Notícias

texto Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

foto Pedro Szekely / Flickr

Refeições a preços milionários não são novidade numa das cidades mais visitadas do mundo

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O restaurante “Osteria da Luca”, em Veneza (Itália), está no centro de uma polémica relacionada com os preços alegadamente exorbitantes praticados. De acordo com notícia do Venezia Today um grupo de japoneses terá chamado a polícia depois de lhes ter sido apresentada uma fatura de €1.100 por três bifes e um prato de peixe frito. De acordo com as alegadas vítimas a refeição foi acompanhada por água.

Quando a conta foi levada para a mesa e os turistas se aperceberam de que estariam a pagar um valor muito acima do que era suposto, contactaram a polícia e fizeram uma queixa formal do restaurante.

“Este é apenas o último de muitos casos deste tipo”, refere Marco Gasparinetti ao Venice Today, porta voz do grupo 25 de abril, uma organização italiana que zela pelos direitos civis.

A mesma fonte mostra-se ainda preocupada com o período festivo do Carnaval e mostra-se interessada em encontrar medidas que possam facilitar as queixas dos turistas que deparem com situações semelhantes. “O Carnaval vai começar em breve e o risco deste tipo de burla vai aumentar. Estamos a pensar colocar no nosso site um número de telemóvel para onde os turistas neste tipo de situação podem ligar a pedir ajuda”, explica Gasparinetti.

Numa análise à ficha do “Osteria da Luca” no Trip Advisor as avaliações feitas pelos turistas são na esmagadora maioria muito más, tendo o restaurante uma média de uma estrela e meia naquela plataforma.

Entre os comentários podem ler-se críticas à atuação dos funcionários, à fraca qualidade da comida e, claro, aos preços exorbitantes praticados.

“Restaurante com um cheiro a esgotos, na entrada do restaurante diz que não cobram pelo couvert no entanto cobram 15% de taxa de serviço.”, diz um cliente português que atribuiu apenas uma estrela ao restaurante.

“Após a minha refeição pedi a conta e o garçom me disse o valor sem me dar a nota descritiva, fiz um cálculo rápido e percebi que estava 45% acima do valor correto, não tinha como ser uma gorjeta.”, refere outro turista.

Num outro comentário pode ler-se: “entramos no restaurante com os nossos pratos escolhidos pelo menu da porta, comemos somente duas massas de 12,00 euros cada, sem bebidas, e nos foi cobrada uma conta de 31,70 euros.”

No TripAdvisor há muitas fotos partilhadas pelos clientes do restaurante onde é possível ver os pratos servidos e muitos dos talões emitidos com contas exorbitantes. Ali há spaghetti a custar €80, risotto a €166, peixe frito a €56 e taxas de serviço a €3,66 ou taxas de entrada no restaurante de €2,5.

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Notícias

texto Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

foto

Objetivo é devolver o Tibre aos habitantes e turistas de Roma

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À semelhança do que já acontece nas margens do Rio Sena, em Paris, também a capital italiana vai ter uma praia artificial no verão com areal e atividades desportivas.

São cerca de 10 mil metros quadrados numa das margens do Rio Tibre, junto à ponte de Guglielmo Marconi. Será constituída por bancos de areia, áreas desportivas, mas ainda não é claro se haverá possibilidade de ir a banhos ou não.

O objetivo é, de acordo com a autarca, Virginia Raggi, devolver o rio aos habitantes da cidade e turistas: “O rio Tibre atravessa Roma mas infelizmente, ao contrário de muitas cidades europeias, não é um elemento vivo e vibrante da cidade”.

De acordo com meios de comunicação social internacionais citados pelo jornal Público esta iniciativa insere-se num lote de outras medidas que têm como objetivo tornar o rio que atravessa a capital de Itália mais seguro e mais limpo.

Será lançada uma aplicação de monitorização da poluição do rio, haverá polícias a patrulhar as margens de bicicleta e drones vão controlar descargas ilegais no Tibre.

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Viagens

texto e fotos Ana Rita Mouro
geral@w360.pt

Palermo, Itália

Em março de 2017 foi-me dada a oportunidade de fazer o Serviço Voluntário Europeu durante nove meses na capital da Sicília. Fui voluntária num centro de acolhimento para refugiados e aconselho vivamente a experiência: sair da zona de conforto, aprender uma língua nova, conhecer outras pessoas e culturas…. No que toca a mim, posso dizer que esta aventura fez-me sentir mais viva, mais confiante e provavelmente mais humana.

Palermo é uma cidade caótica onde o tempo avança de um modo veloz.

Existem sempre eventos para todos os gostos a ocorrer na cidade (gastronomia, fotografia, desporto, teatro, animação de rua, etc.), seja meio dia ou meia noite, fora ou dentro de um espaço, a pagar ou mesmo gratuito… a variedade e a frequência são uma constante. Para se ter uma ideia do que quero dizer e se estão a pensar visitar esta bela cidade, fica aqui a dica: https://www.balarm.it//

Apenas pelas diversas mudanças que o nome da cidade teve, podemos vislumbrar o misto de influências que caracterizou e ainda caracteriza esta cidade e a sua cultura. O nome da cidade deriva da sua influência grega “Panormus” que dá enfase à importância do seu porto. Com a dominação árabe transformou-se em “Balarm” e com a reconquista normanda, Palermo, tornou a ter uma designação mais próxima da sua original.

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Em todo o caso, é ainda hoje, o recetáculo de um misto de culturas. Nas ruas, podemos ver e ouvir pessoas de “todas as cores” a falar línguas provenientes um pouco de todos os quatro cantos do mundo. Isto, advém obviamente, do turismo, mas também, porque o tema da migração é uma realidade que afeta não só Palermo, mas toda a ilha da Sicília. Aqui existem organizações que dedicam o seu tempo a ajudar esta parte da população e que são sustentadas maioritariamente por voluntários. Se coloca a hipótese de visitar Palermo por mais do que uns dias, porque não dar uma ajudinha a uma destas organizações? *

Para além do problema premente da migração, é impossível fazer vista grossa ao lixo e à quase ausência de qualquer tipo de políticas ambientais, tanto a nível da (escassa) recolha diferenciada dos resíduos domésticos, como da própria proteção e preservação da natureza. Isto é, existem praias plenas de corais ou mesmo zonas florestais onde as pessoas se podem banhar e caminhar, sem qualquer tipo de vigilância ou proteção.

É claro que a perfeição não existe em parte alguma, mas uma coisa é certa: se nesta doce região a desorganização (até um certo ponto!) é uma constante, as suas gentes compensam com uma atitude de bem receber, de simpatia, que nos faz sentir em casa de imediato. A gastronomia, nem se fala… dos cannolli à cassata, do paninho con la Milza à stigghliola, a recomeçar na pasta alla norma e na arancina…. Existe uma panóplia de opções para deixar água na boca! Aqui come-se bem e a melhor parte: económico! Sugestões: Caffè del Kassaro, Pizzaria Frida, Nni Franco U’ Vastiddaru.

As vias de passagem obrigatória em Palermo são a Via Roma, a Via Maqueda e o cruzamento desta com a Via Vittorio Emanuele, onde se pode apreciar os “Quattro Canti”. Só aqui nesta zona, podemos encontrar vários locais para visitar: Teatro Massimo, Teatro Politeama, a, a Piazza Pretoria, a Piazza Bellini (onde se pode ver a igreja Chiesa della Martorana, Chiesa di San Cataldo e a Chiesa di Santa Caterina), Porta Felice e Porta Nuova, Cattedrale di Palermo, Palazzo dei Normanni e Cappella Palatina, Convento di San Giovanni degli Eremiti, o mercado de Ballarò e de Vucciria, a Piazza Sant’Ana, o Foro Itálico, etc.

Contudo, existem muitas outras cidades e locais que valem a pena visitar na Sicília, pois a sua história, arquitetura, paisagens e beleza natural são qualquer coisa de tirar a respiração. Refiro-me a exemplos como, o vulcão Etna, as ilhas Eólicas, a reserva natural de Cava Grande del Cassibile ou a do Zingaro, San Vito Lo Capo, Agrigento, Erice, Siracusa e Ortigia, Cefalù, Taormina e por aí fora…

Sem sombra de dúvida, Palermo é um “must see” que não se pode perder!

*aqui encontram-se exemplos de organizações e respetivos contactos:

Centro Astalli Palermo: https://www.facebook.com/pg/centroastalli.palermo/posts/

Ubuntu: https://www.facebook.com/Centro-Internazionale-delle-Culture-Ubuntu-268827235321/

Santa Chiara: https://www.facebook.com/pg/Associazione-Santa-Chiara-Palermo-117253908306948/about/?ref=page_internal

Per esempio: https://www.facebook.com/peresempio.org/

Porco Rosso: https://www.facebook.com/arciporcorosso/

Caritas Diocesana di Palermo: https://www.facebook.com/Caritas-Diocesana-di-Palermo-401405273224643/?ref=br_rs

Moltivolti: https://www.facebook.com/pg/moltivolti/about/?ref=page_internal

Palermo
Itália
Italiano
721 163 hab. (2005)
Euro (EUR)
GMT+1
 Europeia, 2 pinos
+39
112
O clima em Palermo é claramente mediterrânico com invernos amenos e verões muito quentes e secos. Os meses mais frios são os de novembro a março e os mais quentes de abril a outubro. A chuva não é frequente no entanto a probabilidade de encontrar dias chuvosos aumenta nos meses de inverno.

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