Lisboa vai ter um novo aeroporto até julho deste ano

O aeródromo de Tires vai ser transformado em aeroporto para receber toda a aviação executiva de Lisboa

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Com o objetivo de apoiar o aeroporto Humberto Delgado no acolhimento da aviação executiva, o aeródromo de Tires deverá subir de categoria e passar a aeroporto até julho deste ano, avança o Expresso na edição deste sábado.

De acordo com Miguel Sanches, diretor da infraestrutura, “no Aeródromo Municipal de Cascais tem vindo a ser feito um trabalho de qualificação, tendo em vista a transformação num aeroporto destinado à aviação executiva”, cita o Expresso.

Neste momento a estrutura já pode receber voos internacionais fruto de uma recente certificação de classe III por parte da Autoridade Nacional da Aviação Civil, sendo este o único aeródromo em Portugal continental a ter estas características. No entanto o responsável diz que é preciso chegar mais longe: “para voos de países terceiro continua a ser necessário um conjunto de autorizações prévias de várias entidades, num processo administrativo cujos tempos de resposta não são, muitas vezes, compatíveis com a realidade da aviação executiva”, diz ao Expresso Miguel Sanches.

Reforçando a importância do investimento que rondará os 3,2 milhões de euros no último ano, o vice presidente da Câmara Municipal de Cascais refere que “a ideia é passar a funcionar como aeroporto para toda a aviação executiva da região de Lisboa. Isto beneficia o aeroporto e Lisboa que se diz que está sistematicamente sobrelotado e tem falta de slots”.

Uma das mudanças mais visíveis com a atribuição desta nova categoria é a presença em permanência do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e da Autoridade Tributária e Aduaneira naquela infraestrutura que verá o terminal de passageiros ser completamente acomodado para melhor acolher as novas entidades, passageiros e tripulações.

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Para melhor servir o novo aeroporto português está ainda a ser estudada a construção de um ramal em direção à A5 cujo “terreno e trajeto já estão identificados e mapeados”, refere Bernardo Corrêa de Barros, administrador da Cascais Dinâmica, empresa municipal que gere o aeródromo.