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texto e fotos Gil Cancela
geral@w360.pt
  

Ammouliani, Grécia

Já ouviu falar de Ammouliani? Não? Então ainda vai a tempo.

Eu também não conhecia…

Situada a cerca de 120 kms de Salonica, a cidade grande mais próxima, a pequena ilha de Ammouliani localiza-se na região de Halkidiki. Sendo uma ilha de pequenas dimensões, é relativamente fácil percorrer os caminhos que a constituem. Especialmente a caminhada da praia até ao centro da ilha, que se faz facilmente. Principalmente, quando se pode acompanhar pela fantástica vista que Ammouliani oferece.

É a única ilha populada da região e, atualmente, um dos pontos turísticos mais frequentados do norte da Grécia. De facto, o turismo é uma das fontes económicas mais praticadas de Ammouliani, sendo visitada por vários turistas, de várias nacionalidades. Ao mesmo tempo apresenta uma variedade de oferta hoteleira, diversão noturna e restauração tradicional. Apesar disso, esta pequena pérola mantém a sua naturalidade e graciosidade pitoresca, tendo sentido uma receção pelos locais com imensa simpatia, afabilidade e hospitalidade.

A viagem começa logo no ferry, onde o azul do Mediterrâneo nos mostra, mesmo antes de atracarmos no porto, aquilo que está para vir, como um cartão-de-visita da ilha.

Ammouliani apresenta uma história de séculos e oferece vários trilhos de passeio, pondo os seus visitantes em contacto com a natureza. Ao longo do porto, até ao topo da vila, seguindo até à fantástica vista da península de Athos e Agion Oros.

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As praias de areia fina e azul-turquesa são de paragem obrigatória. Especialmente as praias de Karagatsia, Alikes e Ammos. A água quente e o calor ameno que se fazia sentir eram, sem dúvida, convidativos para uma paragem relaxante, durante o dia, ou mais tarde, aproveitando para apanhar o pôr-do-sol.

Quanto à gastronomia, recomendo os pratos da região (obviamente!) de altíssima qualidade e o peixe, fresquíssimo, pescado no mar ali ao lado.

Sendo a comunidade construída sobre uma colina da ilha, o porto e praias apresentam-se como um espetáculo a decorrer num anfiteatro natural. Claramente, um ponto turístico de extremo interesse que nem todos conhecem. Por vezes, nem os próprios gregos. Mas que deviam conhecer.

P.S.: Obrigado ao Dimitris e à sua família por me acolherem tão bem.

P.P.S.: Levem uma máquina fotográfica com bastante espaço de cartão. Há imensos pontos de interesse para os amantes da fotografia em natureza.

Grécia
Atenas (capital)
Grego
10 787 690 hab. (2011)
Euro (EUR)
GMT+2
 Europeia, 2 pinos
+30
112
A Grécia é um país mediterrâneo e por isso com temperaturas muito elevadas nos meses de abril a outubro. Os meses mais amenos são de novembro a março, sendo que as temperaturas geralmente não são muito baixas.

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texto e fotos Gil Cancela
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Atenas, Grécia

Desde pequeno sempre tive um desejo de visitar Atenas, cidade de histórias e mitos, deuses e heróis, que sempre me fascinou desde que vi o filme “Hércules” da Disney.

Mas, passados os anos, aumentam as responsabilidades e os sonhos atrasam-se. Até participar no projeto Erasmus + na Roménia, onde conheci e travei amizades com um grupo de seis gregos extraordinários. Passei assim a associar a Grécia com o coração e com aquelas caras que, cheios de amizade, insistiram para que lhes fizesse uma visita. E, antes que as novas responsabilidades o impedissem, lá fui eu, de malas aviadas, para uma semana de diversão (que depois seriam aumentados 5 dias em Salonica).

E, man, oh man, como Atenas me surpreendeu! Uma cidade vibrante e jovem, muito virada para o turismo. Em cada lado que olhasse, há uma loja de souvenirs, há turistas de cada nacionalidade (e claro, portugueses).

A parte turística da cidade vê-se em cerca de três dias, estando todas as atrações próximas umas das outras. Tendo ido com bastante tempo para passear, tive sorte em ter um “guia” particular incansável que não se limitou apenas em me mostrar Atenas, mas também os atenienses, o dia-a-dia e os melhores pontos da cidade que não estão nos guias turísticos. Como a “melhor vista da cidade” ou a “most awesome shop in the world”. Felizmente que assim foi, porque me deu um olhar diferente da cidade.

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Portanto, se forem com tempo para gastar, sentem-se no parque e deliciem-se com um souvlaki, ou dêem uma volta à zona comercial entre a Acrópole e a Praça de Monastiraki e ouçam aquela língua tão estranha e especial a entrar pelos ouvidos. Ou passeiem no Parque Natural e Marginal de Atenas, com música tradicional grega nos ouvidos.

As praias de um azul translúcido e de areia fina que parece que viu engolir os pés são de fazer inveja a qualquer praia do Ocidente europeu (especialmente quando comparada com a água em Portugal), que só dá vontade de ficar dias e dias de molho. Recomendo a praia de Sounion, uma localidade nos arredores de Atenas, mas que cuja viagem já vale a pena pela paisagem. Aproveitem para visitar o Templo de Poseidon, que vem com uma história bastante interessante e uma paisagem fantástica.

Três coisas que me chamaram particularmente a atenção.

Bandeiras por todo o lado. Não apenas nos pontos turísticos, mas também nas casas, cafés ou na rua. A bandeira azul e branca é presença constante na paisagem ateniense.

A água é grátis em qualquer bar ou café. Independentemente de pedir ou não alguma coisa, servem-se sempre um copo ou jarro de água fresca (da torneira). Tendo várias fontes de àgua no país, é mais um ponto para acrescentar à hospitalidade ateniense.

Os transportes públicos são relativamente baratos. Deslocava-me de uma ponta à outra da cidade, de metro, por apenas 0,60 €, independentemente das mudanças que fazia. Muito bom para quem quer poupar dinheiro para outras coisas.

Para além dos monumentos clássicos e das paisagens de encher o olho, Atenas apresenta-nos uma variedade de pontos de interesse que vai deliciar qualquer apaixonado por História ou, simplesmente, qualquer interessado em histórias.

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Uma viagem que começou com expectativas muito altas, mas que terminam superando-as, fazendo-me sair da cidade com o coração apertado, mas um sorriso enorme na boca.

P.S.: Enquanto em Atenas, “tenho” de agradecer ao Valerios e à família Stais, à Corinna, à Elpida, ao Yannis e a todos os que ajudaram a fazer desta uma experiência uma das melhores de sempre.

P.P.S: Próxima Paragem: Amoullani

“Once you go black, you never go back. But if you try greek, even black is weak. The coffee, of course…”

Grécia
Atenas (capital)
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10 787 690 hab. (2011)
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A Grécia é um país mediterrâneo e por isso com temperaturas muito elevadas nos meses de abril a outubro. Os meses mais amenos são de novembro a março, sendo que as temperaturas geralmente não são muito baixas.

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Reportagem Vídeo

Diogo Pereira

reportagem e vídeo Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

foto Cláudia Paiva

Atenas, Grécia

No ano em que se completaram dois anos de intervenção do FMI, Banco Central Europeu e União Europeia na Grécia, as dificuldades teimavam em persistir. As lojas fechadas são um dos retratos mais elucidativos da Atenas deprimida face às duras medidas de austeridade da Troika, mas os gregos não baixam os braços.

Matina é dona de uma loja de bebidas numa das zonas mais frequentadas de Atenas e lamenta a forte quebra no consumo que, admite, ser cerca de 30% menos do que em anos anteriores. Esta Ateniense aponta o dedo aos políticos que “não fizeram o melhor pelo país”.

George Selentes é também lojista e vai mais longe. Acredita que os países do norte da Europa conspiram contra os do sul, fazendo os europeus acreditarem que Grécia, Portugal ou Espanha vivem à sombra do trabalho de países como a Alemanha ou França.

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