Há greves nos aeroportos portugueses no Natal. Saiba o que deve fazer para não perder o voo

Greve dos seguranças privados pode atrapalhar os planos dos portugueses que vão viajar no Natal

Baia de aeroporto delimitadora de espaços com logotipo da ANA Aeroportos de portugal no aeroporto de Lisboa
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De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos, os seguranças privados dos aeroportos portugueses vão estar em greve nos dias 24 e 25 de dezembro, reivindicando melhores condições laborais.

É previsível que a greve atrapalhe os planos de milhares de portugueses que querem sair de Portugal nestes dias festivos, por isso a gestora aeroportuária, ANA Aeroportos pede aos passageiros que tomem algumas precauções para evitar atrasos e consequentes perdas de voos.

“A ANA Aeroportos de Portugal informa todos os passageiros que, em virtude da greve anunciada para as empresas de segurança e do elevado incremento de tráfego registado nos últimos meses, é previsível que os procedimentos de controlo de segurança nos aeroportos nacionais sejam mais demorados durante os próximos dias 24 e 25 de dezembro”, começa por esclarecer a ANA, em comunicado.

No mesmo documento é pedido aos passageiros que cheguem aos aeroportos “com maior antecedência e sigam as instruções transmitidas pela sua companhia aérea, operador turístico ou agência de viagens”.

Outro dos pedidos feito pela operadora é para que os passageiros despachem o maior número de malas possível no balcão de check-in diminuindo assim o número de volumes a serem rastreados no controlo de segurança.

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A greve dos seguranças privados dos aeroportos vai decorrer em todos os aeroportos de Portugal continental, Açores e Madeira.

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação exige que os trabalhadores da Presegur e Securitas sejam incluídos em acordos de “contratação coletiva”, “melhores condições de trabalho” e “uma carreira com dignidade”.

“Há quem esteja a ganhar muito dinheiro com o aumento de passageiros nos aeroportos nacionais, mas não são os trabalhadores que zelam pela segurança dos passageiros, pois esses são cada vez mais precários e vivem num contexto cada vez mais difícil”, refere o sindicato citado pelo Observador.