NewsletterO terror na Europa e Trump nos EUA

O terror na Europa e Trump nos EUA

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Diogo Pereirapor Diogo Pereira
diogopereira@w360.pt

nº 010

Bom dia, sejam bem vindos a mais uma Newsletter do W360.PT na semana em que a notícia de maior destaque foi… o plágio que a esposa do candidato Republicano de 2016 fez ao discurso da esposa do candidato democrata de 2008…

Mas concentremo-nos nos assuntos sérios!

O terror voltou à Europa e tem por cá estado com uma frequência que nos começa a parecer demasiado exagerada. Se por um lado há quem diga que temos que nos começar a habituar a este tipo de acontecimentos e que eles serão cada vez mais frequentes, há também quem aponte o dedo às autoridades e as acuse de negligência. Em que ficamos? A Europa está a braços com um problema de proporções desastrosas e não há luz ao fundo do túnel.

Mesmo depois de este texto estar alinhavado, lá tive que acrescentar mais um ataque terrorista. Desta vez foi em Munique e matou 10 pessoas. Já no início da semana um jovem de 17 anos tinha ferido dezenas de pessoas com um machado e uma faca.

Nunca nos últimos anos a Europa esteve tantas vezes no epicentro da atualidade internacional. É a questão do terrorismo e dos refugiados, às quais juntámos o Brexit e agora a instabilidade na Turquia. Se pensarmos ainda na questão ucraniana ou nas democracias travestidas no nosso seio, temos todos os ingredientes para uma receita explosiva.

Mas falemos na Turquia. Ainda era sexta à noite e chegavam as primeiras notícias de um golpe de estado levado a cabo naquele território. Em determinada altura todos achámos (porque era essa a informação veiculada) que os militares tinham conseguido controlar o poder. Mas isso acabou por não se confirmar.

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Erdogan não perdeu o pulso e esta foi uma semana de azáfama na Turquia. Foram presas dezenas de milhares de pessoas. Desde militares, funcionários públicos, juizes, estudantes e professores. Falou-se ainda de reativação da pena de morte (que deixou de ser aplicada desde 2004) e foi suspensa a Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

No Reino Unido a poeira continua sem assentar e os líderes andam de dedo esticado para ver quem é o primeiro a colocar a aliança. Theresa May foi até Berlim na sua primeira visita enquanto primeira-ministra do Reino Unido. Não sabemos se foi levar um anel a Angela Merkel, mas sabemos que a líder alemã não foi tão rígida como já havido sido antes: “Gostava de sublinhar mais uma vez que independentemente da decisão do povo do Reino Unido para sair da união Europeia, há laços fortes e uma forte parceria e amizade entre a Alemanha e o Reino Unido.”, disse Merkel.

Ainda a nova primeira ministra do Reino Unido: May voltou a estar debaixo de fogo quando respondeu “sim” à pergunta “estaria disposta usar armas nucleares e matar mais de cem mil inocentes”. May justificou a sua posição afirmando que os meios de intimidação servem para mostrar aos inimigos que os países estão dispostos a usa-los.

Donald Trump é mais uma vez a figura da semana. Depois de um longo percurso em que muitos desconfiavam da sua liderança, eis que o magnata chega mesmo à nomeação a candidato às presidenciais e quer ser o candidato da “lei e da ordem”. O Partido Republicano não está unido, mas isso fica para depois.

Também no Brasil o clima é de instabilidade. A crise política está longe de ser pacífica e os Jogos Olímpicos estão aí à porta. O terrorismo é uma das preocupações – as autoridades brasileiras detiveram dez suspeitos por alegadamente estarem a preparar um ataque no Rio de Janeiro – mas o ministro da justiça acredita que o principal problema é a criminalidade.

Mas mesmo antes de os Jogos começarem importa saber que os protestos podem mesmo surgir uma vez que, de acordo com um estudo publicado esta semana, metade dos brasileiros são contra as Olimpíadas.

Fica por aqui a Newsletter desta semana. Voltamos na próxima para mais destaques.

Até lá!

ROSTO

trump

Muito provavelmente Donald Trump não seria o expectável candidato republicano quando há um ano decidiu entrar nesta corrida. Mas o certo é que chegou ao topo do Partido Republicano, derrotando candidatos teoricamente mais fortes e é candidato à presidência dos Estados Unidos.

FRASES

“Muitos falam de cessar-fogo, cessar-fogo é muito bonito falando dos escritórios, mas é muito difícil para quem está no mato, a disparar num confronto militar”

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, afirmava esta semana que ainda não era tempo de cessar fogo.

“Gostava de sublinhar mais uma vez que independentemente da decisão do povo do Reino Unido para sair da união Europeia, há laços fortes e uma forte parceria e amizade entre a Alemanha e o Reino Unido.”

Angela Merkel com palavras meigas na receção à sua homologa do Reino Unido, Theresa May que fez a sua primeira visita enquanto primeira-ministra à Alemanha.

“Nenhum país pode tornar-se membro da UE se introduzir a pena de morte”

Federica Mogherini, responsável das relações exteriores da UE, deixou o alerta depois de Erdogan se mostrar disponível para reintroduzir a pena de morte que havia sido abolida em 2004 na Turquia.

“Boris Johnson é um mentiroso encurralado”

Jean-Marc Ayrault, Ministro dos Negócios Estrangeiros Francês lançando farpas ao seu homólogo britânico.

NÚMERO

3.000

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações terão morrido perto de 3.000 pessoas no mediterrâneo apenas em 2016.

10

Número de mortos em mais um ataque violento no seio da Europa. Não estão confirmadas ligações terroristas. As autoridades falam em problemas psicológicos do atirador.

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Sou licenciado em Jornalismo e estou a fazer o mestrado em Relações Internacionais. Quero aprender como gira o globo. Como se fazem e desfazem alianças. Como é que os líderes aprendem com a história. diogopereira@w360.pt