Amesterdão proíbe visitas ao Red Light District

A Câmara Municipal de Amesterdão anunciou que vai proibir as visitas guiadas ao Red Light District para evitar a pressão do turismo e proteger as mulheres.

Red Light District de Amesterdão. Foto de Cédric, Flickr
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A Câmara Municipal de Amesterdão anunciou nesta quarta-feira que a partir do próximo dia 1 de janeiro de 2020 as visitas guiadas ao famoso Red Light District vão deixar de ser permitidas. O objetivo é diminuir a pressão do turismo no centro da cidade e proteger as mulheres que ali trabalham da exposição a que estão sujeitas.

“Essas visitas são desrespeitosas para com as mulheres que ali estão. E já é hora de deixar de olhar para elas como uma atração turística”, disse ao The New York Times Udo Kock, vereador da Câmara Municipal da capital holandesa para justificar a medida tomada que entrará em vigor no próximo ano.

O Red Light District é uma das zonas mais conhecidas de Amesterdão por ser o pólo onde se concentra a prostituição. Na zona são várias as sex shops, bares de striptease e espaços com montras onde várias mulheres se exibem para quem passa, na expectativa de angariar clientes.

Os esforços para combater os danos causados pelos turistas numa das zonas mais visitadas de Amesterdão já tinham começado e nas visitas que se realizam atualmente os turistas já estão obrigados a estar de costas para as montras enquanto ouvem as explicações dos guias turísticos. Também as fotografias e interações com as mulheres foram proibidas no Bairro da Luz Vermelha.

A medida agora anunciada diz respeito a visitas guiadas, pagas ou gratuitas e está englobada num plano mais vasto que também vai limitar visitas guiadas a outras zonas da cidade a 15 elementos por guia. Entrar nos bares do Red Light District apenas para consumo de álcool também é uma prática que terá que ser banida da lista dos turistas a partir do ano que vem.

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A pressão do turismo tem aumentado a cada ano em Amesterdão. Só em 2018 foram 19 milhões o número de pessoas que visitaram a capital da Holanda, número que se prevê que possa crescer para os 29 milhões em 2025.