Agenda

Diogo Pereiratexto, fotos e vídeo Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

Lisboa, Portugal



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Se os espelhos são fieis refletores da realidade, nem sempre é com essa finalidade que os artistas os usam na concepção das suas obras. As possibilidades infinitas fornecidas pelos espelhos e as interpretações quase filosóficas tornam-nos num elemento comum na arte e são precisamente eles o pretexto para a nova exposição de inverno da Fundação Calouste Gulbenkian.

Com curadoria de Maria Rosa Figueiredo e colaboração de Leonor Nazaré, “Do Outro Lado do Espelho” apresenta 69 obras, número espelho, que vão desde Pintura, fotografia, vídeo, escultura ou literatura e estão divididas por cinco núcleos temáticos, cada um deles introduzido por uma pintura, ou uma escultura que convida o visitante a entrar numa abordagem específica da arte vista ao espelho.

A confrontação com o Eu de cada um de nós é feita logo no primeiro núcleo da exposição onde estão obras em que o autor coloca a sua criação em frente ao espelho, com reflexos reais do que são. É uma ligação natural à vida de cada um que em determinada altura sente necessidade de se questionar, de perceber quem é, de se olhar ao espelho.

Mais à frente é a Mulher que protagoniza aquele que será um dos piores lados do reflexo humano, a vaidade. Num núcleo repleto de figuras femininas que se olham com vaidade, fica clara a ideia de que se acredita que é a mulher que mais sofre deste pecado mortal.

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No terceiro núcleo desta exposição percebemos a evolução da intimidade e da forma de vestir e de aparecer em público como sinónimo de evolução social e humana. As esferas público e privado deixam de estar unidas e passam a ter um papel fundamental na relação da mulher consigo mesma e com o outro.

O penúltimo núcleo é aquele que mais deixa à imaginação do artista e aquele que contraria frontalmente a ideia real que temos de espelho enquanto mostrador fiel do que se apresenta à sua frente. A manipulação com o objetivo de obter uma realidade alternativa, mais atrativa, é o conteúdo mais observado aqui.

A exposição termina com algumas raridades. O homem em frente ao espelho a ocupar o lugar que mais vezes foi da mulher. Um homem a fazer a barba é a única obra conseguida em que se encontra um elemento masculino exposto à vaidade, todos os outros são auto-retratos. 

Do outro lado do Espelho
Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian (galeria de exposições temporárias)
 €5
quarta a segunda: 10:00 às 18:00
26 de outubro de 2017 a 5 de fevereiro de 2018

 A estação de metro metro mais próxima da Fundação Gulbenkian é S. Sebastião. Pode ainda chegar usando os autocarros da Carris. As linhas 713, 716, 726, 742, 746, 756 são as mais indicadas. Se preferir chegar de carro tem facilidades de estacionamento no local.

Guarde pelo menos duas horas para ver a exposição.

  O W360.PT esteve em direto da exposição “Do Outro Lado do Espelho”. Veja aqui.

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Diogo Pereiratexto, fotos e vídeo Diogo Pereira
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claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
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Lisboa, Portugal



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Se pensarmos que Steve McCurry captou momentos como o 11 de setembro, a Guerra do Golfo, o conflito do Afeganistão, o Japão pós-tsunami ou o drama das crianças-soldado, podemos mesmo acreditar que a história deste homem se confunde com a história do mundo e que está na hora de fazermos uma retrospetiva.

Uma retrospetiva aos 30 anos deste fotógrafo da National Geographic é precisamente o que propõe a Alfândega do Porto que recebe “The World of Steve McCurry” depois de ter sido vista em Itália por mais de um milhão de pessoas e de ter passado por Bruxelas, Madrid e Barcelona. A curadoria está a cargo de Biba Giacchetti e a cenografia é do arquitecto italiano Peter Botazzi.

Mas comecemos pelo princípio e pelo primeiro motivo a justificar uma exposição de um fotógrafo: uma grande fotografia, claro, com uma grande história por trás.

Sharbat Gula, uma menina afegã de olhos verdes que foi capa da National Geographic é o ponto de partida para esta exposição. Ao lado da foto de 1984 está uma outra de 2002 e que mostra Gula XX anos depois, com traços de uma vida dura entre campos de refugiados, fugindo de guerras e sem oportunidade de voltar ao seu país.

Embora tenha feito da imagem a sua vida McCurry parece não acreditar no ditado que diz que uma imagem vale mais do que mil palavras, uma vez que é o próprio quem se encarrega de contar a história que está por trás de cada fotografia. Mas fá-lo sem impôr um caminho, os visitantes podem deambular pela sala e escolher quais os momentos congelados que querem ver primeiro de entre os mais de duzentos que estão expostos na Alfândega do Porto até ao final do ano.

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Steve McCurry já correu o mundo para congelar momentos. Esteve na Índia, Afeganistão, Sudoeste Asiático, África, Cuba Brasil ou Itália. Fá-lo porque, afirma em vídeos presentes na exposição, acredita que procurar momentos que o apaixonem lhe dá sentido à vida.

A vida do único homem que ganhou quatro vezes o World Press Photo tem fotografias que todos conhecemos bem, outras que nos impressionam e até uma coleção inédita a preto e branco que abre precisamente a exposição que pode ser vista até ao último dia do ano, no Porto.

The World of Steve McCurry
Porto, Alfândega do Porto
 crianças (4 aos 12 anos): €7 | estudantes: €9 | adultos: €11
segunda a sexta: 10:00 às 18:00 (última entrada às 17:00) | sábados, domingos e feriados: 10:00 às 19:00 (última entrada às 18:00)
14 de outubro de 2017 a 31 de dezembro de 2018

 O autocarro 500 com destino a Matosinhos Mercado pára mesmo em frente à Alfândega do Porto.

Guarde pelo menos duas horas para ver a exposição.

  O W360.PT esteve em direto da exposição “The World of Steve McCurry”. Veja aqui.

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