Viagens

texto e fotos Margarida Neves
geral@w360.pt

 Nova Iorque, Estados Unidos da América

Fui passar o new year’s eve aos EUA e acabei por visitar Nova Iorque.

O meu destino, dia 27 de dezembro de 2016, foi Newark, Liberty Airport, nos Estados Unidos da América. Cheguei à uma da tarde (hora local), menos cinco horas que em Portugal. Um dia de sol de inverno recebeu-me e logo me aqueceu o rosto. “Estou nos STATES”- gritei para mim própria, cheia de entusiasmo.

O que me levou aos EUA foi uma surpresa inesquecível preparada pelos familiares que lá vivem: Edison, Nova Jérsia. A intenção era passar o Natal com eles, do outro lado do Atlântico, mas só conseguimos que a papelada estivesse tratada, visto e passaporte, um dia antes de embarcar.

Sempre tive uma grande vontade de viajar e explorar novos recursos, conhecer lugares novos, aprender diferentes culturas, interagir com hábitos de vida diferentes. Sempre fui muito curiosa nessa perspetiva e uma simples caminhada pelos pontos turísticos da minha cidade já me deixa profundamente feliz.

O Novo Mundo, como fora chamado aquando da descoberta por Cristóvão Colombo no séc. XV, é hoje constituído por 50 estados e conta com 308745538 habitantes.

Com o objetivo de passar o New Year’s Eve (Passagem de Ano) em família, começou assim uma grande descoberta pela cultura, hábitos e maneiras em terras americanas.

Fiquei instalada na casa da minha família, em Edison.

Uma grande casa, tal como aquelas que vemos nos filmes americanos: relva até à estrada, sem quaisquer vedações à sua volta, o marco do correio à beira do passeio e como estávamos em época festiva (Natal e Passagem de Ano) haviam imensas iluminações e decorações que faziam concorrência com as dos vizinhos. Nova Jérsia (cidade a que pertence Edison) fica do outro lado do rio Hudson e consequentemente de Nova Iorque. Sempre que passávamos pelas longas estradas ao cair da noite (cinco da tarde) era possível contemplar o cintilar de luzes dos grandes edifícios de Nova Iorque.

Decorações de Natal em Edison

Uma das minhas primeiras paragens foi a Dunkin Donuts para beber um Hot Coffee e acompanhar com um daqueles donuts que fazem lembrar os Simpsons: pink and colorfull. Como qualquer americano faz!

Dunkin Donuts

Foi então que no terceiro dia nos EUA (29 dezembro) conheci a famosa e eloquente cidade que nunca dorme, Nova Iorque. Fomos de comboio até lá, a viagem demorou cerca de 40 minutos. Desembarcamos na estação junto ao Madison Square Garden. Assim que desci para a rua, o frio de Nova Iorque invadiu-me, mas foi calor que senti quando parei para observar todo aquele movimento, as pessoas, os carros (e o famoso Yellow Taxi), o barulho e as luzes que só a Big Apple nos proporciona! “Realizei um dos meus sonhos” – ecoava em mim. Eufórica, não conseguia deixar de pensar a quão sortuda era por estar numa das cidades mais emblemáticas do Mundo: The city of dreams. É como se, a cada passo que dava, me sentia na música de Frank Sinatra.

Como estava imenso frio e a chuva já espreitava, fomos comprar bilhetes para andarmos num autocarro turístico que nos levou até aos pontos mais emblemáticos de Nova Iorque. Começámos a viagem pela famosíssima 5th Avenue (5ª Avenida) e deparámo-nos com o Empire State Building; ao admirá-lo, tentei ver o seu ponto mais alto, mas não consegui. Foi possível admirar toda a eloquência da 5ª Avenida, as lojas que a circundam são um mundo. Na verdade, a 5ª Avenida é uma envolvente de Manhattan e o símbolo máximo da riqueza de Nova Iorque. Uns metros mais à frente apaixonei-me pela arquitetura simbólica do Flatiron Building, famoso por ter a forma triangular, encontra-se dividido pelas ruas: 5th Avenue e pela 23rd street de Manhattan. E foi aí que mudámos de direção, na 23rd street e nos dirigimos para o World Trade Center (WTC) e passámos no memorial das Twin Tower (Torres Gémeas). Cortámos para a rua da Brodway e foi possível ver uma multidão de gente a rodear o famoso Charging Bull ou Touro de Wall Street, conhecido por representar o mercado financeiro de Nova Iorque. Símbolo de força e poder do povo americano, foi mandado construir após o crash da Bolsa de Nova Iorque, a “segunda-feira negra” em 1987. Chegamos mesmo a cruzar-nos com o edifício da bolsa que tem o nome de New York Stock Exchange, localizada na imponente rua de Wall Street. A rota terminou pouco depois de atravessarmos Little Italy, e com a passagem pelo emblemático Edifício das Nações Unidas e em paralelo as Trump Towers. Parámos no Rockefeller.

Sede das Nações Unidas
Trump Tower

O Rockefeller é uma praça com cerca de 19 prédios circundantes, nos quais se podem encontrar lojas, restaurantes, teatros e ainda algumas sedes de canais televisivos americanos. É aqui que se encontra a maior árvore de Natal de Nova Iorque com a respetiva pista de gelo para patinar. Ao anoitecer, delirei com as luzes de Times Square 14e os meus olhos brilhavam de entusiasmo ao olhar para a bola mais famosa do mundo. Conhecido o evento como Ball Drop, acontece na noite de passagem de ano e a sua queda tem a duração de 60 segundos. Como é possível ver nas fotografias, todo o quarteirão de Times Square já se encontrava intransitável e os canais televisivos norte americanos já estavam preparados para a transmissão deste grande evento.

O dia terminou com uma ida ao Macy’s, a maior loja do mundo! Sim, é uma loja e não um centro comercial! Conhecida pela luxúria e exuberância, esta loja é um dos grandes pontos de interesse turístico para quem visita Nova Iorque. Ocupa um quarteirão inteiro e os brilhos magníficos contrastam com os seus preços extravagantes.

A minha estada na América ainda estava longe de terminar e, após uns dias na cidade da minha família, fui apanhar o barco a Nova Jérsia em direção à Ellis Island e à Liberty Island.

A primeira paragem (Ellis Island) foi uma visita ao museu. Esta ilha era importante ao longo dos sécs. XIX e XX uma vez que era a porta principal de entrada de imigrantes nos EUA. Na Liberty Island encontrei o maior ícone dos EUA, a Estátua da Liberdade. Com uma elevada segurança à entrada, fui obrigada a deixar a lata de sumo que levava para o meu lanche. Oferecida pelos franceses ao povo americano, a estátua representa uma deusa romana com uma tocha na mão direita e na esquerda a declaração da independência dos Estados Unidos da América. Foto estátua da liberdade.

Curiosidade: A Estátua da Liberdade é feita de cobre. Mas então, porque é que ela tem aquela cor esverdeada? Isto acontece devido a um processo de oxidação quando o cobre é exposto ao oxigênio e à humidade. Este processo levou 30 anos até a Estátua ficar totalmente com a cor que vemos hoje.

De regresso a Edison e com o ano novo a rebentar, fomos celebrar a sua chegada ao clube português (onde se reúnem imigrantes portugueses para celebrar diversas festividades juntos). A meia-noite foi passada ao estilo americano: coroas de “happy new year’s eve” para as meninas Foto nye e cartola para os rapazes, juntamente com os fios de pérolas cheios de cor, cornetas e confettis. Os passos de dança estavam em sincronização com a música alta e toda a gente se cumprimentava e bebia champanhe.

Tive oportunidade de assistir a um jogo de basquete no High School que o meu primo mais novo frequenta. E foi uma sensação incrível! Os alunos estavam eufóricos, as cheerleaders ansiosas pelas suas atuações e o corpo diretivo do Liceu a delirar com o jogo. (foto que diz jogo + yellow bus)

Voltei a Nova Iorque já em 2017 e percorri a pé o máximo que consegui. New York Public Library foi o primeiro objetivo do dia. Como estudante de Biblioteconomia e amante de livros e Bibliotecas, era o local que mais me ambicionava. A sensação? Wordless! Librarian Goals.

Subi ao incrível Empire State Building. E como uma imagem vale mais do que mil palavras, a vista era de cortar a respiração.

Percorri a 5th Avenue até chegar ao romântico Flatiron e depois fomos ver as famosas lojas de Soho, em Manhattan.

Os meus últimos minutos em Nova Iorque passaram outra vez por Times Square e claro, comprar algumas recordações nas lojas locais. Fiz uma promessa de voltar lá para que pudesse ver o que não vi, e viver como só em Nova Iorque se vive. Faltaram-me os museus, faltaram-me alguns parques. Mas Nova Iorque, eu vou voltar. Fortune Cookie.

Considero que a viagem aos EUA foi uma das viagens que mais me marcou, principalmente porque foi a minha primeira viagem intercontinental. A cultura americana sempre me suscitou muito interesse e com a minha experiência de 18 dias percebi que os americanos são realmente os campeões dos snacks e do fast food. Aprendi que os produtos que se adquirem nos hipermercados são em grandes quantidades e que um Hot Coffee é indispensável a qualquer altura do dia.

Nova Iorque
Estados Unidos da América
 Inglês
8 405 837 hab. (2014)
 Dólar (USD)
GMT-5
 Americana, 3 pinos
+1
 911
Nova Iorque é uma cidade fria no Inverno e quente no verão. Nos meses mais frios as temperaturas descem muitas vezes a baixo de zero e a ocorrência de neve é frequente. No verão as temperaturas não vão além dos 30ºC. A época ideal para visitar a cidade é nos meses de março a maio, quando as temperaturas são mais amenas.
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texto e fotos Ângela Peça
geral@w360.pt
    

Las Vegas, Estados Unidos da América

Do alto dos meus 22 anos já dizia para os meus botões que na minha vida havia duas viagens de sonho que queria tornar realidade: uma europeia, um interrail; e uma americana, uma roadtrip. Tendo a sorte de realizar a primeira em 2012, a questão seria quando teria a oportunidade de realizar a segunda: 2016 foi o ano!

E assim era uma vez uma viagem à Costa Oeste dos Estados Unidos da América… Uma carrinha, seis amigas, quatro estados, quinze dias. Eis a viagem mais épica da minha vida até agora, contada cronologicamente:

 Dia 1: San Francisco, estado da Califórnia

O primeiro dia de viagem começou com um longo voo até San Francisco. Na descida para aterragem a vista aérea sobre esta cidade que se situa numa península é de aproveitar. No aeroporto, de passaporte carimbado e malas na mão, alugámos uma carrinha com o respetivo GPS (essencial!) e assim começou a nossa roadtrip! Na noite de dia 1 passeámos pela central waterfront que permite vistas incríveis sobre a cidade iluminada de pontes cintilantes seguido de um jantar no financial district que se destaca pela sua aparência opulenta com brilhos e cores. Aproveitem bem San Francisco de noite, porque parece encantado!

Central Waterfront
Financial District

 Dia 2: San Francisco, estado da Califórnia

No segundo dia depois de um pequeno-almoço avassalador (Burrito!) decidimos alugar bicicletas e percorrer a cidade com paragens obrigatórias no Pier 39, Golden Gate Park e Ocean Beach. No Pier 39 não percam a oportunidade de ver os leões-marinhos, a atração local! Para o entardecer de dia 2 fomos a um dos melhores spots para ver o pôr-do-sol com vista para a Golden Gate, a icónica ponte vermelha de San Francisco (geminada da Ponte 25 de Abril em Lisboa). Na noite de dia 2 ainda fomos percorrer a Lombard Street, a estrada famosa pelas suas perigosas curvas. No fim, acreditem que ficam tontos!

Lombard Street
Pier 39
Ocean Beach

 Dia 3: San Francisco a Santa Barbara, estado da Califórnia

No terceiro dia de viagem, não podíamos deixar San Francisco sem espreitar a melhor vista sobre a cidade em Twin Peaks. Depois de dizermos adeus à cidade, pegámos no carro para conduzir nesse dia até Santa Barbara com algumas paragens obrigatórias pelo caminho. A rota que fizemos seguiu o trajeto dos locais de Santa Cruz, Monterey Bay, Carmel By the Sea e Big Sur para usufruir ao máximo da vista da costa oeste para o oceano pacífico. E, acreditem, que vistas! De mencionar neste trajeto: o porto de Santa Cruz e de Monterey Bay (adoro portos!); a praia de Carmel By the Sea (uma praia paradisíaca); e a Bixby Creek Bridge (a ponte mais famosa deste percurso pelo cenário idílico) e a Rocky Creek Bridge no Big Sur. À chegada de Santa Barbara de noite deu pouco mais do que nos dirigirmos ao hotel e dormir (não se iludam, as distâncias são grandes!).

Twin Peaks
Santa Cruz
Rocky Creek Bridge
Monterey Bay
Carmel by the Sea
Bixby Creek Bridge

 Dia 4: Santa Barbara a Los Angeles, estado da Califórnia

O quarto dia de viagem levou-nos de Santa Barbara a Los Angeles, passando por Ventura, Malibu e Santa Monica. Deixámos Santa Barbara com a vista da rua central e fomos a caminho de Ventura. Visitámos Ventura para fazer uma paragem obrigatória nas praias que são consideradas um dos topos da atração turística local. De Malibu retirámos a sua paisagem costeira em todo o seu esplendor. Santa Monica é uma cidade costeira mais conhecida por ser o local onde a famosa route 66 passa. O sinal de final da rota encontra-se no pier de Santa Monica. Eu sou suspeita porque gosto de piers, mas vale mesmo a pena percorrer este e ver as diferentes atrações sob o sol e brisa californianas. Depois de enchermos as garrafas de água (uma constante), pusemo-nos ao volante em direção a Los Angeles. Estava super expectante e Los Angeles não desiludiu! Aproveitámos o facto de estarmos a conduzir um carro para percorrer a longa Sunset Boulevard. P.S.: Se conseguirem fazer esta estrada no pôr-do-sol ainda melhor e apropriado. Depois de percorrer a icónica estrada, a direção mudou para o Griffith Observatory para ver o imperdível Hollywood sign. Uma vantagem do observatório: não só têm vista para o sinal como para a cidade inteira. Depois o sol já a pôr-se e nós a fazermos check-in no motel local. Outra das coisas que recomendo nesta viagem: obrigatório dormir num motel na berma da estrada – quase que me senti dentro de um western movie! No entardecer percorremos a pé a zona central da cidade, incluindo a famosa Hollywood walk of fame. As luzes, as cores, a agitação, as personagens, cobrem a cidade de uma mística que nunca vi em nenhum lado. À noite passámos de carro pela Rodeo Drive, estrada conhecida pelas suas extravagantes lojas, restaurantes e hotéis. De seguida, dormir no motel!

Ventura
Sunset Boulevard
Santa Monica
Santa Barbara
Rodeo Drive
Malibu
Hollywood walk of fame
Hollywood sign
Griffith Observatory

 Dia 5: Los Angeles a Dana Point, estado da Califórnia

O dia cinco de viagem foi considerado dia de praia, ou dia de praias. Seria impensável viajar pela Califórnia e não tirar um dia para apanhar sol, e assim foi. Venice Beach, Laguna Beach, Long Beach foram as três praias que decidimos que eram essenciais visitar. Por diversas razōes: praias conhecidas pelo seu areal, paisagem, desporto, etc. A praia de Long Beach foi onde ficámos mais tempo à tarde. Pernoitamos essa noite em Dana Point, cidade entre Los Angeles e San Diego, que estaria na nossa rota para o dia seguinte. De anotar que podem considerar fazer uma night walk em Dana Point para ver o Harbour e queimar as calorias do jantar.

Venice Beach
Laguna Beach
Dana Point Harbour

 Dia 6: Dana Point a San Diego, estado da Califórnia

O dia 6 começou com insatisfação de sol e assim decidimos fazer mais praia de manhã em Dana Point. Doheny State Beach é uma praia tipicamente conhecida pelas ondas perfeitas para surf e pelos seus muitos surfistas. Se quiserem fazer uma aula de surf, aqui é o sítio. Lamentavelmente, tudo o que eu queria era sol (nota-se muito que vivo atualmente num país sem muito sol para oferecer?), e assim, sol foi. Ao entardecer dirigimo-nos para San Diego, onde nos dirigimos às La Jolla Cove, uma praia no litoral conhecida por albergar focas. Atenção que estas focas podem atacar e as águas são poluentes, pelo que não é aconselhável nadar lá. Depois do melhor pôr-do-sol da viagem, foi altura de descansar, acreditem que os dois dias de praia não matam mas moem!

La Jolla Cove
Doheny State Beach

 Dia 7: San Diego, estado da Califórnia, a Phoenix, estado do Arizona

No sétimo dia de viagem, fomos conhecer de manhã San Diego: Balboa Park foi o primeiro spot com os seus incríveis e diversos jardins com flores e plantas do mais exótico! Esta visita durou grande parte da manhã. Claro que no último dia pelo litoral tínhamos que visitar a última praia da costa antes de nos aventurarmos para o interior: South Mission Beach é um achado! E assim na alta torreira do sol nos aventurámos para o estado do Arizona, uma longa e quente viagem. Não esquecer que Phoenix é das cidades mais quentes dos Estados Unidos, se não a mais quente! De realçar que esta viagem se faz muito perto da fronteira com o México, conseguindo-se ver a barreira da estrada. Esta é uma viagem longa que dura cerca de 5/6 horas, mais paragens. Assim sendo, chegámos a Phoenix tarde, cansadas e prontas para o hotel.

South Mission Beach
Balboa Park

 Dia 8: Phoenix a Grand Canyon Village, estado do Arizona

Phoenix era uma cidade que uma de nós (vá eu confesso que era eu), queria muito visitar e dado o facto que a distâncias de carro da costa ao interior eram gigantes, pensámos em pernoitar aqui. Se bem que não tínhamos muito tempo para explorar a cidade, não podíamos deixar Phoenix sem uma vista cénica. South Mountain Park é o miradouro ideal. Para além de se poder apreciar a paisagem sobre Phoenix, também se pode apreciar o parque natural com cactos gigantes! Um dos meus locais favoritos desta viagem e uma das minhas plantas suculentas favoritas! Depois de sentirmos a vaga de calor que se faz em Phoenix, fizemo-nos à estrada até à Grand Canyon Village. São apenas três horas de viagem, queríamos visitar dois locais essenciais no roteiro de qualquer visitante à costa oeste dos Estados Unidos: Sedona e Seligman. Sedona é uma terra rural conhecida pelas suas formações de cor vermelha. Uma visão! Seligman por outro lado é uma terra mais urbana que é conhecida por estar na route 66 original. Em Seligman todas as lojas, cafés e motéis têm alguma referencia à route 66. Imperativo comprar souvenirs aqui! E estas visitas demoraram-nos, como devem calcular, a tarde inteira, e à noite, o recomendável foi mesmo o hotel.

South Mountain Park
Seligman
Sedona

 Dia 9: Grand Canyon, estado do Arizona

O nono dia foi dedicado a visitar o Grand Canyon National Park que é considerado uma das sete maravilhas naturais do nosso mundo. Não podíamos não lhe ter dedicado um dia inteiro, certo? Para este dia, mais que palavras, há fotos. Sabem aquela sensação de visitar um planeta extraterrestre? Deve ser mesmo essa a sensação. Quase que fica difícil acreditar que estamos no planeta Terra. Que imensidão! Em termos práticos, é fácil movimentarmo-nos no parque, já que há shuttles que nos transportam no parque, fazendo routes diferentes. Desafio: tentem encontrar o rio Colorado. Sugestão: não percam lá o pôr-do-sol!

Grand Canyon National Park

 Dia 10: Grand Canyon Village, estado do Arizona, a Monument Valley, estado do Utah

O dia 10 começou a conduzirmos de uma maravilha para outra maravilha: Monument Valley, esta no estado do Utah. Outra vez, não podíamos deixar de tirar um dia para, primeiro, chegarmos lá e segundo, explorarmos o local. As características formações rochosas já se começavam a notar à entrada do estado do Utah. À chegada, pousamos as coisas no hotel, marcámos uma tour para o entardecer e almoçámos uma espécie de pizza que é característica da zona. Primeira sugestão deste dia: a tour é cara e não necessária. Consegue-se entrar no parque natural sem pagar e suficientemente para se ver as mais icónicas formações rochosas. Se quiserem contribuir para a comunidade, então façam-no, já que este local é exclusivamente explorado por americanos nativos (tribo Navajo). Na tour deu para conhecer a historia deste povo, os seus costumes e tradições, assim como explorar todo o parque com as suas maravilhas escondidas. Sabiam que eles também têm pinturas rupestres? Aconselhável: roupa para frio, nas zonas do interior americano pode estar quente durante o dia, mas à noite, arrefece imenso. Outro dia, outro pôr-do-sol de relembrar.

Monument Valley

 Dia 11: Monument Valley, estado do Utah, a Las Vegas, estado do Nevada; passando pelo estado do Arizona

No dia 11 planeámos sair do estado do Utah e entrar no estado do Nevada, para visitar, não mais, não menos, do que Las Vegas. Dispensa apresentações, estou certa? No entanto, nós nunca facilitamos a nossa vida e havia dois destinos que queríamos visitar: Antelope Canyon e Horseshoe Bend. Não sendo muito conhecidos não atraem tantos turistas como os sítios anteriores, no entanto não se sabe muito deles também. O primeiro poderia ser considerado facilmente uma maravilha natural do mundo pela sua beleza estonteante. Ambas são formações rochosas, o que não é de surpreender em pleno estado do Arizona, famoso pelas suas excêntricas rochas. Antelope Canyon é, como o nome indica, um canyon, onde outrora passava um rio, que desenhou túneis e caves com a ajuda do vento e da areia. Dispensa palavras, estar lá dentro e como estar dentro de um palácio natural. Dica: dado a construção natural deste sítio, para captar melhor cores nas fotografias do telemóvel, é favor selecionar o filtro de cor Chrome para iPhone. Se não se lembrarem, não se preocupe, os guias dizem. Horseshoe Bend é uma rocha escarpada em forma de ferradura. Melhor? É grátis! Depois de vermos ambos lá fomos nós a caminho de Las Vegas. Convém mencionar que nesse dia almoçámos numa vila tipicamente americana Page. A chegada a Las Vegas é absolutamente monumental: as luzes da cidade vêem-se como um clarão a kms de distância. Nessa noite depois de jantarmos um XL burger com XL fries, fomos dar uma volta pela cidade passando pela Little Paris and Little Venice. Tenham ou não já ido a essas cidades, vão perceber pelas suas marcas indistinguíveis.

Little Venice
Little Paris
Horseshoe Bend
Antelope Canyon

 Dia 12: Las Vegas, estado do Nevada

Dia 12 em Las Vegas, dia na piscina, já que não há muito mais atividades que se possam fazer. Por isso, este dia foi literalmente levantar (não tão tarde como todas queríamos), tomar pequeno-almoço e passar o dia na piscina do hotel onde estávamos. Não foi um dia difícil de passar como devem imaginar. E eis que chegou a nossa noite memorável desta viagem, com direito a jantar, casino, limousine, passeio pela cidade e saída à noite. Para os notívagos interessados fomos sair no “Chateau”. Dica portuguesa de quem não gosta de gastar dinheiro: adicionem os vossos nomes na guest list para não pagarem entrada e se fizerem choradinho à entrada pode ser que também bebidas. Para se ficarem a roer de inveja, digamos que fomos sair numa mini-torre Eiffel (sim a que faz parte da Little Paris).

Las Vegas

Dia 13: Las Vegas, estado do Nevada, a Mammoth Lakes, estado da Califórnia

O dia 13 desta viagem em vez de ser um dia de azar foi um dia de muita sorte. Para mim, o melhor dia de todos. Porquê? Por causa do vale da morte. Estranho? E se vos disser por causa do Death Valley, parece-vos melhor? A viagem deste dia levou-nos de Las Vegas a Mammoth Lakes, voltando outra vez ao estado da Califórnia, pelo famoso Death Valley, uma região inóspita da Califórnia em que as altas temperaturas e a seca o tornam num local inóspito, mas cheio de formações rochosas diferentes e prontas a explorar. É impossível falar detalhadamente sobre todos os locais que visitámos neste dia, e ainda foram alguns, sendo que estão mal sinalizados. Entre eles, fomos à Dantes View (vista sobre o vale), Zabriskie Point (montanhas escarpadas), Furnace Creek Ranch (rancho), Devils Golf Course (antigas salinas), Badwater Basin (ponto mais baixo da América do Norte), Artists Drive (montanhas coloridas), Golden Canyon (canyon dourado), Devils Cornfield (campo de arbustos gigantes), Stovepipe Wells (vila tipicamente americana) e Mosaic Canyon (canyon multicolorido). O melhor dia de todos por conseguir contactar com uma natureza tão diferente a cada 5 minutos. Depois de umas horas consideráveis lá chegámos a Mammoth Lakes onde jantámos e pernoitámos.

Zabriskie Point
Golden Canyon
Mosaic Canyon
Furnace Creek Ranch
Artists Drive
Badwater Basin
Dantes View
Devils Cornfield
Devils Golf Course

Dia 14: Yosemite National Park, estado da Califórnia

O dia 14 foi passado entre os lagos de Mammoth Lakes e as montanhas de Yosemite National Park. O Yosemite é um parque tao grande que se tem de conduzir dentro. Aconselho a seguirem o mapa que dão à entrada e irem aos miradouros recomendados. Como parte da visita se tiverem tempo facam uma hike. Nos decidimos fazer o Mist Trail ate à cascata de Vernal Falls. E isso ocupou-nos o dia todo.

Yosemite National Park
Mammoth Lakes

Dia 15: Yosemite National Park a San Francisco, estado da Califórnia

No dia 15 já pressentíamos que a viagem estava para acabar. Ainda assim, antes de deixarmos Yosemite, passámos pelo Mono Lake que tem umas formações em calcário únicas. Pena não termos tido tempo de ver em proximidade, mas já valeu a pena ver de longe. A viagem para San Francisco fez-se sem problemas, e à chegada ainda fomos jantar e sair para um bar local com amigos portugueses.

Mono Lake

Dia 16: San Francisco, estado da Califórnia

No último dia de viagem só deu mesmo para tomar pequeno-almoço, e irmos para o aeroporto ainda a tempo de dizer bye bye United States of America, we will be back.

San Francisco

Espero que tenham gostado de ler o guia desta viagem tanto quanto eu gostei de o escrever!

Costa Oeste EUA
Estados Unidos da América
Espanhol e Inglês
Dólar (USD)
Americanas, 3 pinos
911
O clima na Costa Oeste é temperado podendo as temperaturas serem muito elevadas em algumas zonas. 
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