Discurso DiretoO Castelo de Leiria está de cara lavada e vale a pena uma visita
Castelo de Leiria galeria

O Castelo de Leiria está de cara lavada e vale a pena uma visita

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Quem passa por aqui vê, virtualmente de qualquer ponto da cidade, imponente o seu Castelo. Mandado construir por D. Afonso Henriques, é, até hoje, uma marca e um marco indiscutíveis de Leiria. Aproveitando uma tarde soalheira de julho, até porque em julho a entrada gratuita e a celebração das cortes de 1254, convidavam a uma visita. E com a recente inauguração de elevadores que fazem o trajeto inclinado da encosta, aproveitámos para rever o Castelo de Leiria, “O Castelo mais bonito de Portugal (pelo menos para nós!)”.

Fazer a subida no pico de calor, ao início da tarde num dos dias mais quentes de julho, não é a melhor ideia. Talvez por isso tenha sido interessante experimentar um dos elevadores que se apregoavam como apoios à subida. Um na Rua 25 de Abril outro no Largo da Sé, optámos pelo último. Escondido, mas, de facto, no Largo da Sé, a verdade é que não sobe a encosta, deixando os passageiros até meio da subida, junto ao M|i|mo – Museu da Imagem e Movimento. Temos uma bela vista da cidade e, principalmente da Torre Sineira, mas a última subida para a entrada do Castelo, mais ingreme, essa lá teve de se fazer entre a esquerda e a direita. (e com o momento de ver a “chegada” do outro elevador, ali mesmo ao lado da porta do Castelo. Talvez numa próxima vez, se experimente o elevador da 25 de Abril e esse sim, com a subida completa). Os trajetos são gratuitos entre as 9h30 e as 17h30 (1 de outubro e 31 de março) e até as 18h30 (1 de abril a 30 de setembro).

Mas chegando à porta do Castelo, porque durante os fins-de-semana de julho são dias de festa, somos recebidos pela música. O anfiteatro renovado está “cheio” de público a apreciar o espetáculo. Celebram-se as Cortes de Leiria de 1254, convocadas por D. Afonso III, como explica o folheto informativo que nos foi entregue. Uma “origem da instituição parlamentar em Portugal” e que, por isso, é motivo de recriação medieval um pouco por todo o espaço. A música e a animação, sempre vestida a rigor e à época, vai marcar todo o passeio.

Para além do anfiteatro novo, salta à vista a renovada também Casa da Guarda, logo à entrada. Uma das coisas que mais confusão faz, porque me lembro ainda da antiga, com a pedra do Castelo, mesmo velhinha. Esta, com um tom alaranjado e novo, causa estranheza. Mas não são as únicas coisas que foram intervencionadas e que tornaram o Castelo “novo”, apesar dos seus muitos anos.

Há muitos visitantes no Castelo, talvez aproveitando a entrada gratuita, ou o calor de julho. Com vários bancos de apoio ao longo da subida, o Castelo de Leiria apresenta mais condições para os visitantes, enquanto fazem o seu passeio. As medidas de segurança, ao longo da visita também tentam ser asseguradas, com pontos de distribuição de álcool-gel, indicações para caminhar pela direta. E, com tudo isto, vamos acompanhando os vários pontos de interesse, conhecendo mais a história do monumento que ainda apresenta várias vestígios de várias ocupações que sofreu ao longo do tempo e das diversas intervenções.

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Vemos as Cisternas Medievais, a Torre de Menagem e os Paços Reais, sempre acompanhados pelos grupos de animação cultural. Entramos na Igreja de Nossa Senhora da Pena no fim de uma atuação. É aqui que está uma outra das maiores intervenções – tanto a cobertura como o chão foram completamente intervencionados.

Nos Paços vamos tirar a fotografia que tanta gente ambiciona, na galeria para a cidade, um dos locais mais conhecidos e reconhecidos do Castelo de Leiria. Também aqui a vista é inigualável.

(Re)Visto o Castelo, é tempo de descer, passar novamente na Casa da Guarda, e aproveitar Leiria, que tem mais ainda para oferecer.

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Jornalista de formação, aprendi que todas as perguntas, se existem, são para serem feitas. Preferencialmente, se forem feitas em movimento. Para manter a sanidade mental, o conselho é fazer uma viagem, no mínimo, a cada três meses. E todas as perguntas possíveis pelo caminho. Se vierem acompanhadas por fotos, melhor.