Discurso DiretoPrecisas de um break? Pega num Flixbus e vai.
Praça de Espanha Sevilha - Cláudia Paiva

Precisas de um break? Pega num Flixbus e vai.

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Os meus colegas das áreas da publicidade e do marketing, bem como a maioria das pessoas, está recordada do anúncio “need a break? have a Kit-Kat“, correto? Eu também, por isso, é que precisava de fazer um break e decidi apanhar um Flixbus e ir até Sevilha (e não,  não comi nenhum Kit-Kat durante a viagem). E sim, também podia ter decidido apanhar um expresso ou um comboio da CP ou, como já é costume, apanhar um voo barato e pirar-me de Lisboa durante dois dias.

A questão é: Sevilha, a cidade da Isla Mágica, a cidade do Reino de Dorne (os fãs de “Game of Thrones”, seguramente que sabem do que estou a falar), aquela cidade porreira no sul de Espanha, simpática, acessível e em que o preço de ida e volta comprado com quatro dias de antecedência (e sem qualquer tipo de desconto (querem eles lá saber, se tenho menos de 30 anos ou não?!) me fica mais barata do que uma ida e volta ao Porto (o número de horas com o rabo sentado no banco do autocarro também é superior, mas com uma boa playlist nem sentes).

Amigos, já sei, estão todos estupefactos e porquê Sara, vais viajar não dizes nada a ninguém, és sempre a mesma coisa?!

Pois é, precisava de ouvir as pessoas falar sevilhano, de andar a deambular pelas ruas de Sevilha, decidir que tapas ia almoçar ao jantar e se bebia tinto de verano, Ladrona de Manzanas ou cerveza (bebi os três e estavam muy ricos), e de me sentir absolutamente latina (sou portuguesa  – já todos sabem! e já vivi em Espanha, logo latina ou ibérica, ainda que ibérica, me faça lembrar os linces ou o presunto ibérico, sei lá… latina é mais bonito, todos os portugueses que já viveram em Espanha são capazes de concordar!) e pronto, basicamente de um break.

Se não disse nada a ninguém é porque em primeiro não faz o meu estilo andar a propagar a ideia de que sou, como muitos me chamam hiperativa (só é verdade que se estiver muito tempo em Lisboa, fico maluca. Já comi Kit-Kat e não deu resultado, sorry!). Em segundo lugar não tenho paciência para andar a escrever nos murais do Facebook e do Instagram que “vou viajar para sitio X, alguém vem?”, a propósito deste segundo ponto, porque dispenso que olhem para mim do tipo “pobrezinha, não tem amigos” (tenho alguns e gosto muito deles!) e terceiro, porque é bem mais fixe gastar o dinheiro em viagens mesmo que sozinha, do que gastar o dinheiro em comida e em roupa e ficar sem ele na mesma.

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Por isso, prometo que aviso, quando voltar a ir viajar!

Ah! E sobre Sevilha, Praça de Espanha, o Real Alcazar, as Setas de Sevilha e o Parque Maria Luisa são os melhores sitios para se ver/estar. Café Torch, Cafe Jerez e Tapas Peko-Peko, os melhores para comer.

Sejam Felizes e apanhem um Flixbus, que vos sai mais barato do que ir à vossa terra e voltar.

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Nasceu em Leiria, mas desde sempre sentiu que os seus horizontes seriam além-terras-do-Lis. A comunicação (uma “poliglota não-assumida”), a curiosidade por formas de “vi-ver” diferentes, aliadas à sua energia contagiante, tornam-na uma contadora de histórias nata. É também, apaixonada por todo tipo de projetos de voluntariado, porque acredita, mesmo, que pode “tornar o Mundo melhor”.