Agenda

Diogo Pereiratexto, fotos e vídeo Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

Lisboa, Portugal



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Embora sobejamente conhecido, Joan Miró entra na vida da generalidade dos portugueses de uma forma muito pouco ortodoxa: no processo de nacionalização de um banco privado que tinha esta coleção na sua posse. Quando o BPN faliu e o Estado Português suportou todos os encargos dessa derrocada foi preciso encontrar ativos que aligeirassem a fatura que os contribuintes teriam que pagar.

Os “Mirós” do BPN eram uma fonte de rendimento óbvia e chegaram a estar avaliados em mais de 30 milhões de euros, mas acabaram por não ser vendidos porque um movimento inédito na sociedade portuguesa impediu que tal acontecesse e, quando expostos pela primeira vez, foram um sucesso de bilheteira.

Sim, os Mirós já foram mostrados aos portugueses do Porto e foram vistos por mais de 240 mil pessoas. Chegam agora a Lisboa, mas a exposição não é igual. No Palácio Nacional da Ajuda há 85 obras, em Serralves eram sete a menos “devido a limitações de espaço”, esclarece Robert Lubar Messeri, curador da exposição, a vários órgãos de comunicação social.

Agora que está apresentada a ligação do artista catalão a Portugal, vamos até à galeria onde estão as obras que não são só quadros.

A receção da exposição tem tanto de reveladora como de hostil. Aqui podemos perceber de imediato que a obra de Miró é vasta em materiais que vão da pintura à escultura, passando pela colagem e os trabalhos em tapeçaria. Mas também somos confrontados com uma tela queimada, pendurada no teto da galeria do Palácio Nacional da Ajuda, como também foi pendurada no Grand Palais de Paris em 1974, por indicação do artista, numa exposição que queria ser uma grande retrospetiva da obra de Miró.

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Quando avançamos percebemos que a linguagem de Miró pode parecer infantil, mas quando atentamos nos pictogramas por ele desenhados a partir de 1924, percebemos que estamos perante uma complexa linguagem de signos, abertos a interpretações múltiplas.

Esta é uma excelente oportunidade para ver as cores, as formas e os materiais que o catalão usava na sua arte. As tapeçarias chegam mesmo a funcionar como tela onde materiais básicos do dia-a-dia fingem que são tinta numa exploração ao limite de todos os recursos.

Esta é uma exposição muito completa uma vez que as obras vão de 1924 até 1983, muito próximo da morte do artista que se reinventou ao longo da sua carreira, e pode ser vista no Palácio Nacional da Ajuda, até dia 8 de janeiro do próximo ano.

Joan Miró: Materialidade e Metamorfose
Lisboa, Palácio Nacional da Ajuda
€10
quinta a terça: 10:00 às 18:00 (última entrada às 17:30)
8 de setembro 2017 a 8 de janeiro de 2018

 A forma mais fácil de chegar é de autocarro. As linhas 740 e 762 param mesmo em frente ao Palácio Nacional da Ajuda.

Duas horas é o tempo indicado para visitar a exposição.

  O W360.PT esteve em direto da exposição “Joan Miró: Materialidade e Metamorfose”. Veja aqui.

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Lugares

Diogo Pereiratexto, fotos e vídeo Diogo Pereira
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claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

Lisboa, Portugal



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A Ponte 25 de Abril é um marco incontornável na cidade de Lisboa. É o icon que lhe marca a silhueta e ajuda a identifica-la um pouco por todo o mundo. Se na época em que foi inaugurada pretendia apenas solucionar um problema de mobilidade, o certo é que na Lisboa turística do século XXI era fundamental que fosse aproveitada para podermos ter uma nova perspetiva da capital portuguesa, a cidade das sete colinas.

Inaugurada em 1966, a Ponte 25 de Abril ajudou a aproximar as duas margens do Tejo de forma mais rápida e eficaz. Nem a austeridade própria de um estado fascista que se vivia na época impediram que se construísse em Portugal uma das mais emblemáticas obras de engenharia do mundo. Era e foi durante alguns anos a maior ponte suspensa da Europa.

A primeira vez que se falou na necessidade de construção de uma ligação entre Almada e Lisboa e surgiu a primeira proposta foi em 1876, mas só mais de oitenta anos depois foi formalizado o concurso público para que a obra pudesse começar a andar.

Todas estas informações que dão identidade à Ponte 25 de Abril estão escritas numa cronologia que rodeia a maquete original desta perfeição da engenharia moderna.

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Antes de chegar à sala que lhe dará a conhecer toda a história vai ter que percorrer os pátios que envolvem o sétimo pilar da Ponte 25 de Abril e onde está instalada a Experiência Pilar 7. Aqui vai encontrar informações sobre a construção, gravados em grandes discos metálicos agarrados ao chão. As famílias que por aqui passeiam, descontraídas, contrastam com o frenesim dos mais de 150 mil carros que diariamente chegam a Lisboa ou a Almada passando por cima do Tejo.

O próximo passo é entrar no pilar oco, o sétimo de um total de 14. Aqui vai ficar a saber que foram precisos 160 mil metros cúbicos de betão para o construir. Uma espécie de Euromilhões do betão, a partir de determinados valores deixamos de saber a que corresponde, só sabemos que é muito. Muito mesmo.

Vai ainda poder olhar para os responsáveis pela manutenção da ponte em pé, cabos de aço vermelhos. 8.300 toneladas deles.

As vertigens vão começar na sala dos espelhos. Espelhos no chão e no teto que vão dar a sensação de estar numa espécie de queda livre sem ter que se mexer.

Se já foi difícil enfrentar os espelhos, volte para trás. O que vem a seguir vai ser aterrador.

Depois de esperar uns bons minutos numa fila de acesso ao elevador, eis que entra numa caixa panorâmica, colada exteriormente ao pilar 7, que o vai elevar a 80 metros de altura. Uma elevação a que até já pode ter estado, mas sentado no seu carro ou a ler um livro confortavelmente num dos comboios que diariamente cruzam a ponte.

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E se estivermos a falar num cubo de vidro completamente transparente? A posição talvez já não seja tão confortável. Mas calma, o miradouro não é apenas este aquário aéreo, tem uma zona mais ampla, com um sólido chão metálico onde também pode observar a paisagem e perceber o que está à sua volta com as inscrições impressas nos vidros que o envolvem.

Aqui a tranquilidade do pátio onde começou a sua visita desaparece, o barulho dos carros é constante e nunca se vai esquecer que está ao lado de um dos acessos rodoviários e ferroviários mais congestionados do país.

Experiência Pilar 7
Lisboa, Avenida da Índia
grátis (crianças até 5 anos) | €4 (estudantes, idosos ou grupos) €6 (adultos)
 maio a setembro: todos os dias – 10:00 às 20:00 | outubro a abril: todos os dias: 10:00 às 18:00

 A forma mais fácil de chegar é de comboio, apanhando a Linha de Cascais no Cais do Sodré, em direção a Cascais e descendo em Alcântara-Mar. A partir daí, caminhe cerca de 5 minutos e estará na entrada do Pilar 7.

Guarde pelo menos duas horas para a Experiência Pilar 7. Embora a visita se possa fazer em menos tempo, as filas de espera podem ser consideráveis.

  O W360.PT esteve em direto na Experiência Pilar 7. Veja aqui.

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Lugares

texto Filipa Almeida
geral@w360.pt

 Lisboa, Portugal

foto Manuel Correia

Nesta segunda viagem pela cultura (des)conhecida de Lisboa o desafio proposto é o seguinte: descobrir no trajeto Cais do Sodré-Belém, uma das zonas mais turísticas da cidade, alguns museus menos conhecidos pelos turistas nacionais e estrangeiros. Apanhando o famoso eléctrico 15E ou qualquer outro transporte público ou particular, a primeira paragem é em Santos muito próximo do Cais do Sodré na Rua do Instituto Industrial nº 16 para visitar o Museu das Comunicações (situado no edifico da Fundação Portuguesa das Comunicações do qual faz parte).

Este museu criado pela referida fundação em 1997 possui para além de várias exposições temporárias, três exposições permanentes “Vencer a Distância”, “Mala-posta” e “Casa do Futuro”. Nestas exposições permanentes, por sinal bastante ricas e extensas é possível conhecer a História das telecomunicações desde os primitivos telégrafos, o código de morse, passando pelos telefones, a rádio, a televisão, os telemóveis e pela internet. Toda a exposição é ilustrada por dezenas de exemplares dos vários equipamentos e infraestruturas que marcaram e têm vindo a marcar esta História. É ainda possível conhecer a História dos correios, desde os primeiros vestígios de troca de correspondência nas civilizações antigas antes de Cristo, até aos atuais correios nacionais em que os CTT tiveram, ao longo do século XX e ainda têm na atualidade, um papel de destaque. O museu pode ser visitado de segunda a sexta, das 10h às 18h, bem como aos sábados das 14h às 18h, sendo o custo do bilhete de cinco euros, existindo descontos para jovens, estudantes, maiores de 65 anos, portadores de deficiência e crianças. De referir ainda que na última quinta-feira de cada mês a entrada no museu é gratuita das 18h às 22h. 

Fachada do Museu do Oriente na Avenida Brasília

Continuando a nossa viagem em direção a Belém, a próxima paragem é na zona de Alcântara, mais precisamente na Avenida Brasília, Doca de Alcântara (Norte) para visitar o Museu do Oriente. Este museu foi criado em 2008 pela Fundação que lhe dá nome e pretende ser uma ponte entre o ocidente e o oriente, desde há muito unidos. O museu possui em exposição permanente uma vastíssima coleção de arte, pretendendo também dar a conhecer algumas tradições do mundo oriental, bem como demonstrar vestígios da presença portuguesa na Ásia. Possui também diversas exposições temporárias de que se destacam uma belíssima exposição sobre a Ópera Chinesa patente até 31 de Dezembro de 2018, uma exposição sobre a discografia de Zeca Afonso que pode ser visitada até 24 de Setembro de 2017 e ainda duas exposições fotográficas que refletem as viagens pelo mundo asiático de João Martins Pereira e de Nuno Lobito, em exibição, respetivamente, até 10 de Setembro e até 22 de Outubro deste ano. O museu pode ser visitado de terça a domingo entre as 10h e as 18h, sendo que o bilhete normal tem o custo de seis euros, havendo descontos para jovens, estudantes e para os idosos. Há ainda a possibilidade de fazer a visita de forma gratuita todas as sextas-feiras das 18h às 22h. Para além do museu, a fundação tem uma vasta oferta cultural, quer através de espetáculos de música, dança, cinema, etc., bem como através, de cursos e conferências sobre os mais diversos temas ligados à cultura oriental que podem ser consultados na sua agenda. É ainda importante referir que a Fundação Oriente possui também serviço educativo, um centro de reuniões e um centro de documentação. Este é assim não só um importante ponto de paragem, como um centro cultural muito interessante para frequentar com regularidade.

A viagem de hoje termina bem no centro das docas de Belém, entre o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém, de frente para o Tejo e com vista privilegiada para o Mosteiro dos Jerónimos: no Museu de Arte Popular (MAP), situado na Avenida de Brasília. Este museu fundado em 1948 surge da renovação do pavilhão reservado à Secção da Vida Popular da Exposição do Mundo Português de 1940. Possui cinco salas de exposição permanente, que recriam várias regiões do país possuindo uma coleção dedicada à arte popular que inclui vários murais que representam cenas de romarias e festas populares, bem como às Exposições Internacionais e diversas iniciativas culturais protagonizadas pelo Estado Novo. O museu chegou a estar encerrado sendo que a sua exposição permanente foi transferida para o Museu Nacional de Etnologia onde pode ser visitada. Recentemente foi reaberto a 14 de Dezembro de 2016 com inauguração da exposição “Da fotografia ao azulejo” que está em exibição até 1 de Outubro de 2017. Esta exposição inaugura uma nova era para o MAP que passa a estar vinculado à missão e programa do Museu Nacional de Etnologia. Este museu está aberto ao público de quarta a domingo das 10h às 18h. A visita tem o custo de €2,5, sendo que, tal como em todos os que são tutelados pela Direção Geral do Património Cultural (DGPC), é possível fazer a visita gratuita todos os domingos de manhã até às 14h.

Lisboa
capital de Portugal
 Português
506 892 hab. (2014)
 Euro (EUR)
GMT0
Europeias, 2 pinos
+351
 112
Lisboa é das cidades com clima mais temperado em toda a Europa. O sol é praticamente constante sendo que a influência do Atlântico a impede de ser excessivamente quente. Nos meses de maio a setembro, os mais quentes, as temperaturas não vão além dos 35ºC. Nos meses de outubro a abril, os mais frios, os termómetros não costumam descer a baixo dos 8ºC. A ocorrência de chuva não é muito frequente.
 

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Notícias

Diogo Pereiratexto Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

foto Robert Nyman

A EGEAC anunciou a medida aplicada pela Camara Municipal de Lisboa que entrou em vigor no dia 14 de agosto de 2017.

Desde o dia 14 de agosto de 2017 que há mais dias nos quais se pode entrar gratuitamente em muitos monumentos e museus de Lisboa, mais precisamente nas estruturas geridas pela EGEAC, a empresa de gestão de espaços culturais da Camara Municipal de Lisboa.

No Castelo de São Jorge pode entrar sem pagar qualquer residente em território nacional durante todos os domingos e feriados entre as 9h e as 14h.

Também no Padrão dos Descobrimentos poderá entrar gratuitamente nos domingos e feriados entre as 10h e as 14h (residentes em Portugal).

Nos núcleos do Museu de Lisboa – Palácio Pimenta, Santo António, Teatro Romano, Torreão Poente do Terreiro do Paço e Núcleo Arqueológico da Casa dos Bicos -, Museu Bordalo Pinheiro, Museu do Aljube, Museu do Fado, Museu da Marioneta, Casa Fernando Pessoa e Atelier-Museu Júlio Pomar a entrada já era gratuita aos domingos de manhã, sendo agora estendida aos feriados entre as 10h e as 14h.

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Lugares

texto Filipa Almeida
geral@w360.pt

 Lisboa, Portugal

No que diz respeito ao turismo, Portugal e mais especificamente Lisboa estão na moda. Quem vai a Lisboa procura sempre os locais mais emblemáticos e por isso completamente lotados. São exemplos o Terreiro do Paço, o Rossio, o Chiado, o Parque das Nações, o Cais do Sodré e sobretudo Belém, onde os turistas se distribuem entre os pasteis, o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos, os jardins e tantos outros atrativos dessa zona da cidade. O que aqui venho propor é irmos à descoberta de alguns museus de Lisboa que nem todos conhecem, quer por abordarem temas menos conhecidos ou menos populares, quer por não se situarem no centro da cidade. Quem embarca nesta viagem?

Comecemos por falar de alguns núcleos museológicos que compõem o Museu de Lisboa e que se situam, à exceção do Palácio Pimenta, no centro da cidade. Apesar de não serem muito conhecidos pelos turistas estes núcleos museológicos são muito interessantes pela forma como contam a História da Cidade nas suas diferentes épocas e facetas. Vamos então iniciar a nossa viagem rumo ao núcleo museológico do Teatro Romano. Este núcleo fica a caminho do famoso miradouro das Portas do Sol, mais precisamente na Rua de São Mamede, nº3A e conserva as ruínas do Teatro Romano de Olisipo, dando a conhecer a sua história, bem como a evolução daquele edificado até aos dias de hoje. Este núcleo possui ainda um miradouro com uma vista privilegiada sobre o Tejo. O bilhete custa €3 e o museu pode ser visitado de terça a domingo das 10h às 18h.

De seguida, a Casa dos Bicos, situada na Rua dos Bacalhoeiros nº10, paredes meias com o Terreiro do Paço, alberga no rés-do-chão outro núcleo arqueológico do Museu de Lisboa. Aqui, para além de se reconstituir a história desta Casa muito ligada aos Descobrimentos, mostram-se alguns dos vestígios da presença romana na zona ribeirinha, ligada à conserva do pescado e ao processo de produção do garum. Nos pisos superiores está sediada deste 2008 a Fundação José Saramago, onde se encontra uma exposição sobre a sua vida e obra, uma biblioteca e uma livraria dedicadas a este autor, bem como a reconstituição do seu escritório pessoal e o Prémio-Nobel que o autor ganhou em 1998. A Casa dos Bicos pode ser visitada de segunda a sábado das 10h às 18h. A visita ao núcleo arqueológico do rés-do-chão é grátis e o bilhete para os pisos superiores dedicados à vida e obra de José Saramago tem o custo de €3 e, devido a uma parceria entre os dois locais, inclui a possibilidade de visitar a Casa Fernando Pessoa por €1 nos dez dias seguintes.

Casa dos Bicos / Fundação José Saramago | (cc) Tim Cowlishaw

Esta parceria serve de mote para apresentar a Casa de outro dos grandes nomes da literatura portuguesa. Situada em Campo de Ourique, na Rua Coelho nº16, uma zona da cidade que embora seja mais retirada do centro, é bastante serena e agradável. Esta Casa foi na realidade a casa de Fernando Pessoa durante 15 anos, sendo inclusivamente possível visitar o quarto com a decoração e mobília originais. A Casa Fernando Pessoa é um local muito agradável, povoado de poesia e luz natural, com um núcleo museológico bem estruturado e apelativo contendo uma sala interativa onde é possível conhecer mais sobre a vida e obra do autor, ver alguns dos seus objetos pessoais e divertimo-nos a jogar com os seus poemas. A Casa possui ainda uma biblioteca, uma interessante programação cultural, serviço educativo e cafetaria. A Casa Fernando Pessoa pode ser visitada de segunda a sábado das 10h às 18h, sendo o preço do bilhete igual ao da Fundação Saramago.

Casa Fernando Pessoa | (cc) Dirk-Olbertz

Terminamos esta viagem como a iniciamos, de volta ao centro de Lisboa, naquele que é para mim um dos melhores museus da cidade e cuja visita deveria ser obrigatória: estou a falar do Museu do Aljube – Resistência e Liberdade. Situado muito perto da Sé de Lisboa, na Rua de Augusto Rosa nº42, foi criado recentemente no local da famosa prisão do Estado Novo, que dá nome ao museu: a Prisão do Aljube. Não poderia assim existir um lugar melhor para criar um museu exclusivamente dedicado à história da ditadura desde 1926 a 1974. Este inclui um núcleo arqueológico que demonstra a presença romana naquele local, bem como vestígios de ter sido outrora uma prisão eclesiástica, a história e a explicação da atuação da PVDE e da PIDE, a reconstituição avassaladora dos curros, bem inúmeros testemunhos de antigos prisioneiros. O museu está muito bem estruturado, sendo as exposições temporárias e permanentes muito interessantes. Possui ainda um centro de documentação dedicado às temáticas já descritas, auditório, cafetaria e loja. O horário de visita é de terça a domingo das 10h às 18h e o custo de bilhete é de €3.

Lisboa
capital de Portugal
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Lisboa, Portugal



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As moedas e as notas que manuseamos diariamente são possivelmente os objetos cujos valores melhor conhecemos. Embora seja muito frequente desvalorizarmos o valor do dinheiro, a verdade é que este é um dos bens mais imprescindíveis da nossas vidas. Serve para comprar quase tudo (ou mesmo tudo) e é o melhor índice de classificação objetiva das sociedades. Mas o que está por detrás do vil metal que todos gostam de desdenhar, mas amam ter?

Talvez o melhor sítio para encontrar uma resposta a esta pergunta esteja edificado no Largo de S. Julião, em plena Baixa lisboeta: o Museu do Dinheiro.

Numa iniciativa que visa dar mais vida à já cosmopolita Baixa de Lisboa, o Banco de Portugal construiu um interativo e muito apelativo museu onde é possível revisitar a história do dinheiro.

Começando pelo princípio é possível tocar numa pesada barra de ouro (mesmo uma barra de ouro verdadeira) que pesa qualquer coisa como 12,7 quilos. Está obviamente altamente protegida, mas mesmo que tentasse, aposto que não conseguia leva-la para casa.

No Museu do Dinheiro vai poder ver e passar por uma porta de sete toneladas de aço que noutros tempos era a guardiã das barras de ouro do Banco de Portugal. Vai poder fazer trocas comerciais e participar em quizzes cujos resultados ficarão guardados no seu bilhete, com o qual pode continuar a visita quando chegar a casa, no site do museu.

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Quer saber se as notas e moedas que tem na carteira são verdadeiras? Também pode saber no museu do dinheiro. E mais: pode mesmo aprender como se falsificam notas e pode tentar distinguir exemplares verdadeiros de exemplares falsos.

Mas a interatividade não se fica por aqui, se quiser sentir-se um rei ou rainha pode cunhar moedas com a sua própria cara.

Museu do Dinheiro
Lisboa, Portugal (Largo de S. Julião)
grátis
 quarta a sábado: 10:00 às 18:00
aceda ao site

 A forma mais fácil de chegar ao Museu do Dinheiro é usando a rede de Metro da cidade de Lisboa. As estações do Terreiro do Paço e Baixa Chiado são as mais próximas. Pode ainda usar o comboio (Estações do Cais do Sodré e Rossio), autocarro e elétrico.

Guarde pelo menos duas horas para visitar o Museu do Dinheiro

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Lugares

Diogo Pereiratexto, fotos e vídeo Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

Lisboa, Portugal



 

Sabia que em 2006 Plutão perdeu o estatuto de planeta? Ou que 2005 foi o ano em que o Protocolo de Quioto entrou em vigor? Sabia que em 1989 foi derrubado o muro de Berlim? O buraco na camada do ozono foi descoberto em 1985, ainda se lembrava?

O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa
O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa, no Rossio

Estas e outras efemérides são o complemento à ideia principal d´O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa, onde se vendem latas de sardinha numeradas desde o ano de 1916.

Fazendo as contas, há 101 latas diferentes, mas o conteúdo é sempre o mesmo: 160 gramas de sardinha em azeite, uma especialidade portuguesa produzida pela Comur, a fábrica de conservas da Murtosa.

Para além do conteúdo, há outra coisa que é igual em todas as latas, o preço. São €5 para poder levar para casa uma lembrança de Portugal com o ano do seu nascimento, ou um ano que considere particularmente interessante.

O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa é um autêntico isco para turistas. Quem passa no Rossio não lhe fica indiferente pelas cores e pela decoração. O circo chegou à cidade para ficar, mas não tem palhaços nem malabaristas. Tem antes uma roda gigante, com sardinhas. E um carrossel, com sardinhas.

O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa
Lisboa, Portugal (Praça D. Pedro IV , 39)
 todos os dias – 10:00 às 22:00
aceda ao site

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