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Diogo Pereiratexto, fotos e vídeo Diogo Pereira
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claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

Vilar Formoso, Portugal



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No caminho até Vilar Formoso ligue o rádio e ouça as notícias. Se vier de comboio e tiver paciência para esperar que o sinal de rede móvel colabore, aceda às páginas dos jornais. Leia as notícias do dia e espere por chegar. Entre no Museu Vilar Formoso, Fronteira da Paz e pense que um dos principais desafios da Europa de 1940 é o grande desafio da Europa de 2017: a instabilidade política e os refugiados.

Se a sua origem fôr o Litoral de Portugal, seja bem-vindo ao interior, aquela zona do país que só serve para chegar a Espanha e ao resto da Europa. Mas nem sempre foi assim. Na fase final da II Guerra Mundial, o interior português era o primeiro caminho da liberdade e Vilar Formoso o hall de um território que como hoje a Europa, também não queria estrangeiros.

Foram mais de 30 mil os refugiados judeus que chegaram a Portugal e a maioria deles chegou de comboio, através da fronteira de Vilar Formoso, graças aos vistos emitidos por Aristides de Sousa Mendes, diplomata de Portugal em Bordéus, que contra o regime fascista de Salazar evitou milhares de mortes certas, encetadas pela Alemanha nazi de Hitler.

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A chegada a Vilar Formoso era a chegada à vida e é por isso que no local da esperança nasceu um museu que as vítimas da II Guerra Mundial mereciam. Um museu que as recordasse, as que sobreviveram e as que não conseguiram escapara à barbárie, e que recordasse o homem responsável por transformar Vilar Formoso na Fronteira da Paz.

O museu que ocupa dois armazéns da Infra-estruturas de Portugal, mesmo ao lado da linha do comboio, começa por nos colocar na época, esclarecendo todos os contornos da Europa instável da década de trinta e quarenta do século passado. Um túnel do tempo transporta-nos para uma realidade dura de um mundo muito polarizado. Parece-lhe familiar?

O caminho pelo núcleo expositivo é sinuoso como sinuosos foram os caminhos daqueles que aqui conseguiram chegar. Os pormenores macabros da violência exercida contra os judeus, só porque eram judeus, são contados em muitos casos na primeira pessoa e permitem-nos saber que estas são “pessoas como nós”. Eles são os protagonistas da exposição e ocupam o lugar central.

Vilar Formoso, Fronteira da Paz é um museu que usa as facilidades tecnológicas da atualidade para retratar uma realidade dura que não aconteceu há muito tempo. A escolha do lugar para o edificar não faz só sentido porque foi por aqui que entraram, mas também porque foi aqui que viram a primeira luz ao fundo do túnel e porque foi aqui que foram abraçados e acolhidos sem preconceitos.

Vilar Formoso, Fronteira da Paz
Vilar Formoso, Portugal (Largo da Estação)
grátis
 quarta a domingo: 10:00 às 18:00 | terça: 14:30 às 18:00

Tem duas formas de chegar ao museu Vilar Formoso, Fronteira da Paz. De carro, utilizando a A25 (Aveiro – Vilar Formoso) ou a EN16. De comboio, vai desembarcar na estação de caminhos de ferro de Vilar Formoso, precisamente no local onde se encontra o museu.

Guarde pelo menos duas horas para visitar o Museu.

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 Aveiro, Portugal



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O Museu de Aveiro é muito mais conhecido pelo nome da sua mais famosa inquilina: Santa Joana. Esta infanta, carismática e enigmática viveu por ali os seus últimos tempos em clausura. Porque aquele lugar, antes de ser museu, foi o Convento de Jesus.

Joana consegue ainda outra proeza curiosa. É padroeira da cidade de Aveiro, mesmo sem ser reconhecida pela Igreja Católica como santa. Beata é o seu único título, concedido pelo Papa Inocêncio XII em 1673, mas o povo continua a acarinha-la e a atribuir-lhe alguns milagres.

No acervo deste espaço concentram-se, essencialmente, as obras herdadas do convento que por ali existiu, sendo o túmulo de Joana a atração mais relevante. Embora seja hoje um museu, está frequentemente aberto para o culto religioso.

Santa Joana no Museu de Aveiro

Museu de Aveiro
 Aveiro, Portugal (Parque de Santa Joana)
crianças, idosos, estudantes e jovens: grátis | adultos: €4
 terça a domingo: 10:00 às 12:30 e 13:00 às 18:00 (encerra no dia de Natal, ano novo, Páscoa e 1 de maio)
aceda à página de Facebook

 A partir do centro de Aveiro pode deslocar-se a pé para o Museu de Aveiro

 Dispense cerca de 2h00 para visitar o museu
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 Munique, Alemanha



 

Se pensa que a Oktoberfest só acontece uma vez por ano, desengane-se. Ela está presente na vida da cidade de Munique durante 365 dias, sem interrupções. E como é que isso é possível? Através do Museu da Cerveja e da Oktoberfest que desde 2005 tentar manter a maior festa da cerveja do mundo muito presente durante todo ano.

Edificado num edifício com quase 700 anos este museu é algo pitoresco. Não está carregado de ecrãs nem tecnologias como seria expectável nesta que é uma cidade que deve muito do seu desenvolvimento à inovação da indústria automóvel. O Museu da Cerveja e da Oktoberfest mantém uma traça antiga que nos parece muito próxima da realidade que pretende dar a conhecer aos visitantes.

Quando entramos no piso térreo somos recebido sem grande pompa. Aliás, nenhuma pompa. Parece que acabamos de entrar em casa de um particular que vem ter connosco à porta e nos convida a entrar no seu lar. Passada esta primeira fase e dadas as primeiras indicações (poucas!) caminhamos em direção àquilo que nos parece ser uma tasca e começamos por provar uma das famosas cervejas alemãs. Aqui o melhor não fica para o fim por isso agora é sempre a descer…

Terminada que está a degustação, percorremos toda a história da cerveja e percebemos a importância que ela teve em algumas zonas rurais e mais desfavorecidas da Alemanha. Ficamos também a saber como é produzida e como deve ser servida.

No piso superior percorremos toda a história de uma festa que faz mexer a cidade de Munique anualmente com mais de seis milhões de visitantes. É um número impressionante para uma cidade que não é das maiores da Alemanha.

Museu da Cerveja e da Oktoberfest
 Munique, Baviera, Alemanha (Sterneckerstr, 2)
€4
 todos os dias: 13:00 às 18:00 (encerra nos feriados nacionais alemães)
aceda ao site

 Se estiver no centro de Munique não vai ser difícil encontrar o museu e vai conseguir chegar até ele sem necessidade de usar transportes públicos

 Dispense cerca de 1h30 para visitar o museu

Aproveite a passagem pelo museu para provar algumas das melhores cervejas alemãs
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Lisboa, Portugal



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As moedas e as notas que manuseamos diariamente são possivelmente os objetos cujos valores melhor conhecemos. Embora seja muito frequente desvalorizarmos o valor do dinheiro, a verdade é que este é um dos bens mais imprescindíveis da nossas vidas. Serve para comprar quase tudo (ou mesmo tudo) e é o melhor índice de classificação objetiva das sociedades. Mas o que está por detrás do vil metal que todos gostam de desdenhar, mas amam ter?

Talvez o melhor sítio para encontrar uma resposta a esta pergunta esteja edificado no Largo de S. Julião, em plena Baixa lisboeta: o Museu do Dinheiro.

Numa iniciativa que visa dar mais vida à já cosmopolita Baixa de Lisboa, o Banco de Portugal construiu um interativo e muito apelativo museu onde é possível revisitar a história do dinheiro.

Começando pelo princípio é possível tocar numa pesada barra de ouro (mesmo uma barra de ouro verdadeira) que pesa qualquer coisa como 12,7 quilos. Está obviamente altamente protegida, mas mesmo que tentasse, aposto que não conseguia leva-la para casa.

No Museu do Dinheiro vai poder ver e passar por uma porta de sete toneladas de aço que noutros tempos era a guardiã das barras de ouro do Banco de Portugal. Vai poder fazer trocas comerciais e participar em quizzes cujos resultados ficarão guardados no seu bilhete, com o qual pode continuar a visita quando chegar a casa, no site do museu.

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Quer saber se as notas e moedas que tem na carteira são verdadeiras? Também pode saber no museu do dinheiro. E mais: pode mesmo aprender como se falsificam notas e pode tentar distinguir exemplares verdadeiros de exemplares falsos.

Mas a interatividade não se fica por aqui, se quiser sentir-se um rei ou rainha pode cunhar moedas com a sua própria cara.

Museu do Dinheiro
Lisboa, Portugal (Largo de S. Julião)
grátis
 quarta a sábado: 10:00 às 18:00
aceda ao site

 A forma mais fácil de chegar ao Museu do Dinheiro é usando a rede de Metro da cidade de Lisboa. As estações do Terreiro do Paço e Baixa Chiado são as mais próximas. Pode ainda usar o comboio (Estações do Cais do Sodré e Rossio), autocarro e elétrico.

Guarde pelo menos duas horas para visitar o Museu do Dinheiro

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