Amesterdão vai começar a desencorajar visitas de turistas

Amesterdão está a tentar combater o turismo de massas, com o abandono de campanhas para promover o turismo nas zonas mais procuradas.

letreiro i am amesterdam amesterdão - pxhere
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Amesterdão tem sido vítima do seu próprio sucesso nos últimos anos. Depois de campanhas sucessivas a promover cidades como Amesterdão como um destino ideal, a conclusão só pode ser uma: as campanhas correram bem demais.

A capital da Holanda tem menos de um milhão de habitantes, mas todos os anos recebe mais de 19 milhões de turistas, o que está a causar uma sobrelotação que está a pôr em causa o bem-estar dos habitantes e a própria manutenção das atrações.

A partir de agora, o governo holandês quer parar com as ações de promoção de Amesterdão como destino turístico e até começar a limitar a entrada de pessoas na cidade. O Aeroporto de Schiphol terá instruções para reduzir o número de pessoas que podem entrar e, num programa especial criado pelo município, está ainda previsto que prevê a suspensão de abertura de novos hotéis, lojas de souenirs ou até mesmo as célebres lojas de venda de queijo.

O objetivo a partir de agora é substituir a “promoção” do turismo pela “gestão do turismo”, fazendo campanhas para áreas do país menos visitadas ao mesmo tempo que se criam regras rígidas para controlar o turismo de massas nas zonas mais procuradas.

Red Light District de Amesterdão. Foto de Cédric, Flickr
O Red Light District é uma das zonas mais procuradas de Amesterdão. Foto de Cédric, Flickr

As medidas para controlar os turistas em excesso já não são novas, tendo no final do ano passado, sido removido o mítico letreiro “I Amsterdam” com o objetivo de libertar a Praça dos Museus dos milhares de turistas que diariamente se queriam fotografar junto às letras brancas e vermelhas.

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Mais recentemente também as visitas guiadas ao Red Light District foram proibidas, com o mesmo objetivo.

Também os famosos campos de tulipas têm sido sacrificados com as más práticas de muitas pessoas que visitam o país, tendo recentemente sido aplicadas regras mais rigorosas para que os campos pudessem ser visitados.

A utilização de plataformas como o Airbnb ou o Booking também se tornaram limitadas com os proprietários dos alojamentos a só os poderem usar com esse fim durante 30 dias por ano.

Nos caso dos turistas mal comportados, está ainda previsto que passe a ser aplicada uma multa a quem urinar, estiver embriagado ou a fazer demasiado barulho na rua.