Vómitos e más disposições levam novos aviões da TAP a serem investigados

Vários passageiros sentiram-se indispostos e vomitaram depois de viagens de longo curso a bordo dos novos aviões da TAP, os A330 Neo.

Airbus A330 Neo TAP
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Vários passageiros da TAP sentiram-se indispostos e muitos acabaram mesmo por vomitar no final de alguns voos de longo curso a bordo dos novos aviões da companhia, o Airbus A330 Neo, conta a TSF. Os casos já foram comunicados à Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) e estão a ser investigados.

Um dos últimos casos aconteceu na semana passada, quando um destes novos aparelhos viajava para o Brasil, tendo alguns membros da tripulação ficado maldispostos, e de acordo com alguns passageiros, os pilotos acabaram mesmo por fazer a aterragem com máscaras de oxigénio.

Ouvido pela TSF, um especialista da área de segurança aérea, que preferiu não se identificar, diz que este problema pode estar relacionado com a renovação insuficiente do ar no interior da cabine, o que faz com que o ambiente se degrade a bordo.

Interior de um A330 Neo da TAP com ecrãs individuais de entretenimento de passageiros
A TAP foi a primeira companhia aérea do mundo a operar os novos Airbus A330 Neo. Foto de TAP

“É evidente que há tripulantes e passageiros que enjoam em determinadas fases de voo com turbulência mais moderada ou mais severa, mas os relatos que temos não têm a ver com isso e sim com o decurso normal de voos de longa duração e longo curso operados neste tipo de equipamento”, diz à mesma fonte a presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil.

A TAP também já veio dizer que o A330 Neo é um avião com todas as certificações e que nunca colocaria em risco os seus passageiros ou os seus trabalhadores. A companhia não confirma nem desmente os enjoos ou o episódio relatado à TSF de que os pilotos teriam aterrado no Brasil com máscaras de oxigénio, mas explica que este “é um facto considerado normal em aeronaves novas e que desaparece logo após as primeiras utilizações”.

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A companhia acrescenta ainda que “os testes já realizados, tanto pela TAP, como pela Airbus, não permitem estabelecer qualquer correlação entre estes episódios e uma hipotética, mas não demonstrada, deficiência na circulação e renovação de ar”.