Viagens

texto e fotos Ana Rita Mouro
geral@w360.pt

Palermo, Itália

Em março de 2017 foi-me dada a oportunidade de fazer o Serviço Voluntário Europeu durante nove meses na capital da Sicília. Fui voluntária num centro de acolhimento para refugiados e aconselho vivamente a experiência: sair da zona de conforto, aprender uma língua nova, conhecer outras pessoas e culturas…. No que toca a mim, posso dizer que esta aventura fez-me sentir mais viva, mais confiante e provavelmente mais humana.

Palermo é uma cidade caótica onde o tempo avança de um modo veloz.

Existem sempre eventos para todos os gostos a ocorrer na cidade (gastronomia, fotografia, desporto, teatro, animação de rua, etc.), seja meio dia ou meia noite, fora ou dentro de um espaço, a pagar ou mesmo gratuito… a variedade e a frequência são uma constante. Para se ter uma ideia do que quero dizer e se estão a pensar visitar esta bela cidade, fica aqui a dica: https://www.balarm.it//

Apenas pelas diversas mudanças que o nome da cidade teve, podemos vislumbrar o misto de influências que caracterizou e ainda caracteriza esta cidade e a sua cultura. O nome da cidade deriva da sua influência grega “Panormus” que dá enfase à importância do seu porto. Com a dominação árabe transformou-se em “Balarm” e com a reconquista normanda, Palermo, tornou a ter uma designação mais próxima da sua original.

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Em todo o caso, é ainda hoje, o recetáculo de um misto de culturas. Nas ruas, podemos ver e ouvir pessoas de “todas as cores” a falar línguas provenientes um pouco de todos os quatro cantos do mundo. Isto, advém obviamente, do turismo, mas também, porque o tema da migração é uma realidade que afeta não só Palermo, mas toda a ilha da Sicília. Aqui existem organizações que dedicam o seu tempo a ajudar esta parte da população e que são sustentadas maioritariamente por voluntários. Se coloca a hipótese de visitar Palermo por mais do que uns dias, porque não dar uma ajudinha a uma destas organizações? *

Para além do problema premente da migração, é impossível fazer vista grossa ao lixo e à quase ausência de qualquer tipo de políticas ambientais, tanto a nível da (escassa) recolha diferenciada dos resíduos domésticos, como da própria proteção e preservação da natureza. Isto é, existem praias plenas de corais ou mesmo zonas florestais onde as pessoas se podem banhar e caminhar, sem qualquer tipo de vigilância ou proteção.

É claro que a perfeição não existe em parte alguma, mas uma coisa é certa: se nesta doce região a desorganização (até um certo ponto!) é uma constante, as suas gentes compensam com uma atitude de bem receber, de simpatia, que nos faz sentir em casa de imediato. A gastronomia, nem se fala… dos cannolli à cassata, do paninho con la Milza à stigghliola, a recomeçar na pasta alla norma e na arancina…. Existe uma panóplia de opções para deixar água na boca! Aqui come-se bem e a melhor parte: económico! Sugestões: Caffè del Kassaro, Pizzaria Frida, Nni Franco U’ Vastiddaru.

As vias de passagem obrigatória em Palermo são a Via Roma, a Via Maqueda e o cruzamento desta com a Via Vittorio Emanuele, onde se pode apreciar os “Quattro Canti”. Só aqui nesta zona, podemos encontrar vários locais para visitar: Teatro Massimo, Teatro Politeama, a, a Piazza Pretoria, a Piazza Bellini (onde se pode ver a igreja Chiesa della Martorana, Chiesa di San Cataldo e a Chiesa di Santa Caterina), Porta Felice e Porta Nuova, Cattedrale di Palermo, Palazzo dei Normanni e Cappella Palatina, Convento di San Giovanni degli Eremiti, o mercado de Ballarò e de Vucciria, a Piazza Sant’Ana, o Foro Itálico, etc.

Contudo, existem muitas outras cidades e locais que valem a pena visitar na Sicília, pois a sua história, arquitetura, paisagens e beleza natural são qualquer coisa de tirar a respiração. Refiro-me a exemplos como, o vulcão Etna, as ilhas Eólicas, a reserva natural de Cava Grande del Cassibile ou a do Zingaro, San Vito Lo Capo, Agrigento, Erice, Siracusa e Ortigia, Cefalù, Taormina e por aí fora…

Sem sombra de dúvida, Palermo é um “must see” que não se pode perder!

*aqui encontram-se exemplos de organizações e respetivos contactos:

Centro Astalli Palermo: https://www.facebook.com/pg/centroastalli.palermo/posts/

Ubuntu: https://www.facebook.com/Centro-Internazionale-delle-Culture-Ubuntu-268827235321/

Santa Chiara: https://www.facebook.com/pg/Associazione-Santa-Chiara-Palermo-117253908306948/about/?ref=page_internal

Per esempio: https://www.facebook.com/peresempio.org/

Porco Rosso: https://www.facebook.com/arciporcorosso/

Caritas Diocesana di Palermo: https://www.facebook.com/Caritas-Diocesana-di-Palermo-401405273224643/?ref=br_rs

Moltivolti: https://www.facebook.com/pg/moltivolti/about/?ref=page_internal

Palermo
Itália
Italiano
721 163 hab. (2005)
Euro (EUR)
GMT+1
 Europeia, 2 pinos
+39
112
O clima em Palermo é claramente mediterrânico com invernos amenos e verões muito quentes e secos. Os meses mais frios são os de novembro a março e os mais quentes de abril a outubro. A chuva não é frequente no entanto a probabilidade de encontrar dias chuvosos aumenta nos meses de inverno.

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Notícias

texto Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

foto Urs Flueeler / EPA

Há partes do percurso em que a inclinação chega aos 110%

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O Schwyz-Stoos é o novo funicular mais íngreme do mundo destronando o Gelmerbahn, em Berna que passa agora a ocupar o segundo lugar.

A obra, que deve abrir ao público amanhã na Suíça é uma autêntica maravilha da engenharia e que tem como objetivo substituir um sistema antigo que funcionava desde 1933.

Com duas linhas de carruagens cilíndricas este mecanismo permite que os passageiros estejam sempre em posição vertical quer subam ou desçam a pista de 1720 metros com inclinações que chegam aos 110% (47,7º).

A obra ficará instalada na aldeia de Stoos, a cerca de 50km a Sul de Zurique e a 1300 metros de altura.

“Depois de 14 anos a planear e a construir, estamos muito orgulhosos”, disse um responsável ao The Guardian.

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Notícias

texto e foto Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

Medida apresentada em outubro foi agora aprovada

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O Parlamento Europeu aprovou hoje uma iniciativa apresentada em outubro que tem por objetivo dar a todos os jovens a oportunidade de descobrir a Europa (pelo menos os estados membros da UE). A medida passa por disponibilizar de forma completamente gratuita passes de Interrail a todos os jovens europeus no ano em que completam 18 anos.

“A União Europeia deve dar-lhes [aos jovens] meios para descobrir quem são os seus vizinhos e que oportunidades podem proporcionar-lhes outros Estados membros”, justificou Manfred Weber, eurodeputado do Partido Popular Europeu aquando da apresentação da proposta.

Os passes de gratuitos de interrail devem chegar em 202o, depois de a medida ser testada com um orçamento inicial de 12 milhões de euros, financiados pela União Europeia.

A medida será reservada aos jovens com residência legal na União Europeia e apenas no ano em que cumpram 18 anos.

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Lugares

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

Diogo Pereiratexto e fotos Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

Barcelona, Espanha

Há pouco a dizer sobre Barcelona que ainda não saiba. A cidade de Gaudi é uma das mais conhecidas do mundo e, por isso, uma das mais visitadas. É uma metrópole cheia de vida e muito descontraída.

Nas suas ruas vai encontrar todas as nacionalidades e identidades possíveis e imaginárias. Se o mundo fosse reduzido à escala de uma cidade, essa cidade era Barcelona.

A história e a modernidade confundem-se na própria história. Parece confuso, mas Gaudi foi mesmo um vanguardista e ainda hoje fica a pergunta: como é que é possível ser-se assim tão à frente do seu tempo? Tão à frente que parece que ainda hoje o seu tempo não chegou…

Fique com alguns dos sítios que não podem mesmo faltar na sua visita à capital da Catalunha.

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Park Guell é um fracasso, mas felizmente foi projetado por Gaudi… e se na altura não serviu para um condomínio privado, como era vontade do seu financiador, hoje serve perfeitamente como atrativo turístico.

Casa Milá parece um monte de areia esculpida, mas não é. É mais um devaneio de Gaudi, para mais um dos poucos que tinha dinheiro para lhe pedir um projeto arquitetónico.

CC-Sergey Aleshin

Casa Batlló é mais uma daquelas obras impossível de confundir. Muitas cores, feitios e formas. Gaudi está por detrás disto.

Sagrada Família foi um projeto tão ambicioso que ainda não chegou ao fim, mas mesmo em obras quase que não é preciso dizer que não pode sair de Barcelona sem a visitar.

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Foi aqui que começou Barcelona e por isso o Bairro Gótico é a zona mais antiga da cidade. Passe por lá, faça umas compras e peça um desejo quando passar sob a ponte gótica.

Quando estiver à procura de um sítio para relaxar na sua visita a Barcelona, penso no Parque da Cidadela.

O Arco do Triunfo é mais um dos imperdíveis em Barcelona. A partir do solo olhe para o mais alto ponto dos seus 30 metros, deixe cair o olhar e procure as diferentes influências que o caracterizam.

8 A Barcelona modernista também tem uma história mais antiga, muito mais antiga. Por isso não deixe de visitar o Museu de história de Barcelona conheça as origens de uma cidade com uma identidade tão própria.

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Mais uma faceta desta cidade vibrante: o futebol. Espreite o Camp Nou, um templo desportivo, a casa de um dos maiores clubes do mundo

10 A Torre Agbar será um dos poucos edifícios icónicos da cidade que não foi projetado por Gaudi (talvez estejamos a exagera…), mas adivinhe em homenagem a quem é que ele foi construído?

11 O Mercado Els Encants é um dos mais fascinantes de Barcelona. Aqui há de tudo. Roupa, brinquedos, artesanato, livros e até eletrodomésticos. É um bom sítio para perder a cabeça e para apreciar mais um edifício de arquitetura peculiar.

Barcelona
 Espanha
Espanhol e Catalão
 1.608.746 hab. (2016)
Euro (EUR)
 GMT +1
 Europeias, 2 pinos
+34
 112
O clima em Barcelona é amenos na generalidade do ano, ainda assim mais quente nos meses de verão, mas não muito uma vez que o mar mediterrâneo acaba por temperar o clima. A chuva não é comum,ocorrendo essencialmente nos meses de outubro, novembro e dezembro.

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Europa a Voar

mariana-abrantestexto e fotos Mariana Abrantes
geral@w360.pt

 Madrid, Espanha

Noite, Tascas, Equilíbrio e Descobertas


Ao sair de Copenhaga e aterrar em Madrid suspiramos CASA… temos essa sensação quando sentimos que há milhares de pessoas nas ruas à noite, as esplanadas e restaurantes estão repletos daquele burburinho estridente tipicamente espanhol. A palavra “frio” ganha uma dimensão de fresquito ou talvez uma brisa! Sentimos o cheiro familiar de comida reconfortante e os sorrisos de partilha de umas boas tapas nas várias tascas na zona das Huertas! Uma porta discreta na Calle Ave María é a entrada para um do sítios mais madrilenos: o bar Melo’s – é tudo o que imaginamos de uma tasca portuguesa mas podemos petiscar pimentos padron, empanadas, croquetas e pedir uma enorme zapatilha (que não param de sair de trás do balcão) sempre acompanhados de revigorantes cañas geladas!

Bar Melo’s

Nunca é demais aproveitar a vista do Círculo das Bellas Artes, ver uma exposição e almoçar no fantástico restaurante ou explorar a zona de Noviciado, onde encontrámos ao virar da esquina o Museo ABC, escondido entre prédios! Para além das suas lojas e ambientes diferentes fiquei a conhecer o Café Federal com opções vegetarianas deliciosas!

Fachada do Museo ABC
Pormenor do Restaurante
Exposição de Lisboa de Pessoa, no Círculo de Belas Artes
Vista do Círculo das Belas Artes

Madrid tem um equilíbrio admirável entre os habitantes e os turistas, entre os espaços urbanos e os espaços verdes, entre o trabalho e o lazer, entre o tradicional e o contemporâneo e sinto isso de cada vez que a visito e vou explorando novos pontos da cidade.

Mas como o tempo era pouco para deambular, optei por uma viagem de autocarro desde as Torres Kio até à Fuente de Cibeles, um percurso muito interessante de descobertas e novos pontos de vista para relaxar um pouco e dar uma vista de olhos nessa avenida enorme.

Torres Kio

Em Madrid, além de ficar a faltar espreitar muitas outras coisas, fez-me falta ir ao Retiro. Um dos meus espaços favoritos de Madrid.

De volta, para variar do avião, escolhi o comboio directo até Coimbra. A viagem dura aproximadamente oito horas, mas como é feita à noite passa num instante, entre conversas no bar do comboio e uma soneca já estamos a chegar, pelas cinco da manhã, à cidade do Mondego.

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