Revolut já tem licença bancária

O cartão Revolut acaba de obter uma licença bancária que vai permitir aos utilizadores usarem-no como conta principal.

cartao revolut
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O cartão Revolut tem sido um verdadeiro sucesso a captar utilizadores. Muito graças à ausência de taxas em levantamentos de dinheiro e pagamentos sem comissões, esta empresa conseguiu em apenas três anos atrair mais de três milhões de clientes. Um verdadeiro sucesso que faz dela uma das mais bem sucedidas fintechs do mundo.

O Revolut veio, de facto, facilitar a vida de quem viaja porque permite que através de uma aplicação seja possível fazer conversão direta de moeda sem custos adicionais. E com o cartão é possível usar essa moeda para fazer pagamentos e levantamentos no estrangeiro sem ter que suportar as taxas elevadíssimas que os bancos tradicionais costumam cobrar.

Mas agora há uma novidade. O Revolut conseguiu atingir um objetivo que ambicionava desde que começou a ganhar os primeiros utilizadores: obter uma licença bancária.

Até aqui os fundos que os utilizadores transferiam para a aplicação ficavam alojados num grande banco britânico. No fundo, o serviço funcionava como um cartão pré pago para onde as pessoas transferiam dinheiro através das contas bancárias principais que tinham.

A partir do momento em que o Revolut começar a usar a licença bancária que acaba de obter, os utilizadores terão em sua posse uma verdadeira conta bancária na qual podem receber salários, fazer transferências para outras contas, pedir créditos ou fazer investimentos na bolsa. Na prática o Revolut vai poder passar a ser aconta principal dos utilizadores.

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A licença obtida na Lituânia deve começar a ser usada em 2019, altura em que a empresa espera “começar a lançar os novos produtos em países europeus de menor dimensão, antes de a certa altura começarmos a passar a licença para mercados importantes como o Reino Unido, França, Alemanha e Polónia”, diz um comunicado da empresa citado pelo Observador.

Não ficou claro se Portugal é um desses “países europeus de menor dimensão” nem qual o momento que por cá vai ser possível usar este serviço, mas Nik Storonsky, fundador e presidente-executivo da Revolut, é peremptório ao afirmar que “não vamos parar enquanto não formos o cartão mais utilizado em Portugal, e estou confiante de que lá chegaremos quando introduzirmos as contas bancárias, crédito ao consumo e negociação bolsista em todo o país”

Ao obter uma licença bancária europeia, os utilizadores da Revolut vêm os depósitos até 100 mil euros protegidos pelas normal da União.