Transportes no Japão. Quais as melhores opções para conhecer o país

A Marta Costa esteve no Japão e está agora no W360.PT para nos dar dicas sobre os melhores transportes para conhecer um dos países favoritos de turistas de todo o mundo.

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Há muitas formas de transporte em Tóquio. Caso se pretenda sair da cidade, e mesmo caso se queira tranquilidade (e não estar sempre a carregar os passes) o Japan RailPass pode ser a melhor solução – não foi esta a minha escolha, mas olhando para trás, poderia ter sido o melhor.

Dedicado aos visitantes estrangeiros, o cartão pode ser comprado no país, a um preço ligeiramente mais elevado, até março 2019. Para quem quiser ter tudo preparado com antecedência, pode e deve ser pedido online. O cartão depois é enviado para a morada fornecida.

E quais as vantagens do Japan RailPass? Muitas. Desde logo está incluído o transporte de e para o aeroporto, através do Narita Express, um comboio rápido que faz a ligação entre os vários terminais e a estação central Tóquio Station. Estes bilhetes, comprados separadamente, têm o valor de 3 400¥.

No passe estão também incluídas todas as viagens de metro e comboio dentro das linhas JR. (de notar que o Metro de Tóquio é operado por mais do que uma empresa, ou seja, pode ou não ser JR, mas a maioria é). Acrescentando as viagens em transportes Shinkansen – ou seja, comboios rápidos como o Nozomi ou o HIkari, os chamados comboios-bala, para quase todos os destinos do Japão. É uma questão de fazer bem as contas aos preços e às comodidades.

O JRailpass está disponível em três formatos: 7, 14 e 21 dias. Todas as informações, incluindo preços, podem ser encontradas no site.

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Os comboios bala são a forma ideal de viajar dentro do Japão. Foto de Marta Costa

Outra forma de andar é comprar um cartão recarregável SUICA ou PASMO (que são, do que entendi, basicamente a mesma coisa, apenas são de empresas diferentes). O SUICA é um cartão que tem um preço de 500¥, ao ser comprado deve ser carregado com 1 500¥ e, a partir daí, pode ser carregado sempre que necessário com um mínimo de 500¥. E serve para tudo, não apenas para o metro. Desde máquinas de vending até às máquinas de jogo ou mesmo restaurantes.

Quanto às viagens de metro, ficamos a perceber mais ou menos os valores – as que fiz variaram entre os 130¥ e os 195¥. Uma coisa positiva quanto ao SUICA é que, no final, é possível pedir o reembolso de qualquer valor que esteja disponível no cartão e levantá-lo nas máquinas próprias.

A viagem entre Tóquio e Quioto foi feita de Shinkansen, o comboio bala, e ficou à volta de 26 mil ¥. (o que equivale a mais ou menos 200 euros) ida e volta, mas compensa porque são apenas 3 horas de viagem (e já estava o alojamento marcado). É possível fazer a mesma viagem, por exemplo, durante a noite, de forma muito mais barata.

O transporte no Japão é o mais caro de tudo. Se a viagem incluir mais do que uma cidade, compensa comprar o RailPass, sem qualquer dúvida. Também por uma questão de comodidade, para não se estar sempre a carregar o SUICA ou o PASMO. Mas se a viagem não for fora de uma cidade, ou se for por um período curto, os cartões recarregáveis são uma boa opção.

Na verdade, mesmo que não se vá com muita coisa pensada, as coisas no Japão são bastante organizadas. Depois de se entender a forma, rapidamente nos conseguimos orientar.

Em Quioto, por outro lado, os autocarros são o transporte mais cómodo. Há-os desde a estação central até quase todos os pontos turísticos da cidade. Aqui nem todas as linhas são JR por isso convém ter atenção a esses pormenores à medida que se for andando.