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China proíbe entrada de turistas no Tibete

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Março é um mês sensível para os tibetanos. A 10 de março assinalam-se os 60 anos desde que Dalai Lama teve que se refugiar na Índia depois de liderar uma rebelião frustrada de separação da China e a 14 de março cumprem-se 11 anos desde que Lhasa, a capital, foi palco de uma série de ataques contra a presença chinesa que fizeram 18 mortos.

Estas duas datas assinaladas no mesmo mês fazem com que as autoridades chinesas impeçam a entrada de turistas naquela região durante todo o mês de março, prosseguindo aquilo que muitos tibetanos consideram uma política inaceitável de ingerência do gigante asiático.

Há muito que as entras no Tibete são muito condicionadas pelo regime comunista chinês. Jornalistas só podem entrar com autorizações especiais e os turistas têm que fazer o seu percurso no interior do país com guias.

As “tradições únicas da etnia tibetana, o património cultural, a capacidade de receber turistas e as necessidades de proteção ambiental” são os argumentos do governo chinês para limitar os acessos à região, mas que ainda assim se tem revelado cada vez mais um destino procurado por turistas de todo o mundo. A cultura budista e as atividades radicais nos Himalaias são só alguns dos atrativos.

Só no ano passado 33,68 milhões de pessoas terão visitado o Tibete, registando um crescimento de 31,5% face ao ano passado. Ainda assim, a maioria dos turistas são chineses, sendo apenas 270 mil estrangeiros, de acordo com dados oficiais.

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Para além do visto chinês é necessária uma autorização especial para visitar a região que, prevê-se, possa voltar a receber turistas a partir de abril.

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Sou licenciado em Jornalismo e estou a fazer o mestrado em Relações Internacionais. Quero aprender como gira o globo. Como se fazem e desfazem alianças. Como é que os líderes aprendem com a história. diogopereira@w360.pt