Dicas

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

Estás cansado de não conseguir juntar dinheiro para viajar e de não saber o que fazer para conseguir o dinheiro que precisas para aquela viagem que tanto queres fazer? Este é o artigo que precisas de ler! São dez dicas especiais para ti.

Vende o que já não usas Desde roupa, calçado, brinquedos, livros, máquinas, carteiras, etc. Para venderes tens várias plataformas disponíveis online como o Ebay, Olx, CustoJusto, Segunda-mão-net. Se colocares uma boa foto e um preço justo vais conseguir vender com mais facilidade.

O artesanato é a tua praia? Vende online Se tens jeito para fazer artesanato, pintar, tricotar, costurar a plataforma Etsy é ideal para divulgar o resultado do teu ofício. A plataforma tem um custo associado de comissões de venda e taxas de pagamento. Contudo tens a garantia de segurança nas transações efetuadas e um maior alcance, uma vez que se trata de um site internacional.

Faz uma poupança Estipula uma meta que queiras atingir e coloca todos os meses dinheiro de parte. Para te ajudar coloca um mealheiro num sítio próximo de ti e deposita todos os meses o mesmo valor. Coloca um lembrete no telemóvel para não te esqueceres de fazer a poupança todos os meses.

Vende cosméticos Se és daquelas pessoas que gasta imenso dinheiro com produtos de beleza, faz dinheiro a vender cosméticos. Existem várias marcas que vendem produtos por catálogo (Yves Rocher, Avon, Oriflame, etc…). Se te associares ganhas uma comissão pelas tuas vendas. Desta forma, além de ganhares algum dinheiro ainda poupas nos teus próprios produtos.

Aprimora a arte de fotografar Se gostas de fotografia e tens jeito, inscreve-te em concursos de fotografias. Existem vários ao longo do ano, só tens de ficar atento. É uma forma de conhecerem o teu trabalho e podes receber algum dinheiro com isso.

Passeia animais Gostas de animais? Já pensaste em passear animais e receber um dinheiro extra com isso? Podes levar o cão do teu vizinho, ir ao veterinário ou simplesmente tratar dele. Coloca um anúncio e aproveita as férias que se aproximam.

Faz trabalhos pontuais Inscreve-te no Portal da Juventude e aproveita as bolsas de voluntariado disponíveis. Se tiveres entre 18 e 30 anos esta oportunidade é ideal para ti, o IPDJ garante aos jovens participantes nos projetos uma bolsa diária no montante de 10€, um seguro de acidentes pessoal, equipamento e um certificado de participação. 

Sê nadador-salvador Se gostas de praia e não queres perder as férias grandes, tira um curso de nadador-salvador e passa o verão a trabalhar na praia.

Faz um estágio de verão remunerado Se estás na faculdade e queres ganhar alguma experiência profissional, faz um estágio de verão remunerado na tua área.

Sê Cliente Mistério Aproveita os tempos livres para ser Cliente Mistério. Só precisas de ter uma imagem cuidada, ser responsável, comunicativo, com disponibilidade de horário, ser discreto e ter uma boa capacidade de observação. Terás ainda de fazer uma formação e se ficares apto poderás começar avaliar vários serviços como lojas, empresas ou restaurantes.

 

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O Mundo em Instantes

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

Diogo Pereiratexto e fotos Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

Paris, França

Paris é uma das cidades mais visitadas do mundo. Milhares escolhem-na para destino de férias pela sua versatilidade. A capital francesa agrada a quem gosta de arte, história, lazer ou cultura.

Nesta fotogaleria escolhemos alguns dos locais que não pode deixar de visitar quando for a Paris. Há mais, claro que há, mas estes são mesmo imperdíveis.

Desde o Louvre, um dos museus mais visitados do mundo, à Catedral de Notre Dame que marca presença no nosso imaginário infantil passando pelo Moulin Rouge, Paris torna-se num óbvio local de sonho.

1 Renda-se ao amor na Ponte Alexandre III

Regresse à infância e recorde o corcunda na Catedral Notre Dame.

3 Visite o Museu de Artes Decorativas

4 Imagine-se nos desfiles das mais conceituadas marcas de moda no Grande Palácio das Belas Artes.

5 Descubra a arquitetura parisiense no Museu de Arquitetura e Património.

6 As fardas, a artilharia, as estratégias e a história dos generais de uma das maiores potências militares do mundo, no Museu da Armada.

7 O Moulin Rouge é mais um dos imperdíveis de Paris. Sinónimo da boémia da cidade é inconfundível com o seu moinho vermelho.

8 Sartre é apenas um dos muitos ilustres que a Universidade Sorbonne deu ao mundo, sendo uma das mais prestigiadas a nível global.

9 Aproveite para visitar algumas das muitas igrejas e catedrais espalhadas pela cidade. Na imagem a Igreja Saint Étienne du Mont

10 O Centro Georges Pompidou, um icon da melhor arquitetura, nasceu para honrar as mais diferentes artes. Desde a música ao cinema, passando pelo teatro e as artes plásticas, todas têm o seu lugar aqui.

11 “O Pensador” é uma das mais emblemáticas obras de August Rodin e pode ser vista no museu homónimo da capital francesa.

12 Perca-se pela história do melhor design do mundo no Museu de Artes Decorativas.

13 Cézanne, Gaudí, Van Gogh, Manet, Monet, Matisse e Rodin são só alguns dos ilustres com os quais se vai encontrar no Museu de Orsay, mas há mais.

14 Suba ao Arco do Triunfo e desfrute de uma das melhores panorâmicas de Paris.

15 Quando visitar Paris vai, provavelmente, passar muito tempo no metro. Ouça um dos muitos músicos que por lá vagueiam e circule na linha um, completamente modernizada, onde os comboios andam sem condutor.

16 O Louvre, um dos museus mais visitados do mundo é, sem dúvida, um dos imperdíveis de Paris.

17 Se conseguir furar o hostil cerco que os turistas fazem à obra de Leonardo Da Vinci, tire uma foto à famosíssima Mona Lisa.

18 A Torre Eifel, claro.

 

Do que é que está à espera para visitar a cidade luz?

Paris
 França (capital)
Francês
 2.244.000 hab. (2010)
Euro (EUR)
 GMT +1
 Europeias, 2 pinos
+33
 112
Paris é muito frio no inverno, podendo as temperaturas chegar aos -10ºC. A neve é frequente neste período. No verão as temperaturas são mais amenas, sendo a melhor época para visitar a cidade. 
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O Mundo em Instantes

fotos Catherine Carvalho
geral@w360.pt
  

Viajar é percorrer lugares nas diversas multiplicações que nos proporciona. São elas os monumentos, os jardins, a arquitectura e a gastronomia. Catherine Carvalho, uma amante por espaços verdes, trouxe-nos alguns dos jardins da Europa pelos quais caminhou.

Portugal, Bélgica, Reino Unido, Alemanha e Holanda foram os países eleitos pelo olho desta jovem fotógrafa, que percorre a Europa para estar com as pessoas que ama, mas sobretudo para imortalizar as cidades nas adversidades das quatro estações.

1 Kralingse Bos, Roterdão

2 Palácio de Sanssouci em Potsdam, Berlim

3 Hyde Park, Londres

4 Brugge, Bélgica

5 Parque l`Abbaye de la Cambre, Bruxelas

6 Escola superior de artes visuais no Jardim Abbaye, Bruxelas

7 St Jean Pla de Corts, Sul de França

8 Quinta da Regaleira, Sintra

9 Bosque de Braine le Comte, Bélgica

 

 

 

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Lugares

Diogo Pereiratexto, fotos e vídeo Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

Lisboa, Portugal



 

Sabia que em 2006 Plutão perdeu o estatuto de planeta? Ou que 2005 foi o ano em que o Protocolo de Quioto entrou em vigor? Sabia que em 1989 foi derrubado o muro de Berlim? O buraco na camada do ozono foi descoberto em 1985, ainda se lembrava?

O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa
O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa, no Rossio

Estas e outras efemérides são o complemento à ideia principal d´O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa, onde se vendem latas de sardinha numeradas desde o ano de 1916.

Fazendo as contas, há 101 latas diferentes, mas o conteúdo é sempre o mesmo: 160 gramas de sardinha em azeite, uma especialidade portuguesa produzida pela Comur, a fábrica de conservas da Murtosa.

Para além do conteúdo, há outra coisa que é igual em todas as latas, o preço. São €5 para poder levar para casa uma lembrança de Portugal com o ano do seu nascimento, ou um ano que considere particularmente interessante.

O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa é um autêntico isco para turistas. Quem passa no Rossio não lhe fica indiferente pelas cores e pela decoração. O circo chegou à cidade para ficar, mas não tem palhaços nem malabaristas. Tem antes uma roda gigante, com sardinhas. E um carrossel, com sardinhas.

O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa
Lisboa, Portugal (Praça D. Pedro IV , 39)
 todos os dias – 10:00 às 22:00
aceda ao site

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Roteiros

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

vídeos Diogo Pereira

Porto, Portugal

O roteiro que lhe trago é para a cidade do Porto, a segunda maior de Portugal e aquela a que chamamos de invicta. Do Porto temos a arquitectura de ferro, o Vinho do Porto, as peixeiras do Mercado do Bolhão e as francesinhas.

Para fazer este roteiro recomendo que ande a pé no primeiro dia, por isso leve calçado confortável para caminhar uns bons quilómetros. No segundo dia use o metro ou autocarro. Será a forma mais rápida e cómoda de se deslocar para os sítios que preparei para si.

Porto
 Portugal
 Português
 230.298 hab. (2012)
Euro
 GMT 0
 Europeias, 2 pinos
+351
 112
Durante os meses de verão o clima é quente e seco, sendo a melhor época para visitar a cidade. No inverno embora não haja muito frio, a probabilidade de chuva é bastante elevada. 

Dia 1

Estação de São Bento
 09:15 – 09:45

M São Bento
Praça de Almeida Garrett
Gratuito
 todos os dias: 5:00 às 1:00

aceda ao site

Das quatro maneiras de chegar à cidade do Porto (comboio, carro, avião ou autocarro) sem dúvida a mais bonita é pela estação ferroviária de São Bento. Local onde existiu o convento de São Bento de Avé-Maria.

No no início do século XX foi transformado pelo arquitecto Marques da Silva na estação que hoje conhecemos. Composta por elementos de vidro e ferro fundido, é no painel de azulejos, no átrio, que está a zona mais carismática: vinte mil azulejos cheios de história, pintados por Jorge Colaço e que ilustram a evolução dos transportes e cenas da vida quotidiana portuguesa.

Se optar por chegar ao Porto de comboio, saiba que o bilhete do comboio de longo curso é válido para fazer uma viagem desde a estação de Campanhã (onde vai desembarcar) até à estação de São Bento, no centro da cidade

 

Avenida dos Aliados
 09:55 – 10:20

Aliados
Av. dos Aliados

 

Percorra a rua Passos Manuel em direção à Avenida dos Aliados, o ponto mais central da cidade. Aqui vai encontrar a Câmara Municipal do Porto, bancos, cafeterias e vários hotéis.

Avenida dos Aliados, Porto
Estátua de D. Pedro IV na Avenida dos Aliados

 

 

Torre dos Clérigos
 10:30 – 11:00

M São Bento
Rua de São Filipe de Nery
crianças: gratuito | adultos: €4
 todos os dias: 09h00 às 19h00

Pode subir à Torre dos Clérigos durante a noite (entre as 19h00 e as 23h00) e desfrutar de uma vista única da cidade do Porto

 Há visitas guiadas, consulte o site para saber mais

aceda ao site

Suba à Torre dos Clérigos e tenha uma das melhores vistas áreas da cidade. São 75 metros e 225 degraus numa escada em espiral.

A igreja e a torre são do século XVIII e têm influências da arquitectura barroca. A autoria é do arquitecto Nicolau Nasoni.

Porto
Vista a partir da Sé Catedral

Pode aproveitar para passear no Jardim da Cordoaria e se gostar de fotografia aproveite para visitar o Centro Português de Fotografia que fica mesmo em frente aos Clérigos. É um espaço de referência para o tratamento antigo de fotografia e tem exposições gratuitas. Fica localizado na antiga Cadeia da Relação do Porto.

O conjunto arquitetónico dos Clérigos, considerado Monumento Nacional desde 1910 é, pela sua Igreja e pela sua Torre, um dos principais pontos de interesse e local de visita obrigatória para todos os que visitam a cidade do Porto.

 

Aproveite para acertar o seu relógio: está perante um dos mais pontuais do mundo

Loja A Vida Portuguesa
Escadaria da loja A Vida Portuguesa, com destaque para as Andorinhas de Bordalo Pinheiro

 

A vida Portuguesa
 11:05 – 11:30

São Bento
Rua Galeria de Paris, 20
 segunda a sábado: 10h00 às 20h00 | domingo e feriado: 11h00 às 19h00

aceda ao site

 

Sou suspeita por falar desta loja porque foi a primeira que conheci e fiquei logo rendida. A loja do Porto foi a segunda a ser construída em Portugal por Catarina Portas. O conceito é vender os melhores produtos típicos de Portugal, tão ligados à história do país que quando um português entra, lembra-se deles da casa da avó.

Loja A Vida Portuguesa
Artigos vendidos na loja A Vida Portuguesa

Vai encontrar marcas e produtos tradicionais com as embalagens características da época. O edifício foi da centenária loja Fernandes Mattos, antiga loja de tecidos. Quando subir a escadaria vai ver as famosas andorinhas de Bordalo Pinheiro, outra referência portuguesa.

 

Andorinhas de Bordalo Pinheiro
Andorinha de Bordalo Pinheiro

 

Livraria Lello
 11:30 – 12:00

São Bento
Rua das Carmelitas, 144
€5,50
 segunda a sexta: 10h00 às 19h30 | sábado e domingo: 10h00 às 19h00

 O valor que paga para entrar na Livraria Lello pode ser deduzido na compra de um livro

aceda ao site

Na direcção da Torre dos Clérigos, numa zona muito conhecida pelas vivências noturnas e pela restauração, vai encontrar a Livraria Lello. Conhecida por ser uma das mais belas do mundo, facto esse que se deve, em parte, à emblemática escadaria em madeira que tem no seu interior.

Livraria Lello, Porto
Escadaria da Livraria Lello

Desde de 2015 a entrada é paga, mas esse valor pode ser descontado numa compra. 

Se a fila para entrar estiver muito grande, dê um salto à Praça de Lisboa, uma zona comercial ótima para fazer compras.

 

 

Café Santiago
 12:30 – 13:00

M Bolhão
Praça de Parada Leitão, 45
a partir de €9
todos os dias: 11:30 às 23:00

aceda ao site

 

A minha sugestão é que para o almoço peça uma Francesinha, este que é um dos pratos mais típicos da invicta. É composta por pão, mortadela, salsicha, linguiça, bife de novilho, fiambre, queijo, ovo estrelado e um molho especial que é o segredo da casa e que faz toda a diferença entre uma boa e uma má Francesinha.

O café Santiago já ganhou vários prémios e certificados que comprovam a sua qualidade.

 

 

Majestic
 13:30 – 14:00

M Aliados
Rua Santa Catarina, 112
a partir de €3
 segunda a sábado: 09:30 às 24:00 | domingo: encerrado

aceda ao site

Atravesse uma das ruas do comércio mais populares, a rua de Santa Catarina e vá tomar um café no histórico Majestic que é considerado um dos mais emblemáticos espaços da cidade. Inaugurado em 1922 é um exemplo de Art Nouveau.

De uma coisa pode ter a certeza: vai ser servido  com charme e elegância. A minha sugestão é comer uma rabanada e beber um cálice do vinho do Porto.

Café Majestic
Café Majestic

 

Sé Catedral do Porto
 14:30 – 15:00

Terreiro da Sé
Gratuito
 Igreja: todos os dias – 09:00 às 19:00 | Museu e Claustros: todos os dias – 09:00 às 18:30

aceda ao site

A Sé do Porto foi construída entre os séculos XII e XVIII com estilo românico, tendo sofrido várias alterações ao longo dos anos. A visita é gratuita e pode conhecer a igreja e os claustros.

Sé Catedral, Porto
Sé Catedral

Aqui, aproveite para conhecer os cantos da cidade e desça em direcção à Ponte Dom Luís I. Vá pelo coração da cidade e conheça os portuenses, conhecidos por serem os portugueses mais simpáticos e afáveis.

 

Ponte Dom Luis I
 15:30 – 16:00

Avenida de Vímara Peres

A ponte sobre o Rio Douro, que liga a cidade do Porto a Vila Nova de Gaia, foi inaugurada 1888  e demorou sete anos a ser construída. Esta ponte é obra do arquiteto belga Théophile Seyrig que trabalhou com Gustavo Eiffel noutros projectos, numa época em que a arquitetura de ferro ganhava força em várias partes do mundo. Antes desta ponte, a travessia fazia-se através da Ponte Pênsil D. Maria II da qual só restam os pilares e a casa do guarda. Esteve em funcionamento durante 45 anos.

Ponte D. Luís, Porto

A ponte D. Luis I é composta por dois tabuleiros e é possível atravessa-la a pé. No verão é comum ver adolescentes a saltar da ponte para o rio, hábito que ficou imortalizado na curta-metragem Os Meninos do Rio, do cineasta espanhol Javier Macipe.

 

Caves Calém
 16:15 – 19:00

Avenida Diogo Leite, 344
€5
 maio a outubro: todos os dias – 10:00 às 19:00 | novembro a abril: todos os dias – 10:00 às 18:00

aceda ao site

Atravesse a ponte e visite uma das caves do Vinho do Porto. Não vai ser fácil escolher porque todas apresentam histórias diferentes. Mas descanse: qualquer uma inclui uma degustação no final da visita. Eu escolhi as caves Calém que produz vinhos desde 1859.

A visita percorre a história do vinho e da Região Demarcada do Douro, a mais antiga do mundo e classificada como Património Mundial da Humanidade. A visita tem início no museu e estende-se até às caves, tendo, como já lhe disse, a oportunidade de degustar dois cálices de um dos melhores vinhos do mundo.

Caves Calém, Porto
Vinho de reserva nas Caves Calém
Vinho do Porto
Vinho do Porto

Cais da Ribeira
 20:00 – 00:00

Ribeira

Para terminar o dia, a minha sugestão é um Jantar pela Ribeira. Escolha um restaurante qualquer e não se vai arrepender. Depois passe os olhos pelo Palácio da Bolsa, o Museu do Carro Elétrico ou o Museu do Vinho.

Porto
Ribeira

 

Porto
Rio Douro e Vila Nova da Gaia

Dia 2

Jardins e Palácio de Cristal
 09:30 – 10:30

Rua de D. Manuel II
Gratuito
 outubroa março –  8:00 às 19:00 | abril a setembro: 8:00 às 21:00

aceda ao site

Depois de o dia anterior ter deixado os seus pés a queixarem-se, aproveite para relaxar um pouco nos jardins do Palácio de Cristal onde terá uma bela panorâmica do rio Douro e o contacto com a natureza. O edifício que ali vai encontrar não é o verdadeiro Palácio de Cristal que por conta da sua estrutura frágil em vidro foi substituído pelo atual Pavilhão Rosa Mota, mantendo o objectivo de ser palco de eventos culturais e desportivos.

À sua volta tem um conjunto de jardins temáticos: Jardim das plantas Aromáticas, Jardim das Medicinais, Jardim do Roseiral e ainda o Jardim dos Sentimentos onde se encontra uma estátua de António Teixeira Lopes. Não perca também o Museu Romântico e o Solar do Vinho do Porto, espaço marcadamente romântico e recheado de espécies vegetais centenárias e exóticas.

Jardins do Palácio de Cristal
Jardins do Palácio de Cristal e Pavilhão Rosa Mota

 

Rota do Chá
 11:00 – 11:30

R. Miguel Bombarda 457
a partir de €2,80
segunda a sexta: 11:00 às 20:00 | sábado: 11:00 às 21:00 | domingo: 12:00 às 20:00

aceda ao site

É na Rua Miguel Bombarda que vai revitalizar o seu dia com um chá. Se fôr tão amante de chá como eu, sempre que fôr ao Porto vai querer ir lá. A Rota do Chá contém uma variedade única de chás num ambiente inspirado no oriente. Pode escolher beber um chá quente ou frio acompanhado com um bolo, scone ou torrada nas diferentes salas que o espaço proporciona.

Rota do Chá, Porto
Rota do Chá
Procure o chá do dia se quiser um preço mais económico

Fundação Serralves
 11:45 – 13:00

Rua D. João de Castro, 210
crianças até 12 anos: gratuito | jovens, estudantes e idosos: €5 | adultos: €10
 todos os dias: 10:00 às 19:00

O Museu de Serralves tem temporariamente em exibição a exposição Joan Miró: Materialidade e Metamorfose” cuja entrada tem o valor de €16, sendo passível de descontos

 A entrada na Fundação Serralves é gratuita no primeiro domingo de cada mês no horário das 10:00 às 13:00

 Os valores apresentados no tarifário incluem o acesso ao museu e ao parque. Pode optar por comprar apenas o acesso ao parque por €5

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Para quem gosta de arte e cultura, Serralves é paragem obrigatória. A Fundação Serralves alberga o Museu de Arte Contemporânea, decorado pelo arquiteto português Álvaro Siza. Aproveite para se perder pelos gigantescos jardins e visite a Biblioteca de Arte que é constituída por temas de arte moderna e fotografia.

Desde há uns meses que há uma nova razão para visitar Serralves. Foi o local escolhido para expor a coleção do espanhol Joan Miró que tem estado sob alçada do estado português, mas que nunca tinha sido exposta.

Biblioteca da Fundação de Serralves, Porto
Biblioteca da Fundação de Serralves

Restaurante Serralves
 13:00 – 14:00

Rua D. João de Castro, 210
a partir de 18€
 abril a setembro: segunda a sexta – 12:00 às 19:00 | sábado: 10:00 às 19:00 | domingo: 10:00 às 20:00 | outubro a março: segunda a sexta – 12:00 às 19:00 | sábado e domingo: 10:00 às 19:00

Faça a sua reserva através do telefone +351 226 170 355 ou pelo email restaurante.serralves@ibersol.pt

aceda ao site

A minha sugestão para o almoço é o restaurante do Museu de Serralves. Destaca-se pela variedade, qualidade dos pratos e pelo serviço. E ainda almoça com vista para os jardins da Fundação.

Museu da Imprensa, Porto
Museu Nacional da Impresa

Museu Nacional da Imprensa
 14:30 – 15:00

Estrada Nacional, 108
 estudantes: €1,5 | idosos: €1 | adultos: €2
 segunda a sexta: 10:30 às 12:30 e das 14:30 às 18:30 | sábado, domingo e feriado: 14:30 às 18:30

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O Museu Nacional da Imprensa é ideal para as famílias porque algumas das máquinas estão em pleno funcionamento e fazem as delícias das crianças.

O museu abriu portas em 1997 e as peças estão dispostas por três setores: pré-impressão, impressão e acabamentos. Existe também uma galeria de exposições temporárias, onde frequentemente existem mostras ilustrativas relacionadas com a imprensa. É Neste espaço que anualmente é realizado o Porto Cartoon-World Festival, um dos maiores festivais de cartoons do Mundo.

 

 

Casa da Música
 16:00 – 17:00

Estação de Metro
Av. da Boavista, 604-610
Adulto 7,5€
 segunda a sábado: 9:30 às 19:00 | domingo e feriado: 9:30 às 18:00

 A Casa da Música tem visitas guiadas em português e em inglês, diariamente entre as 11:00 e as 16:00

 A Casa da Música foi construída para ser uma sala de espetáculos e não um monumento, logo, em dias de espetáculos, a visita pode ser limitada. Peça informações na bilheteira para saber quais são os espaços acessíveis no dia da sua visita

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A construção da Casa da Música devia ter ficado pronta para a Capital Europeia da Cultura em 2001, mas a construção atrasou-se. Nada que impedisse a transformação da sala de espetáculos num marco arquitectónico, que revolucionou não só a cidade, como todo o país.

Casa da Música, Porto
Casa da Música

A visita guiada tem a duração de cerca de uma hora e é possível passar pelas diferentes salas, ver a sua funcionalidade e a arquitetura idealizada pelo holandês Rem Koolhass. Se tiver oportunidade, não deixe de assistir a um espetáculo musical para ficar a perceber porque é que a acústica desta sala é tão elogiada mundialmente.

Aproveite para ver um espectáculo. A programação está disponível online.

Como viajar até ao Porto?

Sendo a segunda área metropolitana de Portugal, os acessos à cidade do Porto são bastantes e muito práticos. Se a sua origem for uma qualquer cidade de Portugal pode optar por usar a rede ferroviária e desembarcar numa estação que é património da humanidade. Pode ainda fazer o percurso de carro, havendo várias auto-estradas com ligações à invicta ou de autocarro. Se estiver no Algarve, zona de Lisboa ou no estrangeiro, pode optar por comprar uma viagem com destino ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro que serve a cidade do Porto.

Onde dormir no Porto?

 Bluesock Hostel Porto
 Rua de São João, 40
a partir de €37/pessoa (noite)
 9,3 (soberbo no Booking.com)
Reservar no Booking.com

 Rivoli Cinema Hostel
M Aliados
 Rua Dr. Magalhães Lemos, 83
a partir de €14/pessoa (noite)
9 (soberbo no Booking.com)
Reservar no Booking.com

 Go2oporto@Ribeira
 Muro dos Bacalhoeiros, 106
a partir de €70/pessoa (noite)
9,7 (excecional no Booking.com)
Reservar no Booking.com

Se viajar para Porto durante um fim de semana gasta cerca de €150 por pessoa

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Dicas

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

Na hora de viajar há vários aspetos a ter em conta. Qual é a melhor altura? Como posso fazer para poupar algum dinheiro? Estas são só algumas perguntas que colocará quando estiver a organizar a sua próxima viagem e estas são algumas das sugestões para não perder a cabeça.

Cinco formas de poupar dinheiro nas suas viagens

Aproveitar os programas de milhas para conseguir viagens de avião gratuitas É possível poupar com os cartões de milhas, mas não se iluda eles também foram feitos para quem é consumidor. Mas como somos todos consumidores, fique atento e saiba que pode acumular milhas ao fazer compras no supermercado, abrir contas bancárias, assinar jornais e revistas e até em restaurantes e hotéis.

Cinco formas de poupar dinheiro nas suas viagens

Preparar refeições em casa Na hora de escolher o alojamento fique num apartamento com cozinha, uma guest house ou até um hostel. Assim, durante a viagem, vai poder fazer algumas refeições em casa e poupar dinheiro, É simples e vai logo economizar uns bons euros. 

Escolher a época baixa para viajar Parece tarefa simples, mas na hora de agendar a sua viagem escolha as épocas baixas. Estou a falar dos meses entre janeiro e abril e de outubro a novembro. Além da vantagem de fugir aos movimentos de férias que congestionam os museus e monumentos, vai poder usufruir de vários descontos.

Fazer listas Faça lista de despesas, lista de compras, lista de sítios a visitar, lista com os valores das atrações… listas para tudo. Coloque tudo escrito para saber quanto vai gastar e quanto pode gastar e saber exactamente quando chegar ao limite do valor que estipulou para a viagem.

Poupar na hora de comprar a passagem de avião Sempre que fizer uma pesquisa de viagem, faça-o como utilizador anónimo. Muitas companhias áreas alteram os preços de voo consoante o número de visualizações/cliques que a viagem estiver a ter. Para além disto ainda evita que estejam sempre a aparecer anúncios ao destino escolhido nas suas redes sociais.

Cinco formas de poupar dinheiro nas suas viagens

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Lugares

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
claudiapaiva@w360.pt

 Madrid, Espanha

Se é amante de natureza e está ou vai para Madrid, selecionamos cinco parques que não pode perder. Quatro deles são gratuitos e são o espaço ideal para passear com a família, amigos ou com quem mais ama. Com as nossas sugestões consegue juntar o descanso de uma tarde a ler um livro, tirar uma foto panorâmica da cidade de Madrid, conhecer espécies de botânica únicas ou fazer desporto. Descubra estes cinco parques e veja o que anda a perder.

Parque Juan Caros I Madrid
No Parque Juan Carlos I é possível alugar bicicletas gratuitamente
Madrid
Espanha (capital)
 Espanhol
 3 232 463 hab. (2007)
 Euro (EUR)
 GMT+1
Europeia, 2 pinos
 +34
 112
Madrid é uma cidade muito quente no verão, podendo as temperaturas ultrapassar os 35ºc. No inverno registam-se temperaturas negativas com frequência e, esporadicamente, há queda de neve.

Parque del buen Retiro

M Retiro
Plaza de la Independencia, 7
gratuito
 abril a setembro: todos os dias – 6:00 às 0:00 | outubro a março: todoso os dias – 6:00 às 22:00

aceda ao site

Este é o mais famoso de todos os jardins de Madrid. É o pulmão da cidade. Tem 125 hectares e mais de 15.000 árvores, obra que se deve ao cenógrafo italiano Cosme Lotti, em 1630.

Inicialmente tinha a função de ser um espaço de lazer da corte do Rei Filipe IV e só após a revolução de 1868 é que as portas foram abertas ao público, quando o parque passou a ser propriedade municipal. Nessa altura já tinha sido restruturado, depois de sofrer com a utilização como quartel das tropas de Napoleão.

Uma vez dentro do parque, não pode perder o Palácio de Cristal, construído em 1887,  que teve como objectivo inicial ser uma estufa de abrigo a uma exposição de plantas argentinas. Hoje é usado para apresentar exposições temporárias do Museu Rainha Sofia. Também a não perder é o monumento Alfonso XII, inaugurado em 1922 e que foi construído com a colaboração de 42 artistas, aqui pode alugar um barco e navegar pelo lago artificial com a sua cara-metade ou em família.

Parque del Buen Retiro Madrid
O Retiro é o pulmão de Madrid

 

Parque D. Carlos I

Campo de las Naciones
Glorieta Juan de Borbón, 5
gratuito
 junho a setembro: todos os dias – 7:00 às 1:00 | outubro a maio: domingo a quinta – 7:00 às 23:00 sexta e sábado – 7:00 às 0:00

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Se é amante de caminhadas, corridas e desporto em geral este é o parque indicado para si. Fica mais longe do centro da cidade, mas rapidamente lá chega através da linha oito do metro. Situado no Campo de las Naciones, conta com uma superfície de 160 hectares, um grande auditório, um conjunto de esculturas contemporâneas ao ar livre e um centro de actividades. Foi aberto em 1992 com a atribuição de Capital Europeia da Cultura à capital espanhola.

Aqui pode alugar uma bicicleta, fazer patinagem ou andar num comboio que o levará a conhecer todo o parque. Para isso é necessário dirigir-se ao balcão de informações e registar-se com os seus dados. Boa notícia? A entrada no parque e todas as atividades são gratuitas!

Parque Juan I Madrid
Escultura contemporânea no Parque Juan Carlos I

 

Casa de Campo

M Casa de Campo
Paseo Puerta del Angel, 1
gratuito
 todos os dias: 10:00 às 21:00

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A Casa de Campo é o maior parque público de Madrid, com 17,22 quilómetros. Fica no distrito de Moncloa, mesmo junto a outra zona verde que se chama Monte del Pardo.

Este é o sítio ideal para passear com a família ou fazer um piquenique na companhia dos coelhos bravos que ali habitam.

No parque é ainda possível andar no teleférico que liga a Casa do Campo ao Parque do Oeste, ao Parque de Atrações de Madrid e ao Jardim Zoológico. Se quiser usufruir de todas as atrações, vai ter que usar mais do que um dia neste parque gigantesco.

 

 

Real Jardim Botânico

Atocha
Plaza de Murillo, 2
adultos: €4 | estudantes e famílias numerosas: €2 | idosos: €0,5
 todos os dias: novembro a fevereiro – 10:00 às 18:00 | março e outubro – 10:00 às | abril e setembro: 10:00 às 20:00 | maio a agosto: 10:00 às 21:00

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O Real Jardim Botânico está desde 1774 mesmo ao lado do Museu do Prado. É uma referência na botânica em Espanha e abriga espécies nativas da América e pacífico, além das europeias.

O grande destaque deste jardim é a coleção de bonsais doada pelo antigo primeiro-ministro espanhol Felipe González. É uma das mais importantes coleções ibéricas autóctonas com 61 exemplares provenientes de várias partes do mundo, incluindo o Japão, onde estão os maiores especialistas do mundo nestas árvores.

Real Jardim Botânico Madrid
O Real Jardim Botânico tem uma das mais importantes coleções de Bonsais da Península Ibérica

 

Parque das Sete Colinas

Portazgo ou Buenos Aires
Calle Benjamín Palencia, 2
Gratuito
 aberto 24 horas por dia

Localizado em Las Vallecas, sul de Madrid, este parque é conhecido como Del Cerro Del Tío Pío, Parque das Sete Colinas ou ainda Parque de las Siete Tetas. O nome tem origem nas sete colinas em que o parque é formado.

É um espaço ideal para passar uma tarde com amigos ou fazer um piquenique. Aqui pode ter um panorâmica incrível da cidade a qualquer hora, uma vez que as colinas estão acessíveis 24 horas por dia. É ideal para ver o nascer ou o pôr do sol.

Parque das Sete Colinas Madrid
As panorâmicas mais incríveis de Madrid conseguem-se a partir do Parque das Sete Colinas

 

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Viagens

ines-lopestexto, fotos e vídeos Inês Lopes
geral@w360.pt

White River, África do Sul


A primeira parte da aventura africana da Inês Lopes:

cropped-W_MINIATURA.pngKhanimanbu, Moçambique

Não posso dizer que conheci África do Sul, mas posso dizer que andei lado a lado com umas das suas partes mais cativantes – a vida animal no seu estado mais puro, o selvagem.

Estando de visita a Moçambique, o Safari a 500 km e em família torna-se uma ideia, primeiro apetecível e, daí em diante, euforicamente desassossegante! A remota possibilidade de ver leões a acasalar ou elefantes a tomar banho faz crescer borboletas na barriga. Subitamente, todos os episódios da BBC Vida Selvagem das manhãs de domingo começam a passar-me pela cabeça como um filme e as imagens da Savana, outrora tão longínquas e quase imaginárias, parecem ser cada vez menos uma miragem.

África do Sul

Mas já lá vamos, porque primeiro a paisagem muda, e há mudanças difíceis de ignorar. Ao contrário de Moçambique, este é um país extremamente organizado e aproveitado. As vedações das reservas naturais começam a aparecer de um lado, assim como as vastas plantações de banana do outro. Na fronteira não é preciso visto e as estradas em obras estão surpreendentemente bem sinalizadas. O equilíbrio entre a Natureza e a presença humana sente-se no ar e a preservação animal, que tanto derramou sangue no passado, é vivida como uma religião. Presentes quer nos desenhos da canecas do café da manhã quer nos nomes dos rios ou nos logótipos dos parques, os animais são o rosto orgulhoso de uma terra que vive com, para e deles.

A cor de pele das pessoas não muda muito, mas a língua rapidamente se torna menos familiar. White River faz lembrar uma vila rural europeia e a Hazyview uma autoestrada que só difere na orientação. Estamos deveras num país desenvolvido e embora a discrepância social e profissional entre o bouer e o africancer ainda se note claramente no dia-a-dia, o ritmo exigente de trabalho e a segurança nas condições denota que este já é um povo que se leva bastante a sério. As casas, de cimento e cor neutra característica, têm uma origem muito humilde, mas em nada transparecem desespero e embora se continuem a ver chapas (carrinha de marca Nissan de transporte público, mas de cariz privado) pela rua e crianças a percorrer quilómetros de mochilas às costas, pairam objetivos e intenções por cima das suas cabeças, de quem sabe para onde caminha e está certo que um dia vai lá chegar.

Os negócios já não são maioritariamente estrangeiros e o produto nacional faz-se bem visível e acessível por poucos Rands (moeda nacional). Nelson Mandela é naturalmente o rosto da famosa invenção de papel e, de política, o escasso tempo só me deixou reparar nos nomes holandeses e ingleses das cidades que começam a dar lugar a outros intencionalmente cada vezes mais africanos. A dissolução da tensão social, ainda incompleta, esbarra no comum e certeiro comprimento a todo o estranho que cruza o caminho, seja-se de tez clara ou escura, esteja-se na bomba de gasolina ou na piscina do hotel.

África do Sul

África do Sul

Mas vamos ao que interessa, que a melhor parte está para vir. Seja a visitar o de-perder-de-vista Kruger National Park ou o verdejante e único-no-mundo Blyde Kanyon River, o que se tem de ter sempre à mão são os binóculos e a câmara fotográfica: nunca se sabe quando vamos ver um hipopótamo ou uma girafa! Aqui, é senso comum que o conjunto dos cinco animais de grande porte mais difíceis de encontrar se apelide de the big five e, compreendendo o chifrudo búfalo, o possante rinoceronte, o perigoso hipopótamo, o solitário leopardo e o altivo leão, bem podia ser ampliado para the great ten contando que a esguia girafa, o majestoso elefante, o discreto crocodilo, o ágil babuíno e o fotogénico cudo, em nada são menos interessantes ou vistosos!

África do Sul

África do Sul

Bradados aos céus por toda a chuva que reduz o calor, enche os rios e faz crescer alimento, os meus braços saem doridos. Que todos os animais, por isso mesmo, tivemos a honrar de conhecer de perto, uns até a parcos centímetros apenas e observar todos os seus dotes mais naturais, exibidos livremente e sem timidez aparente. De barriga cheia de novos conhecimentos sobre estas sapientes e lindíssimas criaturas, ainda houve tempo para relembrar o querido Rei Leão, inesquecível filme de infância, aquando da presença de tantos Pumbas (javalis africanos), fielmente stressados e fugidios, mas sem Timóteos (suricatas) por perto, infelizmente.

África do Sul

Perante um Kanyon tão drenado e um Kruger em ferida pela seca, abandonámos esta terra, ainda à espera do verão, rezando para que as chuvas não se esquecessem daqueles animais que em tão poucas horas nos conquistaram. Sentindo-os como meus, nem que seja por momentos e esquecendo a natureza selvagem da sua essência, deixaram-me assim com vontade de voltar para matar a saudade, aparentemente prematura, bem sei, mas nem por isso menos verdadeira.

África do Sul
 Pretória (capital)
Afrikaans, Inglês e mais 9 línguas oficiais
51 770 560 (2011)
 Rand (ZAR)
 GMT+2
tipo M
+27
 10111
O clima é ameno, sendo as temperaturas mais altas atingidas nos meses de setembro a abril e as mais baixas de maio a agosto

 Não é necessário visto para entrar na África do Sul, no entanto é necessário um passaporte com validade de 30 dias a contar da data prevista de saída do país

Não há vacinas obrigatórias, no entanto aconselha-se a utilização de repelente para evitar as picadas de mosquitos que transmitem doenças como a malária
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Lugares

claudia-paivatexto e fotos Cláudia Paiva
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Diogo Pereiratexto e vídeo Diogo Pereira
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 Yucatán, México

Falar no México a quem está à procura de um sítio para passar férias é falar fundamentalmente de praia, sol, calor e diversão, mas é também falar de história. A história que está muito ligada à progressão da humanidade e ao desenvolvimento de técnicas em áreas tão distintas como a arquitetura ou a astrologia.

Todos entendemos melhor a nossa identidade quando a confrontamos com outras e por isso é que é tão importante viajar e descobrir outras sociedades, mesmo que tenham vivido há milhares de anos. E é mesmo isso que vamos fazer à Península de Yucatán onde 435 anos antes de Cristo nascer, nasceu Chichén Itzá, uma cidade maia de características transcendentais.

 

Mas antes de falarmos sobre as características arrebatadores deste sítio precisamos de conhecer melhor os anfitriões, os Maias que seriam geniais se só tivessem construído cidades como Chichén Itzá, mas a verdade é que para conseguirem chegar até aqui tiveram que dominar a matemática, a astrologia, a arquitetura, a escrita, a economia e a cultura. Fizeram parte das civilizações que primeiramente inventou e utilizou o zero como representação do nada e desenvolveram uma língua da qual ainda há vestígios em pleno século XXI.

Chichén Itzá, México

O seu modelo de gestão de cidades criou aquilo a que os ocidentais, mais tarde, chamaram de cidades-estado e que os protegeu de inúmeras ameaças e até retardou a conquista europeia da América do sul. Chichén Itzá é o exemplo de uma dessas cidades em que se percebe um domínio primordial da arquitetura tanto para fins de gestão de populações como de recursos escassos como a água.

Imaginar a construção de uma cidade com estas características, envolvida por uma densa floresta hostil que tem tanto de exuberante como de extremo é quase impossível quando a este exercício juntamos as dificuldades que os camponeses daquela zona ainda hoje têm para sobreviver. E nem falamos do calor intenso que nem a água fresca que transportamos ajuda a suavizar.

Chichén Itzá, México

Chichén Itzá é um lugar de misticismo. Parece paradoxal, mas há uma ligação estreita entre crença e racionalidade. A jóia da coroa, o Templo de Kukulkan, é uma das sete maravilhas do mundo e alinha na perfeição estes dois conceitos antagónicos.

Em primeiro lugar porque foi construído em louvor a uma serpente sagrada que os Maias acreditavam voltar depois de um grande incêndio. Em segundo lugar porque é estrategicamente desalinhada, não segue a orientação dos pontos cardeais e isso confere-lhe uma característica curiosa: em todos os equinócios o sol projeta numa das faces desta pirâmide aquilo que parece ser uma serpente e que atrai milhões de visitantes. Também os 91 degraus construídos em cada uma das quatro faces da pirâmide e somados ao último que encima este monumento perfazem um número singular: 365, o número de dias do calendário Maia.

Chichén Itzá, México

A religião é um traço de identidade de todas as culturas, das mais antigas às mais atuais,  e também os Maias, com toda a sua racionalidade e domínio das ciências exatas têm na religião o seu ponto de afirmação, afinal toda a construção de Chichén Itzá assenta numa lógica de vivência coletiva, mas também de tributo a quem acreditam ser os seus criadores. Por isso seguimos a nossa descoberta em direção ao Cenote Sagrado, uma área restrita onde se acredita que eram mergulhados corpos de jovens e crianças virgens para se entregarem aos deuses.

Mas o Cenote Sagrado tem ainda uma ligação ao complexo desportivo de Chichén Itzá, onde se discutiam assuntos de âmbito judicial como disputas por terras ou controlos comerciais. Não se conhecem com exatidão as regras deste jogo, mas o aro de pedra no topo de uma das paredes sugere que a passagem da bola por ali daria pontos ao jogador. A ligação ao Cenote Sagrado surge fruto de uma certeza associada a uma dúvida: a certeza é que um dos jogadores, no final do jogo, morria e era lançado ao poço, a dúvida é se isto acontecia com o vencedor ou o derrotado porque a morte era vista como uma entrega aos deuses e por isso um privilégio.

Chichén Itzá, México

A arte e o engenho dos Maias chegou aos dias de hoje e isso é percetível nos vendedores de rua que vamos encontrando. O engenho de cativar quem compra e a arte de fazer peças artesanais, à mão, ali mesmo em frente aos nossos olhos, garantindo que levamos uma recordação verdadeiramente mexicana e não made in China.

Chichén Itzá
Yucatán, México
 todos os dias: 8:00 às 16:30

 Há várias agências a realizar excursões para Chichén Itzá com origem nos hoteis da Riviera Maya (Cancun): peça informações na receção

 Pode dispensar pelo menos três horas para visitar o parque arqueológico que tem cinco quilómetros quadrados

Leve consigo água fresca para aguentar as altas temperaturas que se fazem sentir

Este é um dos locais mais baratos para comprar recordações

Se a sua origem for a Riviera Maya não se esqueça que na Península de Yucatán o fuso horário é diferente: atrase o relógio uma hora
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