Notícias

texto Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

foto Karim Bouchetata

Frio europeu causou a queda de neve no Sahara

publicidade

A cidade de Ain Sefra, na Argélia, acordou ontem debaixo de um nevão que chegou aos quarenta centímetros de altura, notícia o The Telegraph. Conhecida como “portão do deserto” Ain Sefra está localizada a quase mil metros do nível do mar e viu as suas montanhas normalmente alaranjadas pela areia do deserto do Sahara ficaram brancas com a neve.

O fenómeno é um dos sete mais raros do mundo de acordo com a Life Science e por isso a cidade não estava preparada para o receber, tendo grandes dificuldades na resolução de problemas de gelo nas estradas e nos automóveis.

De acordo com os meteorologistas este foi um acontecimento causado pela alta pressão na Europa que levou o ar frio a descer ao norte de África, afetando algumas partes do deserto do Sahara.

Vários moradores fotografaram e publicaram a neve sobre as areias geralmente quentes nas redes sociais.

publicidade

“Ficamos muito surpreendidos quando acordamos e vimos neve. Esta manteve-se durante o dia de domingo e começou a derreter por volta de 5h da tarde”, contou o fotógrafo amador, Karim Bouchetata.

Um vídeo da Euronews mostra como ficou o deserto:

publicidade

publicidade

publicidade

Encontrou algum erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção ao autor: diogopereira@w360.pt
Notícias

texto Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

foto MD Vídeos

Momento foi gravado no Aeroporto de Montréal em 2012

publicidade

Um vídeo gravado no Aeroporto de MontRéal, no Canadá, mostra uma impressionante aterragem debaixo de condições climatéricas muito adversas.

No vídeo é possível ver um dos maiores aviões de transporte de passageiros do mundo, o 747 (da Air France) a aterrar num dos mais movimentados aeroportos do Canadá com nevoeiro serrado e muita neve.

Veja o vídeo aqui:

publicidade

Num outro vídeo, mais recente, é possível ver um outro 747 de transporte de mercadorias da Air Bridge Cargo a criar uma “tempestade” de neve durante uma descolagem no aeroporto de Düsseldorf.

Veja o vídeo:

publicidade

No Youtube é ainda possível assistir a este outro vídeo onde é possível ver a descolagem de um 747 da KLM a partir da cabine depois de uma tempestade de neve.

Veja o vídeo:

publicidade

publicidade

publicidade

Encontrou algum erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção ao autor: diogopereira@w360.pt
Viagens

texto e fotos Tânia Pereirinha
geral@w360.pt

Buşteni, Roménia

A Roménia tornou-se uma paixão, um país que em comum com Portugal tem uma língua derivada do latim.

Uma aventura nas montanhas da Roménia

Passado o Natal em Bucareste, decidi por umas mini férias nas montanhas. A nossa viagem começou a partir de uma plataforma gelada na estação Norte de Bucareste. Nós chegámos cedo para comprar os bilhetes (39 lei – €8,64 por pessoa) com o destino Buşteni (o ş tem o mesmo som como o início de chuva). É uma pequena cidade a cerca de duas horas e meia da capital, indo quase em linha reta até ao norte, em direção às montanhas Cárpatos. Assim que chegámos à plataforma em Bucareste, começou a nevar. Um bom prelúdio para quem quer ir para as montanhas (pensava eu), mal sabia das aventuras que estavam para vir.

Fiquei surpreendida com o comboio, tinha bastante espaço entre bancos, quentinho e com tomadas, por pouco mais de €8. Senti que estava melhor servida do que estaria com o nosso Alfa Pendular. A primeira parte da viagem não foi muito impressionante, contemplamos as planícies de Ţara Românească (ou Valáquia, uma das grandes regiões da Roménia, anteriormente independente da Transilvânia, e Moldávia. (Facto interessante: Moldávia (o país) foi parte integrante da Roménia até à II Guerra Mundial, contudo na Roménia de hoje ainda há uma região que se chama Moldávia que não faz parte da Moldávia (país)). Engraçado foi ver como a paisagem mudou tão drasticamente quando nos aproximámos das cidades que estão em maior altitude. Vemos a cordilheira de picos que aparecem à distância, mostrando os seus remendos brancos. À medida que nos aproximávamos, a neve começou a cair mais rápido, ajudada por um forte vento gelado. Tínhamos como objectivo subir a montanha e pernoitar numa cabana. Chegámos por volta das 14h e o pôr-do-sol estava programado por volta das 17h, tínhamos apenas 2h para subir. Mesmo um pouco preocupados com o tempo apertado fomos na aventura.

Em Buşteni normalmente há um trator que leva as pessoas da estação até ao ponto que em se começa a subir. Ora o trator estava longe de ser encontrado, pois a parte de trás é aberta o que é óptimo para o verão, mas um perigo no inverno. Restou agasalharmo-nos o máximo possível e andar a pé ate à montanha. Enquanto caminhávamos, de repente, começou uma tempestade de neve. Olhava para o céu e via as nuvens cada vez mais escuras e uma névoa rolando sobre as montanhas que mal nos deixava ver o caminho. A caminhada foi esgotante. O chão estava cheio de gelo que nos fazia escorregar.

Uma aventura nas montanhas da Roménia

Levámos cerca de uma hora até ao sítio em que supostamente íamos começar a subir, com a neve a cair continuamente, o vento a ficar mais forte e o horizonte mais escuro. É uma caminhada relativamente simples sob circunstâncias normais, apenas uma estrada com curvas ligeiras, mas sob estas circunstâncias foi deveras complicado. Decidimos descansar e beber um chocolate quente no Gura Diham, um restaurante e hotel muito jeitosos no local onde o percurso para subir a montanha começa. Imediatamente concluímos que seria uma péssima ideia tentar chegar à cabana na montanha sob estas condições climatéricas e de noite sabendo que ainda há muitos ursos nessas montanhas não foi um pensamento agradável.

Uma aventura nas montanhas da Roménia

Mesmo um pouco desiludida por não poder fazer a minha escalada, o plano B foi voltar e apanhar um comboio até Sinai, uma viagem de dez minutos. Depois de tirar algumas fotos e apreciar a beleza da neve começámos a caminhar de volta, indo mais e mais rápido à medida que a escuridão caía sobre nós. Estava muito frio (-20ºC) e, de repente, ficou de noite, com uma floresta à direita e outra à esquerda. As tochas do telemóvel não foram grande ajuda, mas pelo menos deram algum conforto. Para mim foi uma experiência assustadora, no meio de uma tempestade de neve, sem conseguir ver nada e ainda longe da civilização, uma aventura a não repetir.

Assim que chegámos a Sinaia fomos directos para o nosso hotel, uma belíssima estalagem a cinco minutos doCastelo Peleş. Este espaço tinha sido utilizado pelos Reis para receber familiares e convidados. Um sitio encantador e sossegado.

Uma aventura nas montanhas da Roménia

Uma aventura nas montanhas da Roménia

Na manhã seguinte acordámos bastante cedo e fizémos o nosso caminho para o Castelo Peleş. Este costumava ser a residência de verão dos reis da Roménia e parece saído de um conto de fadas, com uma construção onde cada detalhe foi cuidadosamente escolhido para caber no estilo grandioso.

Há vários tipos de bilhete para a entrada no castelo, mas eu recomendo a visita completa por 50 lei  (€11), em vez da mais curta de 30 lei (€6,66). Há guias em inglês que vão explicando cada detalhe e estórias de quem por la passou. É um dos sítios que vale a pena ver, pelo espaço em si e por tudo à sua volta. Os interiores são espetaculares, uma parte enorme do interior é em madeira trabalhada.

Peleş foi dos primeiros castelos europeus a ter “facilidades modernas” – aquecimento central, eletricidade e um sistema central de aspiração. Cada quarto tem o seu próprio estilo, com diferentes influencias e culturas, desde detalhes italianos a mármore romeno, esculturas austríacas e alemãs. As louças emobilia japonesa e chinesa; do oriente com influência nos travesseiros, tapetes, etc. É difícil descrever toda a beleza do castelo e os seus jardins.

A cerca de cinco minutos a pé do castelo Peleş está o menor e menos opulento castelo de Pelişor. Este foi construído para o príncipe Ferdinand e sua consorte Maria, que queria algo mais simples. Há dois andares de pequenos quartos onde parte da família real viveu. Nota-se um contraste entre os dois edifícios, sendo o segundo mais sóbrio.

Terminámos a nossa visita a Sinaia com uma breve passagem por um Mosteiro antigo ortodoxo.

A Roménia é uma gema a ser descoberta, tem uma riqueza cultural e natural fantástica, nas montanhas ainda se vêm muitos turistas nacionais e poucos turistas estrangeiros. As pessoas são afáveis e carinhosas, mesmo que à primeira vista não pareçam. Fui sempre muito bem recebida.

Roménia
Bucareste (capital)
 Romeno
20 121 641 (2011)
 Leu Romeno (RON)
GMT+2
 Europeias, 2 pinos
+40
112
O inverno romeno é longo e rigoroso sendo as temperaturas muito baixas e os períodos de neve muito extensos. No verão as temperaturas são mais amenas, podendo ser muito elevadas em algumas regiões.
 Encontrou algum erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção à autora: geral@w360.pt