Notícias

Diogo Pereiratexto Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

foto Freestocks.org

A técnica já foi detetada em Londres e Nova Iorque

Alguns motoristas da Uber estão a desligar a aplicação para criar uma “falsa escassez” que faz aumentar os preços das viagens. A técnica foi detetada por investigadores da Universidade de Warwick e estará a ser usada por motoristas londrinos e nova iorquinos, pelo menos.

Este é um processo não muito complexo, mas que exige um nível de concertação entre muitos motoristas uma vez que desligam a aplicação todos ao mesmo tempo, criando uma falsa escassez de veículos. Uma vez que o algoritomo da Uber inclui uma parcela que relaciona a oferta com a procura, esta ação faz aumentar os preços. Os clientes são informados sobre o valor da corrida e só aceitam se quiserem, mas esta atitude vai contra as regras da empresa.

O estudo da Universidade de Warwick foi feito com base em várias entrevistas a motoristas da Uber de Londres e Nova Iorque e com base em pesquisas em fóruns online.

Os investigadores dizem que presenciaram alguns momentos em que motoristas da Uber pediam uns aos outros para se “manterem offline até que haja um surge (o momento em que a aplicação deteta uma falsa escassez de veículos)”.

Alguns condutores da Uber de Nova Iorque e de Londres mostram ao The Telegraph estar conscientes do conhecimento da empresa relativamente a estes casos.  A própria Uber disse ser conhecedora desta prática ao jornal inglês, garantindo porém que a técnica não é generalizada e que há mecanismos para detetar este tipo de ilegalidades.

Encontrou algum erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção ao autor: diogopereira@w360.pt
Notícias

Diogo Pereiratexto Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

foto Aero Icarus

A Delta Airlines está de volta ao mercado português com voos para Nova Iorque por €459

A companhia aérea norte-americana Delta Airlines inaugura esta sexta-feira, 1 de junho, uma rota diária entre Lisboa e Nova Iorque. Este regresso acontece 22 anos depois de a companhia ter realizado o último voo para Portugal.

A Delta vai operar o trajeto Nova Iorque – Lisboa – Nova Iorque todos os dias com voos a partirem de Lisboa às 11h55 e chegadas ao aeroporto JFK às 14h30. No sentido contrário o horário de partida é às 22h15 com chegada prevista a Lisboa às 10:25 do dia seguinte.

De acordo com o Expresso os voos serão operados por um Boeing 757-200 com capacidade para 163 passageiros. Com esta operação a Delta quer trazer mais de 80 mil norte-americanos a Portugal e está confiante quanto às taxas de ocupação dos aviões: entre 85% e 90%.

Os preços para esta viagem começam nos €459 em classe económica e nos €2.650 na classe executiva, com assentos totalmente reclináveis (cama).

Esta operação só está prevista até ao final de outubro, altura em que a companhia decidirá se é para continuar ou não.

 

Encontrou algum erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção ao autor: diogopereira@w360.pt
Viagens

texto e fotos Margarida Neves
geral@w360.pt

 Nova Iorque, Estados Unidos da América

Fui passar o new year’s eve aos EUA e acabei por visitar Nova Iorque.

O meu destino, dia 27 de dezembro de 2016, foi Newark, Liberty Airport, nos Estados Unidos da América. Cheguei à uma da tarde (hora local), menos cinco horas que em Portugal. Um dia de sol de inverno recebeu-me e logo me aqueceu o rosto. “Estou nos STATES”- gritei para mim própria, cheia de entusiasmo.

O que me levou aos EUA foi uma surpresa inesquecível preparada pelos familiares que lá vivem: Edison, Nova Jérsia. A intenção era passar o Natal com eles, do outro lado do Atlântico, mas só conseguimos que a papelada estivesse tratada, visto e passaporte, um dia antes de embarcar.

Sempre tive uma grande vontade de viajar e explorar novos recursos, conhecer lugares novos, aprender diferentes culturas, interagir com hábitos de vida diferentes. Sempre fui muito curiosa nessa perspetiva e uma simples caminhada pelos pontos turísticos da minha cidade já me deixa profundamente feliz.

O Novo Mundo, como fora chamado aquando da descoberta por Cristóvão Colombo no séc. XV, é hoje constituído por 50 estados e conta com 308745538 habitantes.

Com o objetivo de passar o New Year’s Eve (Passagem de Ano) em família, começou assim uma grande descoberta pela cultura, hábitos e maneiras em terras americanas.

Fiquei instalada na casa da minha família, em Edison.

Uma grande casa, tal como aquelas que vemos nos filmes americanos: relva até à estrada, sem quaisquer vedações à sua volta, o marco do correio à beira do passeio e como estávamos em época festiva (Natal e Passagem de Ano) haviam imensas iluminações e decorações que faziam concorrência com as dos vizinhos. Nova Jérsia (cidade a que pertence Edison) fica do outro lado do rio Hudson e consequentemente de Nova Iorque. Sempre que passávamos pelas longas estradas ao cair da noite (cinco da tarde) era possível contemplar o cintilar de luzes dos grandes edifícios de Nova Iorque.

Decorações de Natal em Edison

Uma das minhas primeiras paragens foi a Dunkin Donuts para beber um Hot Coffee e acompanhar com um daqueles donuts que fazem lembrar os Simpsons: pink and colorfull. Como qualquer americano faz!

Dunkin Donuts

Foi então que no terceiro dia nos EUA (29 dezembro) conheci a famosa e eloquente cidade que nunca dorme, Nova Iorque. Fomos de comboio até lá, a viagem demorou cerca de 40 minutos. Desembarcamos na estação junto ao Madison Square Garden. Assim que desci para a rua, o frio de Nova Iorque invadiu-me, mas foi calor que senti quando parei para observar todo aquele movimento, as pessoas, os carros (e o famoso Yellow Taxi), o barulho e as luzes que só a Big Apple nos proporciona! “Realizei um dos meus sonhos” – ecoava em mim. Eufórica, não conseguia deixar de pensar a quão sortuda era por estar numa das cidades mais emblemáticas do Mundo: The city of dreams. É como se, a cada passo que dava, me sentia na música de Frank Sinatra.

Como estava imenso frio e a chuva já espreitava, fomos comprar bilhetes para andarmos num autocarro turístico que nos levou até aos pontos mais emblemáticos de Nova Iorque. Começámos a viagem pela famosíssima 5th Avenue (5ª Avenida) e deparámo-nos com o Empire State Building; ao admirá-lo, tentei ver o seu ponto mais alto, mas não consegui. Foi possível admirar toda a eloquência da 5ª Avenida, as lojas que a circundam são um mundo. Na verdade, a 5ª Avenida é uma envolvente de Manhattan e o símbolo máximo da riqueza de Nova Iorque. Uns metros mais à frente apaixonei-me pela arquitetura simbólica do Flatiron Building, famoso por ter a forma triangular, encontra-se dividido pelas ruas: 5th Avenue e pela 23rd street de Manhattan. E foi aí que mudámos de direção, na 23rd street e nos dirigimos para o World Trade Center (WTC) e passámos no memorial das Twin Tower (Torres Gémeas). Cortámos para a rua da Brodway e foi possível ver uma multidão de gente a rodear o famoso Charging Bull ou Touro de Wall Street, conhecido por representar o mercado financeiro de Nova Iorque. Símbolo de força e poder do povo americano, foi mandado construir após o crash da Bolsa de Nova Iorque, a “segunda-feira negra” em 1987. Chegamos mesmo a cruzar-nos com o edifício da bolsa que tem o nome de New York Stock Exchange, localizada na imponente rua de Wall Street. A rota terminou pouco depois de atravessarmos Little Italy, e com a passagem pelo emblemático Edifício das Nações Unidas e em paralelo as Trump Towers. Parámos no Rockefeller.

Sede das Nações Unidas
Trump Tower

O Rockefeller é uma praça com cerca de 19 prédios circundantes, nos quais se podem encontrar lojas, restaurantes, teatros e ainda algumas sedes de canais televisivos americanos. É aqui que se encontra a maior árvore de Natal de Nova Iorque com a respetiva pista de gelo para patinar. Ao anoitecer, delirei com as luzes de Times Square 14e os meus olhos brilhavam de entusiasmo ao olhar para a bola mais famosa do mundo. Conhecido o evento como Ball Drop, acontece na noite de passagem de ano e a sua queda tem a duração de 60 segundos. Como é possível ver nas fotografias, todo o quarteirão de Times Square já se encontrava intransitável e os canais televisivos norte americanos já estavam preparados para a transmissão deste grande evento.

O dia terminou com uma ida ao Macy’s, a maior loja do mundo! Sim, é uma loja e não um centro comercial! Conhecida pela luxúria e exuberância, esta loja é um dos grandes pontos de interesse turístico para quem visita Nova Iorque. Ocupa um quarteirão inteiro e os brilhos magníficos contrastam com os seus preços extravagantes.

A minha estada na América ainda estava longe de terminar e, após uns dias na cidade da minha família, fui apanhar o barco a Nova Jérsia em direção à Ellis Island e à Liberty Island.

A primeira paragem (Ellis Island) foi uma visita ao museu. Esta ilha era importante ao longo dos sécs. XIX e XX uma vez que era a porta principal de entrada de imigrantes nos EUA. Na Liberty Island encontrei o maior ícone dos EUA, a Estátua da Liberdade. Com uma elevada segurança à entrada, fui obrigada a deixar a lata de sumo que levava para o meu lanche. Oferecida pelos franceses ao povo americano, a estátua representa uma deusa romana com uma tocha na mão direita e na esquerda a declaração da independência dos Estados Unidos da América. Foto estátua da liberdade.

Curiosidade: A Estátua da Liberdade é feita de cobre. Mas então, porque é que ela tem aquela cor esverdeada? Isto acontece devido a um processo de oxidação quando o cobre é exposto ao oxigênio e à humidade. Este processo levou 30 anos até a Estátua ficar totalmente com a cor que vemos hoje.

De regresso a Edison e com o ano novo a rebentar, fomos celebrar a sua chegada ao clube português (onde se reúnem imigrantes portugueses para celebrar diversas festividades juntos). A meia-noite foi passada ao estilo americano: coroas de “happy new year’s eve” para as meninas Foto nye e cartola para os rapazes, juntamente com os fios de pérolas cheios de cor, cornetas e confettis. Os passos de dança estavam em sincronização com a música alta e toda a gente se cumprimentava e bebia champanhe.

Tive oportunidade de assistir a um jogo de basquete no High School que o meu primo mais novo frequenta. E foi uma sensação incrível! Os alunos estavam eufóricos, as cheerleaders ansiosas pelas suas atuações e o corpo diretivo do Liceu a delirar com o jogo. (foto que diz jogo + yellow bus)

Voltei a Nova Iorque já em 2017 e percorri a pé o máximo que consegui. New York Public Library foi o primeiro objetivo do dia. Como estudante de Biblioteconomia e amante de livros e Bibliotecas, era o local que mais me ambicionava. A sensação? Wordless! Librarian Goals.

Subi ao incrível Empire State Building. E como uma imagem vale mais do que mil palavras, a vista era de cortar a respiração.

Percorri a 5th Avenue até chegar ao romântico Flatiron e depois fomos ver as famosas lojas de Soho, em Manhattan.

Os meus últimos minutos em Nova Iorque passaram outra vez por Times Square e claro, comprar algumas recordações nas lojas locais. Fiz uma promessa de voltar lá para que pudesse ver o que não vi, e viver como só em Nova Iorque se vive. Faltaram-me os museus, faltaram-me alguns parques. Mas Nova Iorque, eu vou voltar. Fortune Cookie.

Considero que a viagem aos EUA foi uma das viagens que mais me marcou, principalmente porque foi a minha primeira viagem intercontinental. A cultura americana sempre me suscitou muito interesse e com a minha experiência de 18 dias percebi que os americanos são realmente os campeões dos snacks e do fast food. Aprendi que os produtos que se adquirem nos hipermercados são em grandes quantidades e que um Hot Coffee é indispensável a qualquer altura do dia.

Nova Iorque
Estados Unidos da América
 Inglês
8 405 837 hab. (2014)
 Dólar (USD)
GMT-5
 Americana, 3 pinos
+1
 911
Nova Iorque é uma cidade fria no Inverno e quente no verão. Nos meses mais frios as temperaturas descem muitas vezes a baixo de zero e a ocorrência de neve é frequente. No verão as temperaturas não vão além dos 30ºC. A época ideal para visitar a cidade é nos meses de março a maio, quando as temperaturas são mais amenas.

Encontrou algum erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção à autora: geral@w360.pt