Viagens

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

Diogo Pereiratexto e fotos Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

Caldas da Rainha, Portugal

Cegámos às Caldas, onde também D. Leonor chegou há mais de 500 anos e também nos surpreendemos como ela. Não pelos mesmos motivos. Leonor ficou de queixo caído quando viu pessoas a banharem-se em águas de cheiro intenso. O banho não era tradição, muito menos o banho em águas tão mal cheirosas.

Hoje já não há banhos, as Caldas da Rainha perderam as Caldas. Como assim? Perguntámos com o mesmo espanto que presumimos a D. Leonor. Ao que parece o imponente Hospital Termal já só recebe uns serviços de fisioterapia e umas consultas que em nada dependem das águas temperadas. Haverá novidades para breve, diz-nos o segurança do edifício que ali permanece, mas quão breves estarão essas novidades já não nos consegue adiantar.

Esta é a grande desilusão das Caldas da Rainha e começamos por aqui porque defendemos que as más notícias devem ser dadas em primeiro lugar. A partir de agora só vamos tecer elogios a esta pequena mas vibrante cidade que respira criatividade.

Criatividade, belo ponto de partida para introduzir o nosso anfitrião, Raphael Bordallo Pinheiro. Lisboeta, mas grande responsável pela efervescência artística da cidade.

São várias as suas criações que vamos descobrindo, quase como um jogo, à medida que nos passeamos pelas ruas históricas da cidade. Ora ali está uma folha couve de cerâmica, do outro lado um bando de andorinhas, no topo de um elevador uma raposa a uivar e, claro, o Zé Povinho com ou sem manguito, mas sempre com um sorriso acolhedor.

Bordallo Pinheiro transformou as Caldas, com a ajuda da sua Fábrica de Faianças num icon de Portugal. Cobiçados azulejos, pratos, chávenas, centros de mesa, travessas, jarrões ou bustos são só alguns dos objetos ali produzidos que, ainda hoje, podem ser comprados.

As inspirações são as tradições de Portugal e por isso mesmo ter um prato em forma de peixe, um bacalhau de cerâmica ou uma travessa em forma de folha de couve não é apenas ter um símbolo das Caldas, é ter um símbolo de Portugal. Por isso aproveitar a passagem pelas caldas para renovar as louças de casa não é uma má ideia, ainda por cima estas peças podem ser adquiridas na própria fábrica onde são produzidas a preços muito acessíveis.

Hoje as Caldas da Rainha são um importante centro de estudos de artes uma vez que aqui funciona a Escola Superior de Artes e Design (ESAD), um pólo do Instituto Politécnico de Leiria. Embora só tenha sido fundada em 1990, já Bordallo Pinheiro tinha desaparecido há mais de cem anos, podemos dizer que a sua inspiração terá sido influenciada pelo criador do Zé Povinho. Também ele, quando começou a produzir as suas obras, deu grande importância ao ensino da arte de trabalhar a cerâmica. A ESAD é a sucessora da Escola de Cerâmica da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, onde Bordallo era o mais distinto professor.

publicidade

Falemos agora do pulmão das Caldas da Rainha, o Parque D. Carlos I. Construído como parque do Hospital Termal, felizmente não perdeu o caracter como aconteceu com as termas. Hoje é ponto de encontro da cidade como no Portugal oitocentista era o ponto de encontro das classes mais altas que, a partir de determinada altura, começaram a ver potencialidades mais que medicinais nas termas. Não deixaram que fossem só os doentes a servirem-se delas e à saúde juntaram o lazer e o divertimento.

As crianças podem aqui desfrutar de parques com escorregas e baloiços enquanto os mais velhos podem ver quem passa sentados nos bancos de costas para o grande lago onde os cisnes e os patos se apoderam do espaço que, no inverno, não está a ser monopolizado pelos barcos de recreio.

O Museu José Malhoa também ocupa uma morada do Parque. José Malhoa porque o pintor era natural das Caldas da Rainha e porque merecia um museu. Mas este museu não é só dele. É de um ilustríssimo grupo de artistas que deram arte a Portugal.

Se estiver a fazer o caminho da Batalha até Óbidos, como fez D. Leonor, faça também como ela. Para nas Caldas da Rainha por um minuto e vai ver que vai ficar um dia inteiro, ou dois, ou três.

Caldas da Rainha
Portugal
Português
51 729 hab. (2011)
Euro (EUR)
GMT0
 Europeia, 2 pinos
+351
112
Caldas das Rainha tem um clima temperado. Os meses mais quentes são de maio a outubro nos quais a temperatura não se eleva além dos 30ºC. Nos meses de inverno as temperaturas não baixam além dos 5ºC. A chuva é rara, sendo mais provável encontra-la nos meses de inverno.

publicidade

Encontrou algum erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção aos autores: claudiapaiva@w360.pt ou diogopereira@w360.pt
Lugares

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

 Madrid, Espanha

Se é amante de natureza e está ou vai para Madrid, selecionamos cinco parques que não pode perder. Quatro deles são gratuitos e são o espaço ideal para passear com a família, amigos ou com quem mais ama. Com as nossas sugestões consegue juntar o descanso de uma tarde a ler um livro, tirar uma foto panorâmica da cidade de Madrid, conhecer espécies de botânica únicas ou fazer desporto. Descubra estes cinco parques e veja o que anda a perder.

Parque Juan Caros I Madrid
No Parque Juan Carlos I é possível alugar bicicletas gratuitamente
Madrid
Espanha (capital)
 Espanhol
 3 232 463 hab. (2007)
 Euro (EUR)
 GMT+1
Europeia, 2 pinos
 +34
 112
Madrid é uma cidade muito quente no verão, podendo as temperaturas ultrapassar os 35ºc. No inverno registam-se temperaturas negativas com frequência e, esporadicamente, há queda de neve.

Parque del buen Retiro

M Retiro
Plaza de la Independencia, 7
gratuito
 abril a setembro: todos os dias – 6:00 às 0:00 | outubro a março: todoso os dias – 6:00 às 22:00

aceda ao site

Este é o mais famoso de todos os jardins de Madrid. É o pulmão da cidade. Tem 125 hectares e mais de 15.000 árvores, obra que se deve ao cenógrafo italiano Cosme Lotti, em 1630.

Inicialmente tinha a função de ser um espaço de lazer da corte do Rei Filipe IV e só após a revolução de 1868 é que as portas foram abertas ao público, quando o parque passou a ser propriedade municipal. Nessa altura já tinha sido restruturado, depois de sofrer com a utilização como quartel das tropas de Napoleão.

Uma vez dentro do parque, não pode perder o Palácio de Cristal, construído em 1887,  que teve como objectivo inicial ser uma estufa de abrigo a uma exposição de plantas argentinas. Hoje é usado para apresentar exposições temporárias do Museu Rainha Sofia. Também a não perder é o monumento Alfonso XII, inaugurado em 1922 e que foi construído com a colaboração de 42 artistas, aqui pode alugar um barco e navegar pelo lago artificial com a sua cara-metade ou em família.

Parque del Buen Retiro Madrid
O Retiro é o pulmão de Madrid

 

Parque D. Carlos I

Campo de las Naciones
Glorieta Juan de Borbón, 5
gratuito
 junho a setembro: todos os dias – 7:00 às 1:00 | outubro a maio: domingo a quinta – 7:00 às 23:00 sexta e sábado – 7:00 às 0:00

aceda ao site

Se é amante de caminhadas, corridas e desporto em geral este é o parque indicado para si. Fica mais longe do centro da cidade, mas rapidamente lá chega através da linha oito do metro. Situado no Campo de las Naciones, conta com uma superfície de 160 hectares, um grande auditório, um conjunto de esculturas contemporâneas ao ar livre e um centro de actividades. Foi aberto em 1992 com a atribuição de Capital Europeia da Cultura à capital espanhola.

Aqui pode alugar uma bicicleta, fazer patinagem ou andar num comboio que o levará a conhecer todo o parque. Para isso é necessário dirigir-se ao balcão de informações e registar-se com os seus dados. Boa notícia? A entrada no parque e todas as atividades são gratuitas!

Parque Juan I Madrid
Escultura contemporânea no Parque Juan Carlos I

 

Casa de Campo

M Casa de Campo
Paseo Puerta del Angel, 1
gratuito
 todos os dias: 10:00 às 21:00

aceda ao site

A Casa de Campo é o maior parque público de Madrid, com 17,22 quilómetros. Fica no distrito de Moncloa, mesmo junto a outra zona verde que se chama Monte del Pardo.

Este é o sítio ideal para passear com a família ou fazer um piquenique na companhia dos coelhos bravos que ali habitam.

No parque é ainda possível andar no teleférico que liga a Casa do Campo ao Parque do Oeste, ao Parque de Atrações de Madrid e ao Jardim Zoológico. Se quiser usufruir de todas as atrações, vai ter que usar mais do que um dia neste parque gigantesco.

 

 

Real Jardim Botânico

Atocha
Plaza de Murillo, 2
adultos: €4 | estudantes e famílias numerosas: €2 | idosos: €0,5
 todos os dias: novembro a fevereiro – 10:00 às 18:00 | março e outubro – 10:00 às | abril e setembro: 10:00 às 20:00 | maio a agosto: 10:00 às 21:00

aceda ao site

O Real Jardim Botânico está desde 1774 mesmo ao lado do Museu do Prado. É uma referência na botânica em Espanha e abriga espécies nativas da América e pacífico, além das europeias.

O grande destaque deste jardim é a coleção de bonsais doada pelo antigo primeiro-ministro espanhol Felipe González. É uma das mais importantes coleções ibéricas autóctonas com 61 exemplares provenientes de várias partes do mundo, incluindo o Japão, onde estão os maiores especialistas do mundo nestas árvores.

Real Jardim Botânico Madrid
O Real Jardim Botânico tem uma das mais importantes coleções de Bonsais da Península Ibérica

 

Parque das Sete Colinas

Portazgo ou Buenos Aires
Calle Benjamín Palencia, 2
Gratuito
 aberto 24 horas por dia

Localizado em Las Vallecas, sul de Madrid, este parque é conhecido como Del Cerro Del Tío Pío, Parque das Sete Colinas ou ainda Parque de las Siete Tetas. O nome tem origem nas sete colinas em que o parque é formado.

É um espaço ideal para passar uma tarde com amigos ou fazer um piquenique. Aqui pode ter um panorâmica incrível da cidade a qualquer hora, uma vez que as colinas estão acessíveis 24 horas por dia. É ideal para ver o nascer ou o pôr do sol.

Parque das Sete Colinas Madrid
As panorâmicas mais incríveis de Madrid conseguem-se a partir do Parque das Sete Colinas

 

Encontrou algum erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção à autora: claudiapaiva@w360.pt