvida uma das maravilhas criadas pela União Europeia, mais do que o estereótipo de um semestre (ou um ano) fora de casa a aproveitar todas as festas, embarcar nesta viagem é sem dúvida uma experiência que vai para lá da académica. Vir para Ljubljana não só me deu a oportunidade de conhecer pessoas de toda a Europa mas também a oportunidade de conhecer sítios que nunca pensei conhecer e claro a oportunidade de me conhecer fora do meu ambiente.

A Eslovénia é um pequeno país (cerca de 2 milhões de habitantes) situado na Europa Central. Pouco se houve falar dela, mas na verdade é um segredo bem escondido da Europa. Um país com pouco mais de 25 anos (conseguiu independência da antiga Jugoslávia em 1991), considerado pela National Geographic como o destino mais sustentável. Alberga nele as mais indescritíveis paisagens, desde os lagos, à imensa área florestal, das montanhas até à sua pequena costa.

Em 5 meses tive a oportunidade de explorar a Eslovénia e não só, o facto de estar numa localização privilegiada permitiu com que viajasse até Itália, Croácia, Hungria, Sérvia, Bósnia e Montenegro e conhecesse sítios indescritíveis.

Sítios a não perder na Eslovénia:

Ljubljana, a capital

Ljubljana significa “a amada”. Ljubljana não é a típica capital Europeia. Atravessada pelo rio Ljubljanica, Ljubljana tem cerca de 280 mil habitantes. Pode não ser recheada de monumentos e pontos de interesse, mas o charme desta cidade está nisso mesmo, ser um sítio agradável onde a circulação de bicicleta e de peões é privilegiada em detrimento dos carros e onde os habitantes cuidam e prezam a cidade onde vivem. Apesar de no Inverno ser um pouco mais frio do que estamos habituados, no começo da Primavera as esplanadas junto ao rio enchem-se de gente e é bastante comum passar uma tarde a aproveitar o sol no Parque Tivoli. Existem alguns sítios preferidos, mas os seguintes merecem um especial destaque.

Vista da cidade para o castelo de Ljubljana

Castelo de Ljubljana, excelente para ter uma visão completa da cidade com as montanhas como pano de fundo. Excelente para apreciar o pôr-do-sol sobre Ljubljana.

Castelo de Ljubljana

A Metelkova é talvez dos sítios mais peculiares onde tive oportunidade de estar. Se em 1993 funcionavam aqui os quartéis do exército jugoslavo, depois da desocupação Metelkova, tornou-se num espaço alternativo onde se encontram galerias de arte, bares, discotecas e locais de concertos de diversos estilos. Às sextas e sábados à noite a Metelkova ganha uma nova vida uma vez que se torna num ponto de encontro.

Tivoli. Como já referido, é o parque da cidade. Uma área verde gigantesca onde é comum passar a tarde com os amigos ou com a família, passear o cão ou apenas fazer desporto. Um sítio bastante agradável a poucos minutos do centro.

Presernov Trg e Tromostovje, as joias de Ljubljana. Prešernov Trg é o ponto de encontro da cidade, a praça central onde as ruas principais vão dar e onde podemos encontrar a Pink Church a estátua de Prešeren com a sua musa, o maior poeta esloveno de todos os tempos. Nesta praça encontramos ainda Tromostovje, um conjunto de três pontes pedonais que ligam as margens do rio e arquitetadas pelo famoso Jože Plečnik.

Tromostovje, Presernov Trg, Igreja Franciscana (“Pink Church”)

Lagos Bled e Bohinj. Talvez os lagos mais conhecidos de toda a Eslovénia, o lago Bled situa-se a aproximadamente 45 minutos de Ljubljana e é sem dúvida um sítio a não perder. Se no Inverno há possibilidade de congelar, durante o resto do ano é possível andar de barco e chegar até à pequena ilha no meio do lago onde existe uma igreja com 99 degraus que, diz-se traz sorte a um casamento se o noivo subir a escadaria em a noiva ao colo. O lago Bohinj é menos turístico que o lago Bled, mas igualmente espetacular. Perto destes dois lagos situam-se as Cascatas de Savica e Vintgar Gorge.

Lago Bled
Lajo Bohinj

Postojna e Predjama Postojna é o sistema de grutas mais longo da Eslovénia, um local repleto de turistas durante os fins de semana, mas onde há oportunidade de conhecer uma espécie animal característica destes ambientes, o Human Fish. Perto de Postojna, está o Castelo de Predjama. Um castelo com cerca de 800 anos que foi construído numa rocha.

Castelo de Predjama

Costa do Mar Adriático

A Eslovénia conta com pouco mais de 40 km de costa, mas não é por isso que deixa de ser um ponto de interesse. Destaco Koper, Izola e Piran. Pequenas cidades à beira mar onde há oportunidade de apreciar uma Eslovénia diferente da que estamos habituados, uma vez que se situam bastante perto da fronteira com Itália, o que teve bastante impacto na arquitectura destes locais. Apesar de não haver praias com areal como as que existem em Portugal é possível apanhar sol e ir a banhos em águas límpidas, calmas e com uma temperatura bastante agradável.

Piran

Passaram 5 meses a correr e não poderia estar mais grata por ter tido esta experiência num país ainda desconhecido para a maior parte de nós. Aconselho vivamente a Eslovénia quer seja como um local de visita ou como uma escolha para estudar. Apesar de ser um país pequeno, a Eslovénia é sem dúvida uma país extraordinário, preocupado em preservar os seus recursos e em dar aos seus habitantes uma excelente qualidade de vida como pude observar ao longo destes meses. Ter uma experiência Erasmus é sem dúvida uma experiência para a vida. Para todos os que pensam embarcar nesta viagem, não se detenham por medos e preocupações iniciais, ter a oportunidade de viver num país e numa cidade que não conhecemos faz-nos crescer imenso e sem dúvida que nos mostra perspectivas que seriam impossíveis de encontrar se não sairmos da nossa zona de conforto.

Deixo apenas uma conselho, não deixem nada que vos detenha de viver uma experiência incrível como esta porque no final de contas life is not meant to be lived in one place.

Ljubljana
Eslovénia (capital)
Esloveno
272 220 hab. (2011)
Euro (EUR)
GMT+1
 Europeia, 2 pinos
+386
112
Ljubljana é uma cidade de clima temperado, no entanto bastante chuvoso. Nos meses de novembro a março as temperaturas são mais baixas, podendo atingir valor negativos. Nos meses de abril a setembro o clima é mais ameno, não superando os 30ºC. Este é o melhor período para visitar a cidade.
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