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claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

Diogo Pereiratexto e fotos Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

Barcelona, Espanha

Há pouco a dizer sobre Barcelona que ainda não saiba. A cidade de Gaudi é uma das mais conhecidas do mundo e, por isso, uma das mais visitadas. É uma metrópole cheia de vida e muito descontraída.

Nas suas ruas vai encontrar todas as nacionalidades e identidades possíveis e imaginárias. Se o mundo fosse reduzido à escala de uma cidade, essa cidade era Barcelona.

A história e a modernidade confundem-se na própria história. Parece confuso, mas Gaudi foi mesmo um vanguardista e ainda hoje fica a pergunta: como é que é possível ser-se assim tão à frente do seu tempo? Tão à frente que parece que ainda hoje o seu tempo não chegou…

Fique com alguns dos sítios que não podem mesmo faltar na sua visita à capital da Catalunha.

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Park Guell é um fracasso, mas felizmente foi projetado por Gaudi… e se na altura não serviu para um condomínio privado, como era vontade do seu financiador, hoje serve perfeitamente como atrativo turístico.

Casa Milá parece um monte de areia esculpida, mas não é. É mais um devaneio de Gaudi, para mais um dos poucos que tinha dinheiro para lhe pedir um projeto arquitetónico.

CC-Sergey Aleshin

Casa Batlló é mais uma daquelas obras impossível de confundir. Muitas cores, feitios e formas. Gaudi está por detrás disto.

Sagrada Família foi um projeto tão ambicioso que ainda não chegou ao fim, mas mesmo em obras quase que não é preciso dizer que não pode sair de Barcelona sem a visitar.

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Foi aqui que começou Barcelona e por isso o Bairro Gótico é a zona mais antiga da cidade. Passe por lá, faça umas compras e peça um desejo quando passar sob a ponte gótica.

Quando estiver à procura de um sítio para relaxar na sua visita a Barcelona, penso no Parque da Cidadela.

O Arco do Triunfo é mais um dos imperdíveis em Barcelona. A partir do solo olhe para o mais alto ponto dos seus 30 metros, deixe cair o olhar e procure as diferentes influências que o caracterizam.

8 A Barcelona modernista também tem uma história mais antiga, muito mais antiga. Por isso não deixe de visitar o Museu de história de Barcelona conheça as origens de uma cidade com uma identidade tão própria.

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Mais uma faceta desta cidade vibrante: o futebol. Espreite o Camp Nou, um templo desportivo, a casa de um dos maiores clubes do mundo

10 A Torre Agbar será um dos poucos edifícios icónicos da cidade que não foi projetado por Gaudi (talvez estejamos a exagera…), mas adivinhe em homenagem a quem é que ele foi construído?

11 O Mercado Els Encants é um dos mais fascinantes de Barcelona. Aqui há de tudo. Roupa, brinquedos, artesanato, livros e até eletrodomésticos. É um bom sítio para perder a cabeça e para apreciar mais um edifício de arquitetura peculiar.

Barcelona
 Espanha
Espanhol e Catalão
 1.608.746 hab. (2016)
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O clima em Barcelona é amenos na generalidade do ano, ainda assim mais quente nos meses de verão, mas não muito uma vez que o mar mediterrâneo acaba por temperar o clima. A chuva não é comum,ocorrendo essencialmente nos meses de outubro, novembro e dezembro.

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Atual

Diogo Pereirareportagem, fotos, vídeos e infografias
Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

em Barcelona, Espanha

Todas as fotografias assinadas estão ao abrigo da política Creative Commons, assegurando a identidade e direitos do seu autor.

À chegada ao Aeroporto Internacional de Barcelona o clima é pacífico. As bandeiras da Catalunha, de Espanha e da União Europeia convivem tranquilamente deixando aos mais distraídos a ideia de que se vive um período de paz institucional entre os vários níveis de governação. Mas a realidade não é essa. O governo de Madrid está há largos anos em guerra aberta com o da região autónoma da Catalunha que quer fundar um país novo.

Se a Catalunha se transformar num país independente pode tornar-se numa pujante potência económica, pelo menos assim esperam os apoiantes do corte do cordão umbilical com Espanha. Mas há quem apresente resultados mais catastróficos e não augure resultados proveitosos no final deste processo. Se é certo que Barcelona é o motor económico de Espanha, contribuindo largamente para engrossar os números do PIB do país, não deixa de ser preocupante olhar para os números da dívida pública daquela região autónoma. Há, por isso, um impasse. A sociedade catalã está profundamente dividida. Não é honesto falar de uma larga maioria favorável à independência, mas também não é possível ignorar que os anos da crise trouxeram um indesmentível aumento dos números de independentistas.

Esta é uma história antiga que podia começar a ser contada pelo tempo da península dos reinos fundidos pelos Reis Católicos ou, mais recuado ainda, pela expansão Visigoda que ajudaria a perceber o forte traço de identidade catalã. Mas avancemos até à Guerra Civil Espanhola que numa grande amálgama de sensibilidades políticas colocou à frente dos destinos de Espanha o ditador fascista Francisco Franco.

Durante o período de governação de Franco, Espanha era um país uno. Pelo menos assim transparecia como todos os estados fascistas da época. A realidade é que o reino de Espanha sempre foi muito heterogéneo e hoje é por demais evidente que nem sempre os retalhos foram bem cozidos e a manta tende a romper em diferentes latitudes. Não por causa do fim do franquismo, mas porque os traços de identidade são mensuráveis em cada uma das regiões autónomas.

O tema não é consensual, obviamente. Gera grandes clivagens no seio da sociedade espanhola e pode mesmo falar-se numa guerra que não filtra gerações, géneros ou extratos sociais. Dentro do sim à independência e dentro do não há espaço para toda gente. Jusèp Boya Busquets e Eduardo García talvez não se conheçam, ou talvez sim, afinal o primeiro é diretor do Museu de História da Catalunha e o segundo é presidente do movimento cívico Espanya i Catalans. Também vivem na mesma cidade, podem-se ter cruzado algures, mas há pouco a uni-los.

Boya Busquets dá a sua última entrevista como diretor de um dos mais importantes espaços museológicos da região. Na próxima já estará a assumir o cargo de diretor geral de Arquivos, Bibliotecas e Museus da Generalitat da Catalunha. Está entusiasmado com o novo desafio porque acredita que vai trabalhar para “construir um país novo”.

Eduardo García não acredita que o entusiasmo de Boya Busquets seja frutuoso, porque não tem a mínima dúvida de que a Catalunha nunca será um estado independente, mas não desvaloriza o tema. É por isso o representante de um movimento com origem nas redes sociais que se revoltou contra aquilo que dizem ser uma instrumentalização das manifestações do 11 de setembro – dia nacional da Catalunha – em benefício do separatismo.

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O independentismo, ou a vontade de se tornarem cidadãos de um país chamado Catalunha sempre existiu, no entanto em proporções quase marginais. Mesmo depois do fim da ditadura, com a realização das primeiras eleições livres, foi aprovada a primeira constituição Espanhola com elevadíssimos níveis de aceitação por parte do povo catalão. 91,08% estavam de acordo com o documento e, mais tarde, 88,15% dos 59,30% que votaram em referendo, concordaram com um estatuto de autonomia que criava as principais instituições democráticas daquela região e o tipo de relações que passariam a ter com o estado central.

Foi Jordi Pujol o primeiro presidente do governo regional da Catalunha, a Generalitat, depois do fascismo e foi ele quem conduziu os destinos da região sempre com o mesmo guião, o Estatuto de Autonomia de 1979. Durante 23 anos a Catalunha consolidou-se enquanto região de grande pujança económica e lapidou os seus traços de nação. Foi possível voltar a falar-se em catalão e houve uma abertura ao mundo que fez de Barcelona uma das cidades mais visitadas por turistas em todo o mundo.

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Jordi Pujol foi presidente da Generalitat de Catalunya de 1980 a 2003|CC- Convergència Democràtica de Catalunya

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Pujol ganhou seis eleições consecutivas e era visto como o fiel capaz de negociar à esquerda e à direita, com socialistas e populares, garantindo estabilidade política à região. Talvez por isso nunca tenha sido favorável à desintegração do estado espanhol, mas desde os tempos em que fundou o Convergência Democrática da Catalunha, o partido que o fez chegar ao poder, muita coisa mudou. O poder passou por outras mãos, voltou para a Convergência Democrática e o próprio partido que Pujol fundou mudou de nome, talvez numa ação de maquilhagem para disfarçar os casos de corrupção em que o histórico líder se viu envolvido. Já nada é como era, nem a opinião de Jordi Pujol que hoje apoia a separação.

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Pujol abandona o poder em 2003 para dar lugar a uma inédita liderança tripartida entre os esquerdistas do Partido Socialista, a Esquerda Republicana e os Verdes. Liderados pelo socialista Pasqual Maragall, colocam em marcha a reforma do estatuto de 1979 com o objetivo de aumentar as capacidades de auto-governação da Catalunha

O estatuto acabaria por ser aprovado pelo parlamento catalão e pelo parlamento espanhol, ainda que com algumas retificações que, em bom rigor, acabariam por descaracterizar o documento. Mesmo assim ele foi posto em marcha até ao momento em que o Partido Popular, que sempre se mostrou contra o aumento de regalias dado à região, o enviou para o Tribunal Constitucional. O que fez o Tribunal Constitucional em 2010? Ateou uma fogueira que ainda hoje arde.

Eliseo Aja é catedrático em Direito Constitucional na Universidade de Barcelona e não tem dúvidas de que a sentença do Tribunal Constitucional de 2010 é má. “É uma sentença com muitas opiniões pessoais, pouco concreta e que só tem de bom o resumo da jurisprudência anterior. Desvaloriza o estatuto, tira-lhe importância”. Mas a sua análise continua com os juízes no centro da questão.

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Se a posição de direta confrontação do Tribunal Constitucional está na origem da exaltação dos ânimos, a verdade é que a condução política desta questão pode não ter sido a mais indicada para resolver a questão. Em Espanha já houve dois pesos e duas medidas, ou até mais, mas duas houve seguramente.

As questões independentistas não são novidade, mas não se esgotam na Catalunha. O País Basco, mais a norte angariava todas as atenções e até parecia ter um método que o governo de Madrid compreendia melhor: a violência. Pelo menos os ataques terroristas deram àquela região melhores proveitos do que a Catalunha alguma vez conseguiu ou parece estar a conseguir.

Nuria Bosh é catedrática de economia pública na Universidade de Barcelona onde também se doutorou em Ciências Económicas e Empresariais. Nos períodos em que não está a dar aulas, está a fazer as contas que lhe garantem que “a independência teria mais benefícios que custos”, ainda assim admite que a separação do resto de Espanha era a última opção.

“Em 2012 a Catalunha pedia um tratamento fiscal parecido ao do País Basco mas o estado espanhol não quis entrar nesta negociação. Se o estado espanhol tivesse dado à Catalunha um tratamento semelhante ao que deu ao país basco – mesmo com uma contribuição de solidariedade paga por Barcelona a Madrid – estou cem por cento segura de que hoje não estaríamos nesta situação.”, diz Nuria Bosh.

O governo espanhol parece ter sido mais tolerante com o País Basco do que com a Catalunha, o que para Eduardo García foi um erro, “é como dar a uma criança um chupa-chupa para ela deixar de fazer birra”. Uma birra negra que deixou centenas de vítimas em toda a Espanha e, inclusivamente, em Barcelona onde a 19 de junho de 1987 um carro-bomba matou 21 pessoas.

O País Basco beneficiou com os ataques terroristas da ETA: ficou a gerir os seus impostos e a contribuir com uma pequena taxa para o estado central. O estatuto de 2005 do governo tripartido das esquerdas catalãs tencionava chegar aqui, mas o Tribunal Constitucional não aceitou. Desta vez não aceitou e agora talvez seja tarde para voltar a trás.

Francesc Pallarés dá aulas de Ciência Política numa das mais importantes universidades públicas de Barcelona, a Universitat Pompeu Fabra. É uma das mais recentes instituições de ensino espanholas, nasceu em 1990 mas cedo chegou aos primeiros lugares de prestigiados rankings internacionais. Hoje acolhe pouco mais de dez mil estudantes nas áreas ligadas às humanidades, direito e economia.

Pallarés é um dos seus mais prestigiados docentes. Já foi diretor do Departamento de Ciência Política, mas hoje apenas concilia a investigação nas áreas da comunicação política e comportamento eleitoral com as aulas.

Não valoriza as ligações ao País Basco porque “o financiamento não é o único problema, é apenas uma parte. Existe toda uma componente de identidade na Catalunha”. Prefere olhar para outro fator que, no seu entender, ajudou e muito ao aumento do independentismo, a posição pouco isenta das televisões e dos jornais.

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“Para os meios de comunicação social públicos, Espanha é apenas Madrid. A Catalunha acaba sempre em segundo plano”

Francesc Pallarés, Catedrático de Ciência Política na Universitat Pompeu Fabra, Barcelona

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A discussão em torno dos meios de comunicação social é quase sempre referida quando se fala sobre o tema catalão. Para Maiol Roger, correspondente na capital da Catalunha para um dos maiores jornais de Madrid, “é normal, afinal estamos num momento de trincheiras”

“Esta situação não pode continuar como está”. Esta citação podia ser atribuída a qualquer um dos intervenientes nesta reportagem. Foram nove as pessoas que se propuseram a ajudar-nos a deslindar este labirinto, todas elas com posições mais ou menos definidas, mas com a consciência clara de que estamos perante um grave problema e é preciso encontrar uma solução para ele.

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Em cima da mesa podem estar várias possibilidades, sendo que a primeira delas é deixar estar tudo como está. E esta parece ser a solução que mais agrada ao governo espanhol que insiste em não ceder às investidas do governo da Catalunha. As negociações entre os dois poderes estão praticamente estagnadas e parece não haver uma forma de desatar este nó, pelo menos pacificamente.

O governo de Rajoy escuda-se na Constituição e Eduardo García encaixa nesta linha de pensamento. O homem que no início desta página deixou claro que Espanha “já foi muito mais que uma nação, foi um império”, não tem dúvidas de que “a Constituição não permite a separação de uma parte de um país” e é preciso cumpri-la. “Tem que se cumprir a lei, uma sociedade sem lei não pode ser democrática”.

“Não há nenhuma constituição no mundo que aceite a realização de um referendo para a separação de uma das suas partes”. Estas palavras são do constitucionalista Eliseo Aja que de forma direta deixa o campo judicial para colocar a questão quase exclusivamente no campo político. “O pacto entre o governo central de Madrid e a região da Catalunha é absolutamente indispensável”.

O pacto é indispensável para a realização de um referendo que deve ser aceite pelo governo de Madrid para se fazer um referendo com validade como se fez na Escócia ou no Quebeque. É indispensável para que possa ser reconhecido e é indispensável para que não aconteça como em 2014 quando o referendo que foi feito deu a vitória ao “sim” à independência, mas a taxa de participação foi muito baixa, talvez porque muitos dos unionistas não foram às urnas.

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“Só vamos conseguir resolver este problema nas urnas, o que nunca nos foi permitido. Chegámos onde chegámos porque o estado Espanhol não é Inglaterra. O estado Espanhol não fez o que fez Cameron que perguntou ao povo o que queria. Aqui não nos deram essa opção.” 

Jusèp Boya Busquets, diretor do Museu de História da Catalunha

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A federalização do estado espanhol surge como mais uma das opções para resolver este imbróglio, mas como todas as outras não é consensual e já será tarde demais para avançar para a “terceira via”. “Nunca ouvi nada”, diz Jusèp Boya Busquets apontando uma vez mais para a necessidade de o governo de Madrid se disponibilizar para o diálogo.

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A independência catalã está em construção, mas como a catedral de Gaudi a diferença de tempo entre o lançamento da primeira pedra e o dia em que as gruas deixam de se ver pode ser muito grande. E tal como para a conclusão da Sagrada Família já foram adiantadas muitas datas, também para o nascimento do país Catalunha foram previstos vários dias. Mas até agora, nada.

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Nenhuma outra região de Espanha consegue ultrapassar a Catalunha. Madrid bem tenta, mas é o PIB de Barcelona a locomotiva de Espanha e muito provavelmente a locomotiva da insatisfação.

Pol Corominas é um jovem recém licenciado que ainda não conseguiu sair da casa dos pais e culpa o estado central por isso. Porque é que a região que mais se esforça para ter uma economia sólida tem que pagar para todas as outras que pouco ou nada fazem para vingarem? Este é o pensamento de muitos catalães e é essencialmente pela conjuntura económica que cresce o sentimento independentista.

No seu dia zero este país vai ter que se preocupar com a sua dívida. Esta é a região de Espanha que mais produz, mas também é a que mais deve.

Olhando para o gráfico da dívida Maiol Roger diz ver um dos maiores problemas do processo de independência: “para quem vai ficar a dívida?”

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Até que se estabilize como país o potencial económico que Núria Bosh vê na região para se conseguir governar e ser um estado próspero, pode sucumbir. A Catalunha é altamente dependente da indústria que aqui se fixou e de muitas grandes empresas que agora ameaçam sair.

“As empresas rumam a Madrid por questões estratégicas, mas não abandonam apenas a Catalunha, também saem de outras regiões autónomas. Em Madrid têm melhores comunicações, benefícios ficais…”, argumenta a economista.

A realidade, porém, mostra o contrário. Desde o referendo do passado dia 1 de outubro que foram mais 500 empresas decidiram mudar a sua sede para outras regiões de Espanha.

E a relação com a União Europeia, como fica depois de a Catalunha se tornar num novo país?

“É muito importante a Catalunha manter-se na União Europeia”, diz Maiol Roger, mas é muito provável que depois de independente Barcelona tenha que “enfrentar um processo de adesão que pode demorar mais ou menos tempo”, pelo menos disso está convencido o constitucionalista Eliseo Aja. “Não vejo outra forma”, conclui.

Nuria Bosh parece mais convicta de que a entrada na União Europeia se vai conseguir com mais ou menos dificuldades. “É claro que não é um procedimento automático, mas nós, economistas, pensamos que não interessa a ninguém que a Catalunha fique de fora da União Europeia. Não interessa nem a Espanha, nem à Catalunha e muito menos à própria União Europeia porque há muitos interesses económicos.”

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“Há espanhóis que não vão permitir que a separação aconteça.”, garante Eduardo Garcìa que depois de agitar a bandeira do terrorismo islâmico – que pode ver no vazio de poder criado por uma Catalunha independente a “oportunidade para reconquistar Al-Andaluz” – agita a bandeira das armas: “temos o dever de defender a nossa nação” e quando confrontado com a possibilidade de um conflito armado, não se demarca. “Eu disse o que disse, esse cenário é horrível e espero que nunca cheguemos a ele”.

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Roteiros

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

vídeos Diogo Pereira

Salamanca, Espanha

Salamanca, cidade dos estudantes, das 23 igrejas, das duas catedrais, dos cinco conventos, de vários museus e da ponte romana sobre o rio Tornes. É uma cidade calma com um clima mediterrânico para se conhecer a pé num fim-de-semana.

Salamanca fica a 117 km da fronteira portuguesa de Vilar Formoso, na província de Castilla y Leon. É uma cidade organizada e a na sua arquitetura predomina a cor castanha. É também destino de milhares de estudantes que entram todos os anos na universidade em funcionamento desde 1218.

Salamanca
Espanha
Espanhol
 144.949 hab.(2016)
Euro
 GMT+1
 Europeias, 2 pinos
 +34
 112
O clima da cidade é mediterrâneo, assumindo temperaturas extremas no inverno. São comuns as geadas e temperaturas negativas, os dias são muito frios e ventosos. No verão rapidamente as temperaturas sobem para perto dos 30 graus

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Dia 1

Plaza Mayor
 11:00 – 11:30

Plaza Mayor

A nossa viagem começa na Plaza Mayor, localizada mesmo no centro da cidade em estilo barroco demorou mais de 27 anos a ser construída pelo arquiteto Alberto Churriguera. A beleza da praça destaca-se pelos seus 88 arcos, sendo este lugar um dos mais carismáticos da cidade de Salamanca.

Plaza Mayor
Está muito perto de Portugal, mas não se esqueça que em Salamanca tem que adiantar o relógio uma hora.

Universidad Pontificia 
 11:40 – 13:00

Calle de John Dalton
Geral: 3€ | Grupos: 2,5€
 mar. a out.: seg. a sex. – 10h30 às 12h45 e das 17h00 às 18h30; sáb. e dom. – 10h30 às 13h30 e das 17h00 às 19h15 | nov. a fev.: seg. a sex. – 10h30 às 12h45 e das 16h00 às 17h30; sáb. e feriados – 10h30 às 13h30 e das 16h00 às 17h30; dom. – 10h30 às 13h30

aceda ao site

A menos de quinze minutos a pé vai encontrar a Universidade Pontifícia e a Igreja de Clerezia. É uma universidade privada  que recebe anualmente cerca de 6500 alunos entre o pólo da Salamanca e de Madrid.

A visita à universidade é sempre guiada, apenas tem de escolher o que prefere visitar. Uma das visitas inclui a universidade e a Torre (vai ter uma vista panorâmica da cidade) e a outra apenas lhe permite visitar a universidade (algumas das salas mais importantes e os claustros).

Cúpula da Capela da Universidad Pontifícia

Restaurante Rua Mayor
 13:15 – 14:15

Calle Rúa Mayor, 9 
A partir de €15 por pessoa
 todos os  dias: 7h00 às 2h00

A minha sugestão para almoçar fica na artéria central da cidade e é o restaurante Rua Mayor. A minha escolha da carta é óbvia, uma Paelha acompanhada de um ainda mais óbvio Tinto de Verano.

Paella, uma iguaria imperdível
Não deixe de provar Jamón Ibérico e os Pinchos, são muito típicos em Salamanca.

Torres de Clerezia 
 14:35 – 15:35


Calle Compañía, 5 
Scala Coeli:Geral: €3,75  | Grupos: €3,25 Scala Coeli + Vita Ignati: Geral: €6 | Grupos: €5
 Dezembro a Fevereiro: 10h00 às 18h00 | Março a Novembro: 10h00 às 20h00

aceda ao site

Torres de Clerezia: aqui vai ter uma das melhores vistas para a cidade. A entrada faz-se pela rua Compañía, na porta da dupla escadaria que dá acesso ao edifício da Universidade PontifíciaDepois de subir e usufruir da vista pela varanda ainda pode visitar três salas onde estão retratos da família real, uma sala com informações sobre as etapas da construção do edifício e documentação sobre  os arquitectos que o mandaram erguer.

Cúpula da Catedral velha de Salamanca

Casa das Conchas 
 15:40 – 16:10


Calle Compañía, 2
Entrada Gratuita
 segunda a sexta: 9h00 às 15h00 | sábado:  9h00 às 14h00 | Domingo: encerrado

aceda ao site

Mesmo em frente à Universidade vai encontrar a Casa das Conchas. Talvez a Casa dos Bicos portuguesa lhe venha à cabeça devido às saliências na fachada.

Este é um edifício de estilo gótico cuja construção começou em 1493. Pertencia a Don Rodrigo Maldonado de Talavera, cavaleiro da ordem de Santiago cujo escudo continha uma concha, a concha de peregrino.

Não estive a contá-las, mas segundo algumas referências o edifício contém mais de 300 conchas. Hoje funciona como biblioteca pública de Salamanca.

Casa das Conchas

Universidade de Salamanca
 16:40 – 18:00


Patio de Escuelas
Gratuito

aceda ao site

Ao descer a rua dos Liberos vai encontrar a porta da Universidade de Salamanca e vai perceber que chegou ao sítio certo quando vir uma multidão de pessoas a olhar para uma fachada como um boi a olhar para um palácio… sem ofensa, claro.

Mas porque é que esta gente está toda a olhar para uma parede? Diz a lenda que quem encontrar o sapo que se encontra na fachada, terá boa sorte para o resto da vida e um casamento feliz. Mas atenção, não pode pedir ajuda para localizar o batráquio.

Depois de longos minutos a tentar encontrar o sapo, lá fiz batota… olhei para a senhora que estava ali em frente a vender souvenirs e os postais que ela tinha na banca ajudaram e muito…

Fachada da Universidade de Salamanca

Casa Paca
 20:00 – 22:00


Plaza Peso, 10
a partir de €18 por pessoa
 todos os dias: 13h00 às 16h00 e das 20h30 às 0h00

aceda ao site

Para jantar a minha sugestão é a Casa Paca, um restaurante de cozinha tradicional. Aberto há 12 anos, a especialidade são os assados e as carnes e têm das cartas de vinhos mais completas de Salamanca.

No final da noite aproveite para dar um passeio noturno pelo centro da cidade e apreciar os edifícios iluminados. Se preferir um bar, existem várias zonas como a Gran Vía, a rua Bordadores ou a Praça de la Reina.

É muito comum os espanhóis comerem Pinchos num bar enquanto bebem Tinto de Verano ou cerveja. Os bares mais populares de pinchos estão localizados perto da Plaza Mayor e na Calle Van Dyck, passe por lá!

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Dia 2

Museu de Art Nouveau Art Decó 
 11:00 – 12:00

Calle Gibraltar,14
crianças: gratuito | adultos: €4 | estudantes: €2 | desempregados: €1
 abr. a out.: terça a domingo – 11h00 às 20h00 | nov. a dez.: terça a sexta – 11h00 às 14h00 e das 16h00 às 19h00 | sábado e domingo 11h00 às 20h00

 Fechado às segundas-feiras, excepto às segundas-feiras de agosto e feriados.

aceda ao site

Comece o segundo dia em Salamanca a visitar o Museu de Art Nouveau Art Decó, situado num antigo palacete do séc. XIX, construído pelo arquitecto D. Javier Gómez Fiesco e D. Francisco Morón, sendo os vidros do edifício da autoria de D. Juan Villaplana.

Museu de Art Nouveau Art Decó

O museu tem 19 colecções permanentes de artes decorativas do final do séc. XIX e princípios do séc. XX. Também pode encontrar aqui uma das maiores colecções de bonecas de porcelana, contendo mais de 300 peças de diferentes companhias de renome.

Rio Tormes
 12:15 – 12:35

Calle de Teso de la Feria

Mesmo em frente ao museu vai encontrar a Ponte Romana construída no séc. III sobre o Rio Tormes, o maior afluente do Rio Douro. Consegue, a partir da ponte, ter uma vista única para a Catedral de Salamanca

Ponte Romana sobre o Rio Tormes

 

 Convento de San Esteban
 12:35 – 13:15

Plaza del Concilio de Trento
adultos: €3,5 | grupos, estudantes e reformados: €2,5
inverno: seg. a sáb. – 10h00 às 14h00 e das 16h00 às 18h00 | verão: seg. a sáb. – 10h00 às 14h00 e das 16h00 às 20h00 | domingos e feriados: 10h00 às 14h00 | segunda: encerrado
De 1 de Maio a 15 de Outubro há visitas guiadas às sextas (17h00) e sábados (12h00 e 17h00)

aceda ao site

A dez minutos de distância temos o Convento de San Esteban, Igreja Dominicana, um dos mais importantes exemplares da arquitetura plateresca espanhola.

Frey Francisco de Vitoria em frente ao Convento de San Esteban

Foi aqui que Cristovão Colombo procurou o apoio dos Reis Católicos para a sua odisseia marítima de colonização da América.

Mesmo ao lado encontra-se o Convento das Dueñas que contempla um belíssimo claustro.

Salamanca é uma cidade perfeita para andar de bicicleta. Dispõe de uma ciclovia que liga o parque fluvial, o campus universitário e alguns bairros da cidade. Veja mais informações no site para alugar a sua bicicleta
 aceda ao site

La Hoja 21
 13:30 – 14:35

Calle San Pablo, 21
a partir de €15 por pessoa
 terça a sábado: 13h30 às 16h00 e das 20h30 às 23:30 | domingo: 13:30 às 16:00 | segunda: encerrado

aceda ao site

A minha sugestão para o almoço é o La Hoja 21 com menus a preços acessíveis aos dias de semana. Neste espaço consegue usufruir de um almoço num ambiente calmo, requintado e com uma selecção de pratos para todos os gostos

 

Huerto de Calixto y Melibea
 15:00 – 16:00


Calle Arcediano, 20
Gratuito
 todos os dias 8h30 às 22h30

Depois de almoço dê um passeio pelo Huerto de Calixto y Melibea, um pequeno jardim romântico de tradição muçulmana que foi construído sobre a antiga muralha.

Este jardim foi o cenário dos encontros amorosos entre Calixto e Melibea, protagonista na “La Celestina”, uma das obras mais conhecidas na história da literatura espanhola, escrito por Fernando de Rojas no século XV.

Catedral de Salamanca
 16:30 – 18:00

Calle Cardenal Pla y Deniel
crianças: €3 | adultos: €4,75 | grupos, reformados e estudantes: €4 | desempregados: €1,5
 abr. a set.: todos os dias – 10h00 às 20h00| out. a mar. – 10h00 às 18:00

aceda ao site

Para terminar o seu dia, não deixe de visitar a Catedral de Salamanca. A Catedral nova foi construída ao lado da catedral velha e a sua construção começou no séc. XVI. Ao contrário do que era hábito nesta época, Salamanca não viu ser destruída a sua antiga catedral para construção da nova, ambas se mantiveram lado a lado.

Catedral de Salamanca vista a partir da Ponte Romana

A ideia de construir uma catedral nova surge devido ao aumento populacional, em parte relacionado com a vinda dos estudantes para a universidade.

Um templo de elementos góticos e barrocos, que só fora terminado no século XVIII e que também sofreu com as consequências do terramoto de Lisboa, em 1755. A cúpula teve de ser reconstruída e foi reforçada a torre-campanário.

Interior imponente da Catedral de Salamanca

A igreja impressiona pela sua ornamentação, a grande amplitude interior e luminosidade. Pode ainda observar o orgão barroco, construído por Pedro de Echevarria, um dos principais construtores deste instrumento na história espanhola.

Órgão de tubos na Catedral de Salamanca

No final da visita vai conseguir ver a catedral velha, construída no século XII e XIII em estilo romântico.

A partir das 17h a visita à Catedral é gratuita

Como chegar a Salamanca?

A forma mais fácil e rápida de chegar a Salamanda é de carro. Se estiver no norte ou centro do país, a fronteira de Vilar Formoso é a mais recomendavel para entrar em Espanha. A partir daqui estará a cerca de uma hora da cidade. Se estiver no sul do país o melhor será atravessar o Guadiana. Também pode optar por usar o comboio, mas aqui tem um inconveniente: vai chegar à cidade per volta das cinco da manhã, mas os bilhetes são bastante acessíveis quando comprados com antecedência. Há ainda várias empresas de autocarros que ligam várias cidades portuguesas à cidade espanhola dos estudantes.

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Onde dormir em Salamanca?

 NH Salamanca Palacio del Castellanos  .
 San Pablo, 58-64, Salamanca
a partir de €78/pessoa (noite)
8,6(Fabuloso no Booking.com)
Reservar no Booking.com

 Hospes Palacio de San Esteban .
 Arroyo de Santo Domingo,3
a partir de €81/pessoa (noite)
9,1(soberbo no Booking.com)
Reservar no Booking.com

 Salamanca Suite Studios .
 Plaza De La Libertad, 4
a partir de €39/pessoa (noite)
9,6 (Excepcional no Booking.com)
Reservar no Booking.com

Se viajar para Salamanca durante um fim de semana gasta cerca de €150 por pessoa

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Lugares

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

Diogo Pereiratexto e vídeo Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

Barcelona, Espanha



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A história do Parque Guell começou em 1900 quando Eusebi Guell idealizou uma zona residencial num distrito próximo de Barcelona que deveria acolher famílias endinheiradas da região. Eusebi Guell chamou até si um dos melhores arquitetos da altura para criar aquilo a que hoje chamaríamos um condomínio privado, com uma ampla zona verde, ideal para relaxar.

Assim começa a ser contada a história de um fracasso. Alguns anos depois de ser iniciada a construção deste ambicioso projeto, apenas duas casas haviam sido vendidas, sendo que uma delas seria para Antoni Gaudí, o tal arquiteto que Guell contratou.

Sem clientes dispostos a pagar por uma casa neste que é hoje um dos paraísos de Barcelona e mais um exemplo, dos muitos que há na cidade, da genialidade de Gaudi, o complexo acabaria por ser entregue ao município de Barcelona para que pudesse ser visitado por todos. E como parece que Gaudi não é capaz de fazer nada mal feito, o fracasso de Guell acabaria por ser reconhecido como Património Mundial da Humanidade em 1984.

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O Parque Guell é fantástico mesmo antes de entrar na zona monumental, onde estão os edifícios projetados por Gaudi. Está envolvido por uma ampla zona verde e uma vista avassaladora sobre a cidade de Barcelona e o Mediterrâneo. A partir daqui é possível perceber que Gaudi é um dos mais brilhantes arquitetos do mundo e amplamente reconhecido: estamos num complexo urbanístico idealizado por ele e conseguimos ver destacadas na paisagem a Sagrada Família, a sua mais ambiciosa obra; e a Torre Agbar, uma vénia a Gaudi feita por Jean Nouvel.

No interior da zona monumental é impossível confundir o autor daquela obra com curvas que fazem lembrar uma serpente e azulejos coloridos dispostos em multiplas formas e feitios.

É também aqui que está um dos mais emblemáticos icons de Gaudi: a salamandra revista a azulejos coloridos que mais do que de Gaudi é também já um dos símbolos de Barcelona.

Para superar os desníveis daquela zona, Gaudi optou por construir um sistema de pontes. Hoje, ao passarmos por entre os pilares que suportam esta estrutura, sentimo-nos num mar de pedras porque nem aqui o catalão deixou as curvas de parte.

Parque Guell
 Barcelona, Espanha (Olot de Barcelona)
crianças até seis anos: grátis | crianças de sete a doze anos e idosos: €5,6 | adultos: €8
1 janeiro a 25 março e de 29 outubro a 30 dezembro: todos os dias – 8:30 às 18:30 | 1 maio a 27 agosto: todos os dias –  8:00 às 21:30 | 28 agosto a 28 outubro: todos os dias – 8:00 às 20:30
aceda ao site

 O Parque Guell fica afastado do centro de Barcelona. Para lá chegar pode usar a Linha 3 do metro e sair nas estações de Vallcarca ou Lesseps. O autocarro é outra das opções, estando disponíveis as carreiras H6, 32, 24 e 92.

 Para poder ver toda a zona monumental – onde estão os edifício projetados por Gaudi -, toda a zona verde e a Casa Museu Gaudi, reserve entre 3h a 4h

Compre os bilhetes online neste link. Vai poupar tempo e dinheiro e não precisa de imprimir o bilhete, pode apresenta-lo no smartphone ou tablet

 O Parque Guell tem uma ampla zona verde que pode ser visitada gratuitamente, no entanto o acesso à zona monumental – onde estão os edifícios projetados por Gaudi – tem um custo

No Parque Guell pode ainda visitar a Casa Museu Gaudi, onde viveu o arquiteto catalão por um preço adicional de €5,5

O Parque Guell dispõe de wi-fi gratuito
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Viagens

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

Sevilha, Espanha

Localizada no sul de Espanha, na comunidade Autónoma da Andaluzia, Sevilha vive o seu ponto alto, a semana Santa. Antecede a Páscoa e coloca a cidade no roteiro turístico religioso mundial.

O Real Alcázar de Sevilha é um dos mais antigos palácios do mundo. O seu cheiro a natureza e a sua localização, bem no centro da cidade, fazem dele um local ideal para passar uma tarde relaxante. Os estilos Islâmico, Mudéjar, Gótico e renascentista são apenas os mais evidentes dentro deste espaço. O desafio é encontra-los e ver como convivem. Na atualidade o Real Alcázar é ainda a residência oficial dos reis espanhóis quando visitam Sevilha. Percebo porquê.

   

A Praça de Espanha, uma das mais emblemáticas, foi construída pelo arquitecto Anibal Gonzales. Representa os braços abertos de Sevilha, como se de um abraço caloroso se tratasse. Recebeu as nações da exposição Ibero-Americana de 1929 e hoje continua lá para receber os milhares de turistas que, todos os anos, visitam a cidade. Confesso que fui muito bem recebida pelos longos braços abertos da Praça de Espanha. Dá vontade de ficar por ali a olhar à volta, ver os barcos a passar pelo canal, as charretes de cavalos com turistas de câmaras em punho e a gigantesca fonte central que refresca os dias quentes de Sevilha. Outro fascínio de Sevilha, no geral, e da Praça de Espanha, em particular, são os azulejos. Não vi um único que não quisesse levar para casa.

O Metropol Parasol é a maior construção em madeira do mundo, está localizada na Praça La Encarnacíon, na zona antiga de Sevilha. Foi desenhada pelo arquitecto alemão Jurgen Mayer – Herman que terminou a sua construção em 2011. É o melhor local para as fotografias panorâmicas de Sevilha. A entrada custa 3€ mas inclui uma bebida para ser saboreada no topo. Confesso que ver Sevilha lá do alto a saborear um Tinto de Verano sabe muito melhor, especialmente com o dia quente que encontrei.

   

Uma das mais importantes festas de Sevilha é a Semana Santa são 8 dias de procissões nas quais 59 irmandades desfilam com trajes diferentes nas ruas. Os andores são fascinantes. São precisos cerca de 50 homens para os pegar. Estes homens passam todo o ano a treinar para que esta semana corra da melhor forma.

 

Quer mais motivos para escapar até Sevilha? Vai ver que vai gostar…

Sevilha
Andaluzia, sul de Espanha
Espanhol
696.676 hab. (2014)
Euro (EUR)
GMT+1
 Europeia, 2 pinos
+34
112
Sevilha é uma cidade muito quente nos meses de Verão podendo as temperaturas ultrapassar os 35ºC. Agosto é, por norma, o mês mais quente do ano na cidade. No inverno as temperatuas são bem mais baixas, podendo chegar aos 5ºC nos meses de dezembro e janeiro.
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Lugares

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

 Madrid, Espanha

Se é amante de natureza e está ou vai para Madrid, selecionamos cinco parques que não pode perder. Quatro deles são gratuitos e são o espaço ideal para passear com a família, amigos ou com quem mais ama. Com as nossas sugestões consegue juntar o descanso de uma tarde a ler um livro, tirar uma foto panorâmica da cidade de Madrid, conhecer espécies de botânica únicas ou fazer desporto. Descubra estes cinco parques e veja o que anda a perder.

Parque Juan Caros I Madrid
No Parque Juan Carlos I é possível alugar bicicletas gratuitamente
Madrid
Espanha (capital)
 Espanhol
 3 232 463 hab. (2007)
 Euro (EUR)
 GMT+1
Europeia, 2 pinos
 +34
 112
Madrid é uma cidade muito quente no verão, podendo as temperaturas ultrapassar os 35ºc. No inverno registam-se temperaturas negativas com frequência e, esporadicamente, há queda de neve.

Parque del buen Retiro

M Retiro
Plaza de la Independencia, 7
gratuito
 abril a setembro: todos os dias – 6:00 às 0:00 | outubro a março: todoso os dias – 6:00 às 22:00

aceda ao site

Este é o mais famoso de todos os jardins de Madrid. É o pulmão da cidade. Tem 125 hectares e mais de 15.000 árvores, obra que se deve ao cenógrafo italiano Cosme Lotti, em 1630.

Inicialmente tinha a função de ser um espaço de lazer da corte do Rei Filipe IV e só após a revolução de 1868 é que as portas foram abertas ao público, quando o parque passou a ser propriedade municipal. Nessa altura já tinha sido restruturado, depois de sofrer com a utilização como quartel das tropas de Napoleão.

Uma vez dentro do parque, não pode perder o Palácio de Cristal, construído em 1887,  que teve como objectivo inicial ser uma estufa de abrigo a uma exposição de plantas argentinas. Hoje é usado para apresentar exposições temporárias do Museu Rainha Sofia. Também a não perder é o monumento Alfonso XII, inaugurado em 1922 e que foi construído com a colaboração de 42 artistas, aqui pode alugar um barco e navegar pelo lago artificial com a sua cara-metade ou em família.

Parque del Buen Retiro Madrid
O Retiro é o pulmão de Madrid

 

Parque D. Carlos I

Campo de las Naciones
Glorieta Juan de Borbón, 5
gratuito
 junho a setembro: todos os dias – 7:00 às 1:00 | outubro a maio: domingo a quinta – 7:00 às 23:00 sexta e sábado – 7:00 às 0:00

aceda ao site

Se é amante de caminhadas, corridas e desporto em geral este é o parque indicado para si. Fica mais longe do centro da cidade, mas rapidamente lá chega através da linha oito do metro. Situado no Campo de las Naciones, conta com uma superfície de 160 hectares, um grande auditório, um conjunto de esculturas contemporâneas ao ar livre e um centro de actividades. Foi aberto em 1992 com a atribuição de Capital Europeia da Cultura à capital espanhola.

Aqui pode alugar uma bicicleta, fazer patinagem ou andar num comboio que o levará a conhecer todo o parque. Para isso é necessário dirigir-se ao balcão de informações e registar-se com os seus dados. Boa notícia? A entrada no parque e todas as atividades são gratuitas!

Parque Juan I Madrid
Escultura contemporânea no Parque Juan Carlos I

 

Casa de Campo

M Casa de Campo
Paseo Puerta del Angel, 1
gratuito
 todos os dias: 10:00 às 21:00

aceda ao site

A Casa de Campo é o maior parque público de Madrid, com 17,22 quilómetros. Fica no distrito de Moncloa, mesmo junto a outra zona verde que se chama Monte del Pardo.

Este é o sítio ideal para passear com a família ou fazer um piquenique na companhia dos coelhos bravos que ali habitam.

No parque é ainda possível andar no teleférico que liga a Casa do Campo ao Parque do Oeste, ao Parque de Atrações de Madrid e ao Jardim Zoológico. Se quiser usufruir de todas as atrações, vai ter que usar mais do que um dia neste parque gigantesco.

 

 

Real Jardim Botânico

Atocha
Plaza de Murillo, 2
adultos: €4 | estudantes e famílias numerosas: €2 | idosos: €0,5
 todos os dias: novembro a fevereiro – 10:00 às 18:00 | março e outubro – 10:00 às | abril e setembro: 10:00 às 20:00 | maio a agosto: 10:00 às 21:00

aceda ao site

O Real Jardim Botânico está desde 1774 mesmo ao lado do Museu do Prado. É uma referência na botânica em Espanha e abriga espécies nativas da América e pacífico, além das europeias.

O grande destaque deste jardim é a coleção de bonsais doada pelo antigo primeiro-ministro espanhol Felipe González. É uma das mais importantes coleções ibéricas autóctonas com 61 exemplares provenientes de várias partes do mundo, incluindo o Japão, onde estão os maiores especialistas do mundo nestas árvores.

Real Jardim Botânico Madrid
O Real Jardim Botânico tem uma das mais importantes coleções de Bonsais da Península Ibérica

 

Parque das Sete Colinas

Portazgo ou Buenos Aires
Calle Benjamín Palencia, 2
Gratuito
 aberto 24 horas por dia

Localizado em Las Vallecas, sul de Madrid, este parque é conhecido como Del Cerro Del Tío Pío, Parque das Sete Colinas ou ainda Parque de las Siete Tetas. O nome tem origem nas sete colinas em que o parque é formado.

É um espaço ideal para passar uma tarde com amigos ou fazer um piquenique. Aqui pode ter um panorâmica incrível da cidade a qualquer hora, uma vez que as colinas estão acessíveis 24 horas por dia. É ideal para ver o nascer ou o pôr do sol.

Parque das Sete Colinas Madrid
As panorâmicas mais incríveis de Madrid conseguem-se a partir do Parque das Sete Colinas

 

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Roteiros

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

Madrid, Espanha

Capital de Espanha, Madrid é uma cidade cosmopolita, cheia de vida, edifícios imponentes e ruas iluminadas. Um paraíso para quem gosta de ir às compras, de frequentar parques e museus. Nesta visita não pode deixar de saborear uma boa paella ou beber um tinto de verano, usufruir de um espetáculo de flamengo ou de uma vista a partir de um rooftopO metro é o meio de transporte mais rápido e confortável para se deslocar em Madrid no fim-de-semana que preparei para si.

Madrid
Espanha (capital)
Espanhol
3 232 463 hab. (2007)
Euro (EUR)
GMT+1
 Europeia, 2 pinos
+34
112
Madrid é uma cidade muito quente no verão, podendo as temperaturas ultrapassar os 35ºc. No inverno registam-se temperaturas negativas com frequência e, esporadicamente, há queda de neve.

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Dia 1

Puerta del Sol
 09:00 – 09:35

Sol
 Puerta del Sol

Comece esta viagem pela Puerta del Sol, uma das praças mais famosas da cidade. Um dos pontos mais icónicos desta praça é o Quilómetro Zero, que está ali marcado desde 1950. É o ponto de partida para as seis estradas nacionais espanholas.  Vai ser difícil encontra-lo à primeira, mas siga em direcção ao edifício dos Correios, edifício esse que no topo tem um relógio que anualmente faz a contagem decrescente para a entrada do ano novo, construído no séc. XIX. Na praça também não pode deixar de tirar uma foto junto ao Oso y el Madroño (Urso e Medronheiro) que são os símbolos da cidade.

Quilómetro Zero, Puerta del Sol Madrid
Oso y el Madroño, símbolo da cidade de Madrid

Teatro Real
 10:00 – 11:00

M Ópera
Plaza de Isabel II, s/n
menores de seis anos: gratuito | jovens e idosos: €6 | adultos: €8
 todos os dias: 9:30 às 13:00

aceda ao site

Passe pelo Teatro Real, a maior casa de ópera da cidade e faça uma visita guiada. Fique atento a esta obra de arquitectura que demorou 32 anos a ser planeada e a ser construída, se tiver oportunidade assista a um espectáculo.

Teatro Real de Madrid

 

Se fôr passar a Passagem de Ano a Madrid, escolha a Porta do Sol para entrar no novo ano, uma vez que é nesta praça que está um dos relógios mais pontuais do mundo.

Palácio Real 
 11:15 – 13:00

M Ópera
Plaza de Oriente
 jovens, estudantes até 25 anos e idosos: €6 | adultos: €11
 outubro a março: todos os dias – 10:00 às 18:00 | abril a setembro: todos os dias –  10:00 às 20:00

Há dias em que o Palácio Real está encerrado devido aos feriados espanhóis. Em determinadas datas também é possível que a visita tenha um horário reduzido e só se faça parcialmente. Consulte o site.

aceda ao site

O Palácio Real foi residência oficial dos Reis de Espanha no século XVIII. Mandado construir por Felipe V tem uma fantástica colecção de obras de arte de Goya, Velázquez e Caravaggio. 

Neste que é um dos maiores palácios da europa, vai ser possível visitar algumas das mais exuberantes salas do Palácio Real. Destaco a sala do trono onde o rei ainda recebe as suas visitas oficiais, a sala das porcelanas, sala dos espelhos e, claro, o salão real e a sala onde está a incrível colecção de stradivarius. Em todas elas vai admirar a riqueza dos estuques, da decoração e mobiliário. Aproveite também para conhecer a Catedral de la Almudena, os Jardins do Campo Mouro e os Jardins Sabatini que ficam mesmo ao lado do Palácio.

Palácio Real de Madrid
Todas as primeiras quartas-feiras de cada mês, ao meio dia, acontece a troca de guardas no pátio de entrada do Palácio Real, se a sua visita coincidir com estes dias, não deixe de marcar presença.

Plaza Mayor
 13:15 – 13:30

La Latina
 Plaza Mayor

Vai saber que chegou à Plaza Mayor quando entrar numa praça rectangular, com 9 entradas e a tonalidade bordô for uma constante. Se já esteve em Salamanca vai ficar confuso… Esta praça é palco de muitos concertos, espetáculos e jogos ao longo de todo o ano.

Plaza Mayor
Evite visitar Madrid no mês de Agosto. É muito, muito, muito quente!

Mercado de San Miguel 
 13:35 – 14:30

La Latina
Plaza de San Miguel
 a partir de €15
segunda a quarta e domingo: 10:00 às 00:00 | quinta a sábado: 10:00 às 2:00

aceda ao site

Bem perto da Plaza Mayor recomendo que prove as famosas tapas espanholas no Mercado de San Miguel. O conceito assenta nos diferentes restaurantes por onde pode ir passando e provando os mais diferentes pratos. Vai ser difícil ter um sítio para se sentar, mas vai valer a pena, sugiro que prove os pimentos de padron e queso tetilla. 

Mercado de San Miguel
Iguarias do Mercado de San Miguel

Museu Reina Sofia
 15:00 – 16:30

Atocha
Calle de Santa Isabel, 52
jovens, estudantes até 25 anos e idosos: gratuito | adultos: €8 (coleção fixa e exposições temporárias)
quarta a sábado e segunda: 10:00 às 21:00 | domingo: 10:00 às 19:00 | terça: encerrado

Aos domingos à tarde a entrada é gratuita, mas só há acesso a uma pequena parte do museu. Para ver a coleção completa deve optar pelos outros horários.

Quando compradas online, as entradas são mais baratas. Compre aqui!

aceda ao site

À tarde dedique-se aos museus. O Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, aberto ao público desde 1990, tem uma importante colecção de arte espanhola e internacional que vai desde os finais do séc. XIX até à atualidade. Não pode perder o quadro Guernica de Pablo Picasso.

Museu Reina Sofia Madrid

Estação de Atocha
 16:40 – 17:10

Atocha
Plaza Emperador Carlos V

Monumento de homenagem às vítimas do atentado terrorista de 11 de março de 2004

gratuito
terça a domingo: 11:00 às 14:00 e 17:00 às 19:00 | segunda: encerrado

A Estación de Atocha foi a primeira estação central ferroviária de Madrid. Aqui estão concentradas a maior parte das ligações entre cidades espanholas e estrangeiras, sendo até hoje a estação mais utilizada pelos madrilenos. Há um incrível jardim interior, quase exótico que o vai deixar surpreendido. Não perca ainda o espaço criado em homenagem às 191 vítimas do atentado terrorista do 11 de Março de 2004.

Monumento de homenagem às vítimas do atentado terrorista de 11 de março de 2004 Madrid
Fonte de Cibeles

Museu do Prado
 17:30 – 19:40

M Atocha
Paseo del Prado
jovens e estudantes até 25 anos: gratuito | idosos: €7,50 | adultos: €15
segunda a sábado: 10:00 às 20:00 | domingos e feriados: 10:00 às 19:00

O museu encerra nos dias 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro e tem um horário reduzido no dia 6 de janeiro e nos dias 24 e 31 de dezembro.

Há possibilidade de entrar gratuitamente no museu todos os dias entre as 18:00 e as 20:00 (aos domingos e feriados o horário gratuito é entre as 17:00 e as 19:00). Se optar por estes horário prepare-se para as longas filas de espera.

aceda ao site

O Museo Nacional del Prado, inaugurado em 1819 pelo rei  Fernando VII,  possui uma vastíssima colecção de arte sobre a história de Espanha, do século XII ao século XX. Não deixe de ver as obras primas de pintura europeia, como o quadro Las Meninas, de Diego Velásquez; A Descida da Cruz, de Van der Weyden; O Jardim das Delícias, de Bosch, e David vencendo Golias, de Caravaggio… Um verdadeiro regozijo!

Las Meninas de Diego Velásquez, no Museu do Prado

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Dia 2

Círculo de Belas Artes
 09:00 – 10:00

M Sevilha ou Banco de Espanha
Calle de Alcalá, 13
 €5
 segunda a sexta: 9:00 às 21:00 | sábados, domingos e feriados: 11:00 às 21:00

aceda ao site

O Círculo de Bellas Artes é um centro Cultural que se dedica em exclusivo às artes, tendo uma programação regular de exposições. No topo do edifício vai encontrar o terraço onde funciona um bar/lounge que tem das melhores vistas para o Palacio de Cibeles e para a Calle de Alcalá. Se estiver cansado este espaço é ideal para usufruir  da vista, de um bom tinto de verano e relaxar um pouco.

Vista de Madrid a partir do Círculo de Bellas Artes

Caso seja domingo aproveite para ir à Feira do Rastro que é uma espécie de Feira da Ladra. Começa ás 9h e acaba às 15h. É a maior feira de Madrid, com mais de 400 anos de história, foi declarada Património Cultural do Povo da capital espanhola, em 2000. Aqui pode encontrar de tudo e cada rua é especializada num determinado tipo de produtos: artesanato, roupa em segunda mão, flores, mobílias vintage, velharias ou acessórios.

Palácio de Cibeles e Fonte de Cibeles
 10:15 – 11:15

M Banco de Espanha
Plaza Cibeles, 1
Gratuito
 quarta a domingo: 10:00 às 20:00 | segunda e terça: encerrado

A sua construção teve como objectivo ser a sede dos correios e telégrafos e, por isso, foi designado de “Palácio das Comunicações”. Ao longo dos anos tornou-se insustentável manter um edifício daquela dimensão, uma vez que a afluência aos correios  veio a diminuir substancialmente. Hoje é chamado de Palacio de Cibeles e é um espaço cultural onde pode entrar livremente para estudar, ler um livro, ver uma exposição, subir até ao Miradouro ou apenas recolher informações das actividades culturais da cidade. Está situado mesmo em frente à Fonte de Cibeles onde o maior clube de futebol da cidade festeja os seus triunfos.

Palacio de Cibeles

Puerta de Alcalá
 11:30 – 11:40

M Retiro
Plaza de la Independencia

Ao sair do Palacio de Cibeles, a poucos metros vai encontrar um marco da cidade: a Puerta de Alcalá, mandada construir pelo rei D. Carlos III, para servir como porta de entrada  da cidade. Ficou imortalizada na canção La puerta de Alcalá, interpretada pelos cantores Ana Belén e Víctor Manuel. Tente canta-la para aperfeiçoar o seu espanhol.

Edifício Metropolis

Parque del Retiro
 12:00 – 13:00

M Retiro
Plaza de la Independencia, 7
entrada gratuita
 abril a setembro: 6:00 às 0:00 | outubro a março: 6:00 às 22:00

Parque del Retiro: a regra aqui é perder-se! Todos os recantos são dignos de contemplação. Mas não pode sair sem visitar o Palácio de Cristal o Palácio de Velázquez, a Fonte do Anjo Caído e o Monumento Alfonso XII

Parque del Retiro

100 Montaditos
 13:00 – 14:00

M Banco de Espanha
Plaza de las Cortes, 3
 a partir de €7

 veja a carta

É uma das mais famosas cadeias de tapas em toda a Espanha. Com preços muito em conta e com um pão de comer e chorar por mais, tente provar o maior número de Montaditos. 

Estación de Atocha

 Museu Thyssen-Bornemisza
 14:30 – 15:30

M Banco de Espanha
Paseo del Prado, 8
crianças: entrada gratuita | estudantes e idosos: €8 | adultos: €12
segunda: 10:00 às 16:00 | terça a domingo: 10:00 às 19:00

aceda ao site

O Museu Thyssen- Bornemisza contém uma colecção particular da família Thyssen-Bornemiszam e encontra-se no atual Palacio de Villahermosa. Entre as obras destacam-se os trabalhos de Rubens, Picasso, Van Gogh, Caravaggio, Van Eyck e Constable.

Metro de Madrid

Gran Vía
 16:00 – 17:30

M Gran Vía
Gran Vía

A Gran Via é a mais famosa avenida de Madrid. Liga a não menos conhecida Calle de Alcalá à Praça de Espanha. Ao longo de toda a rua vai encontrar inúmeras lojas, restaurantes, teatros e cinemas. É, ao mesmo tempo, a Broadway e a Quinta Avenida de Madrid.

Gran Via

Templo de Debod
 18:00 – 18:45

M Príncipe Pío ou Plaza de España
Calle Ferraz, 1
gratuito
outubro a março: ter. a sex. – 10:00 às 14:00 e 16:00 às 18:00 | abril a setembro: ter. a sex. – 10:00 às 14:00 16:00 às 18:20 | sáb. dom. e feriado: 9:30 às 20:00 | segunda: encerrado

Templo de Debod  foi construído no século II a.C em homenagem aos deuses Isis e Amon. Depois de estar muitos anos ao abandono foi doado pelos egípcios à cidade de Madrid, como forma de agradecimento pela ajuda na recuperação do templo”Abu Simbel”. Cada uma das pedras  foi transportada – uma a uma – no século VI para a praça de Espanha, perto do parque da montanha. Foi aberto ao público em 1972. Atualmente é possível visitar o interior do templo, onde estão preservadas, nas paredes, cenas de representação dos deuses do Egipto daquela época.

Templo de Debod

O Templo de Debod é o sítio ideal para quem gosta de ver pôr-de sol.

San Ginés
 19:00 – 19:30

M Sol
Pasadizo de San Gines, 5
 a partir de €3
aberto 24 horas por dia

aceda ao site

Quem vem a Madrid não pode sair sem provar os Churros com Chocolate da San Ginés que está localizada a poucos metros da Puerta del Sol e é das mais antigas chocolaterias de Madrid, criada em 1894. É um espaço que apesar de pequeno para tantas pessoas que o frequentam, consegue ser sempre acolhedor e ter um bom atendimento.

Chocolateria San Ginés – Cláudia Paiva

Como viajar até Madrid?

renfe logo

 CP + Renfe
a partir de €52,8 (ida e volta)
Reservar no renfe.com

A CP e a Renfe estabeleceram uma parceria que possibilita uma viagem diária de comboio no percurso Lisboa – Madrid – Lisboa. A viagem é feita durante a noite e não há limite de bagagem, no entanto demora quase dez horas.

TAP Portugal
a partir de €77 (ida e volta)
Reservar no flytap.com

A TAP voa diretamente para Madrid com vários voos diários a partir de Lisboa e Porto.

 Easy Jet
a partir de €53 (ida e volta)
Reservar no easyjet.com

lowcost Easy Jet voa diretamente para Madrid a partir de Lisboa com pelo menos um voo diário.

 Ryanair
a partir de €40 (ida e volta)
Reservar no ryanair.com

lowcost Ryanair tem o preço de partida mais baixo para o trajeto Porto – Madrid – Porto e oferece dois voos diários (um de manhã e outro à noite).

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Onde dormir em Madrid?

 Catalonia Las Cortes .
M Antón Martín
António Augusto Gonçalves
a partir de €135/pessoa (noite)
8,2 (ótimo no Booking.com)
Reservar no Booking.com

 Only You Hotel Atocha .
M Atocha
Paseo de la Infanta Isabel, 13
a partir de €60/pessoa (noite)
9,5 (excecional no Booking.com)
Reservar no Booking.com

 Hostel The Hat Madrid
M La Latina ou Sol
 Calle Imperial, 9
a partir de €27/pessoa (noite)
9 (soberbo, no Booking.com)
Reservar no Booking.com

Se viajar para Madrid durante um fim de semana gasta cerca de €300 por pessoa

Encontrou algum erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção à autora: claudiapaiva@w360.pt