Roteiro Budapeste. Três dias na cidade monumental que conta a história da Europa

A cidade das termas é uma daquelas que todos os amantes de viagens e da história europeia têm que visitar, por isso preparámos um roteiro para Budapeste.

Elétrico a atravessar a ponte da Liberdade de Budapeste
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Chegámos à Hungria. Chegámos a Budapeste. Esta é uma das cidades europeias imperdíveis para quem quer conhecer a construção do velho continente. Os medos antigos, a monumentalidade, o poder e até a fundação da nossa cultura.

A Segunda Guerra Mundial marcou indelevelmente a cidade. A história é muito bem contada na Casa do Terror, onde são mostrados os dois lados do tabuleiro e onde é preciso coragem para entrar. Também às margens do Danúbio e às portas de um dos maiores Parlamentos do mundo é possível olhar para os Sapatos imortalizados dos judeus que perderam a vida naquelas águas frias, só por serem judeus.

A gastronomia é o pretexto ideal para fazer pausas neste roteiro de três dias e a Paprika é o ingrediente que vai dar sabor à viagem. Mas antes de se sentar à mesa prepare a mala, não se esqueça dos chinelos e toalha de banho e desfrute de momentos de relaxamento numa das muitas Termas que fazem de Budapeste a cidade europeia com mais banhos termais.

Nos pés devem estar umas sapatilhas porque a palavra chave é caminhar. Pode apanhar o metro pelo menos uma vez para ver as pitorescas estações em azulejos e com comboios amarelos, mas só por curiosidade vai querer sair da superfície.

Budapeste
Hungria
Húngaro
1 779 361 hab.
Florim [HUF]
GMT +2
Europeias, 2 pinos
+36
112
De outubro a março, os meses mais frios do ano, as temperaturas são baixas podendo chegar a graus negativos e à queda de neve. Nos meses mais quentes os termómetros podem subir além dos 30ºC, sendo este também o período com mais probabilidade de ocorrência de chuvas

Dia 1

Metro de Budapeste
9:00 – 10:00

300HUF
todos os dias: 4:30 às 23:00

Na aventura de descobrir Budapeste que agora vai começar, não vai precisar de usar muitos transportes públicos, mas talvez seja uma boa opção na deslocação do seu hotel até ao primeiro ponto de visita. Mesmo que não esteja muito longe da Basílica de Santo Estevão, aproveite para entrar num mundo paralelo, uma autêntica viagem no tempo, ao descer as escadas do Metro de Budapeste.

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Metro de Budapeste
O metro de Budapeste é um dos elementos mais pitorescos da cidade

As estações mais antigas, inauguradas no final do século XIX são rodeadas de azulejos brancos e bordô e as portas são de madeira com pormenores em latão dourado. As carruagens do metro são pequenas e amarelas, e no interior estreito são as alças de pele para se segurar que sobressaem.

Há poucos lugares para se sentar, mas não se preocupe porque o metro é bastante eficiente e aparece um novo de dois em dois minutos, garanto que pode perder o tempo que quiser a admirar as estações que não vai ficar apeado. E quando finalmente decidir entrar, siga em direção à estação de Bajcsy-Zsilinszky út, a primeira paragem deste roteiro.

Basílica de Santo Estevão
10:00 – 11:00

M Bajcsy-Zsilinszky út
Szt. István tér
500HUF
segunda a sexta: 9:00 às 17:00 | sábado: 9:00 às 13:00 | domingos: 13:00 às 17:00

Agora que voltou à superfície siga em direção à Basílica de Santo Estevão que fica a uma curta caminhada da estação de metro Bajcsy-Zsilinszky út.

À entrada vai ter que contribuir para a obra social da igreja com uma quantia simbólica e uma vez lá dentro vai ter a possibilidade de visitar o maior templo húngaro e um dos maiores da Europa. O luxo é particularmente evidente, numa obra que não olhou a despesas para homenagear o primeiro rei da Hungria, Estevão I.

Igreja Mathias em Budapeste
A Basílica de Santo Estevão é mais uma homenagem da cidade ao primeiro Rei e heróis nacional, Estevão I

Concluída em 1905 é ornada com mármore, ouro e prata que dão cor e brilho a uma série de figuras religiosas que divinamente protegem um dos elementos mais sagrados para os crentes húngaros, a mão direita de Estevão I, que para além de Rei foi transformado santo depois de morrer.

Antes de contornar todo o espaço com capacidade para mais de 8.500 pessoas e seguir em frente na visita à cidade, não se esqueça de subir as escadas que dão acesso à torre da Basílica de onde pode ter uma vista desafogada sobre a capital da Hungria.

Parlamento Húngaro
11:30 – 13:00

M Kossuth Lajos tér
Budapest, Kossuth Lajos tér 1-3
adultos: 3.500HUF | jovens, estudantes e idosos: 1.900HUF
todos os dias: 10:00 às 15:00
as visitas são apenas com guia, em diferentes línguas

Para terminar a sua manhã siga em direção ao Parlamento Húngaro. É uma visita imperdível para conhecer melhor a história política do país, mas também para conhecer a riqueza da arquitectura e os detalhes únicos deste momento nacional.

O Parlamento Húngaro é um dos maiores e mais monumentais do mundo

Foi construído em estilo Neogótico entre 1885 e 1904 e é o terceiro maior do mundo em termos de área. No interior até cabe um maior número de deputados, mas alterações recentes na lei da Húngria fizeram diminuir o número de parlamentares, fixando-o em 199.

Atualmente há 199 deputados a representar os húngaros no Parlamento

As visitas guiadas ao espaço em várias línguas dão a possibilidade de o conhecermos de forma muito detalhada. Esta é, na verdade, a única forma de ficar a conhecer o Parlamento, uma vez que as visitas livres não são permitidas. Pelo caminho de quase uma hora que vamos fazendo pelos corredores e salas imponentes chegamos à Coroa de São Estavão que está em exibição bem no centro da sala da cúpula do edifício. Protegida por guardas armados, este tesouro húngaro é facilmente identificado pela cruz inclinada que tem no topo. Não terá sido desenhada exatamente assim, mas ninguém consegue explicar como é que chegou àquela posição.

Memorial dos Sapatos
13:00 – 13:30

M Kossuth Lajos tér
Budapest, Id. Antall József rkp.

Seguimos agora nas margens do Danúbio, em direção à Ponte das Correntes, mas fazemos uma paragem no caminho para vermos o Memorial dos Sapatos. É uma das imagens mais emblemáticas da cidade e faz uma homenagem aos judeus executados durante a Segunda Guerra Mundial.

Memorial dos Sapatos de Budapeste
O Judeus foram fortemente perseguidos em Budapeste

Foi neste exato local que quase quatro mil cidadãos judeus de Budapeste foram mortos pelo partido fascista durante a Segunda Guerra Mundial. As vítimas recebiam ordens para tirar a roupa e os sapatos e eram baleados na margem do rio para que os corpos caíssem à água e fossem levados pela corrente.

Em 2005 o escultor Gyula Pauer e o realizador Can Togay idealizaram este memorial composto por 60 pares de sapatos de ferro que já se tornou num dos símbolos da cidade.

Almoço no Restaurante Kantin
13:45 – 14:30

M Oktogon
Andrássy út 44
menu a partir de 6000HUF
todos os dias: 12:00 às 0:00

Por entre várias lojas de luxo, hotéis e restaurantes, na Rua Andrássy não vai ter dificuldades em encontrar um lugar que lhe agrade para fazer a primeira refeição em Budapeste.

O restaurante Kantin, com um ambiente familiar é um dos lugares ideais para começar a experimentar alguns dos pratos mais típicos do país. Com a Paprika como personagem principal, o Paprikás csirke e galuska, junta o mais famoso ingrediente da gastronomia húngara a uma perna de galinha, servida com uma massa verdadeiramente irresistível.

Fachada do restaurante Kantin em Budapeste
A Paprika não pode faltar num prato tipicamente húngaro

Casa do Terror
15:00 – 16:30

M Vorosmarty
Andrássy út 60
crianças até 6 anos: grátis | jovens até 25 anos e idosos a partir dos 62 anos: 1500HUF | adultos: 3000HUF
terça a domingo: 10:00 às 17:30

Depois do almoço vai precisar de estômago para visitar a Casa do Terror, um edifício em tons de cinzento que se destaca pelo gigantesco letreiro de ferro no topo de onde sobressai a palavra “terror”, uma espécie de prelúdio para o que vai encontrar cá dentro. Numa espécie de rodapé do edifício vai ainda confrontar-se com uma série de retratos de pessoas que morreram aqui dentro.

Fachada da Casa do Terror com placa metálica preta em Budapeste. Foto de Diogo Pereira
A Casa do Terror foi o epicentro das atrocidades do regime nazi e do regime comunista

O museu está espalhado por quatro pisos. O primeiro aborda o período do comunismo na Hungria e o segundo o período do nazismo. A visita é feita de forma ascendente. Mas se dúvidas restassem é no último piso que somos convidados a descer até às catacumbas do prédio, onde as aparentes diferenças que possam ter ficado durante a visita sobre as práticas destes dois regimes se diluem. Aqui há celas minúsculas e ferramentas de tortura que foram usadas tanto por nazis como por comunistas, em períodos diferentes, é certo, mas com a mesma finalidade.

Muitos opositores dos dois regimes totalitários foram mortos entre estas paredes, um verdadeiro ambiente de terror ao qual não vai ficar indiferente.

Praça dos Heróis
16:30 – 17:00

M Hosok Tere
Hosok tere

Quando sair da Casa do Terror siga a pé pela Rua Andrássy até chegar à Praça dos Heróis, um dos espaços mais monumentais de Budapeste. Ao centro está o Arcanjo Gabriel, numa representação a mais de 30 metros de altura. Do lado esquerdo está o Museu das Belas Artes e do lado direito o Palácio das Artes.

Praça dos Heróis de Budapeste, na Hungria
O Arcanjo Gabriel é o protagonista na Praça dos Heróis

Quase em jeito de guarda de honra ao mensageiro de Deus estão uma série de figuras que tiveram um papel muito relevante na fundação da Hungria. O primeiro rei, transformado santo, Estevão I não podia faltar, ao qual se juntam outros reis como Ladislau I ou Matias Corvino. Nesta verdadeira foto de heróis do país também há espaço para militares corajosos, políticos distintos e líderes da tribo que deu origem à Hungria, os Magiares.

O monumento repleto de estátuas esculpidas em pedra de dimensões generosas começou a ser construído em 1896, altura em que a Hungria fez mil anos, uma idade verdadeiramente impressionante à qual poucos países se podem orgulhar de terem chegado.

Detalhe dos heróis na Praça dos Heróis de Budapeste na Hungria
Os fundadores da Hungria têm todos lugares aqui

Termas de Széchenyi
17:00 – 20:30

M Széchenyi furdo
Állatkerti krt. 9-11
cabine: 6 200HUF | cacifo: 5 700HUF
todos os dias: 6:00 às 22:00
é obrigatório o uso de chinelos e toalha

O primeiro dia em Budapeste esteve repleto de emoções e banhos de história. Proponho agora um banho de água terapêutica nas Termas de Széchenyi, um dos mais conhecidos postais desta cidade.

Piscinas exteriores das termas Széchenyi em Budapeste, na Hungria - Foto de Diogo Pereira
As Termas de Széchenyi são as favoritas dos turistas

Chegue com tempo, porque embora possa estar um pouco reticente, este vai ser um dos melhores momentos do seu dia. Tão bom, que neste roteiro até vamos propor que o repita, mas num lugar diferente. Para já pegue na toalha, que previamente guardou na mochila juntamente com os chinelos e fato de banho, e prepare-se para relaxar.

As termas mais conhecidas e movimentadas da cidade têm uma zona coberta com várias piscinas, mas se estivermos no inverno vai querer mesmo ter a experiência de mergulhar nas piscinas exteriores e sentir o contraste entre as rigorosas temperaturas de Budapeste e o calor acolhedor da água que pode chegar aos 38ºC.

Jantar no Restaurante Gundel
20:00 – 21:30

M Széchenyi furdo
Gundel Károly út 4
menu a partir de 10 000HUF
todos os dias: 12:00 às 0:00

Para celebrar o dia intenso em Budapeste, e se ainda lhe restarem algumas energias, vá até ao seu hotel e prepare-se para uma verdadeira entrada na mais chique cultura húngara. No Restaurante Gundel vai poder experimentar alguns dos mais importantes pratos da gastronomia do país, bem como sentir-se um autêntico local. A carta de vinhos é outro dos pontos fortes deste espaço, que tem rótulos de colheitas que só são vendidos em espaços exclusivos.

Bar Szimpla
22:30 –

M Astoria
Kazinczy u. 14
todos os dias: 12:00 às 4:00

Os Ruin Bar têm uma carga simbólica muito forte em Budapeste porque começaram por ser edifícios abandonados ocupados por judeus no rescaldo da Segunda Guerra Mundial. Serviam para discussões culturais e até políticas e eram um símbolo de uma parte da sociedade ostracizada pelos regimes totalitários que durante tempo demais dominaram o país e marcaram indelevelmente a cidade.

Bar Szimpla Ruin Bar em Budapeste Hungria
Antes eram lugares abandonados, agora são paragem obrigatória para quem se quer divertir

É para aqui que vai seguir quando terminar o seu jantar. Na porta é provável que não perceba imediatamente a dimensão deste espaço, mas entre várias salas, pisos e empregados com tabuleiros de cerveja, vai ter que percorrer alguns metros para conseguir encontrar um lugar onde se sentar e desfrutar de uma bebida.

Um dos bares mais conhecidos é o Szimpla, decorado com o lixo das ruas que mais ninguém queria, mantendo o aspecto de um edifício em ruínas. É muito curioso ver os manequins, as paredes grafitadas ou latas velhas que se transformam em objetos de arte espalhadas pelo espaço. O Szimpla funciona 24 horas por dia e aos domingos de manhã recebe uma feira de produtos orgânicos.

Dia 2

Ponte das Correntes
9:00 – 9:30

M Széchenyi István tér

Dividida pelo rio Danúbio a capital da Hungria e composta pelo lado Buda e o lado Peste. Para chegar a Buda precisa de atravessar uma das várias pontes que ligam os dois lados de Budapeste e a Ponte das Correntes é uma das que tem mesmo que usar, por ter sido a primeira a ser construída, mas também porque marca de forma incontornável a paisagem da cidade.

Ponte das Correntes de Budapeste 2
É impossível não passar pela Ponte das Correntes

Uma vez mais a Segunda Guerra Mundial marca a história da cidade, uma vez que a ponte atual não é a original. A primeira a ser construída em 1849 foi destruída durante o conflito, numa altura em que era uma das pontes mais compridas do mundo com 375 metros de extensão.

Bastião dos Pescadores
9:30 – 10:30

M Szentháromság tér
Szentháromság tér

Chegado ao Bastião dos Pescadores, vai voltar a ser recebido pelo grande herói húngaro, Estevão I que se ergue em estátua no centro da praça. Em jeito de rebordo o monumento é composto por sete torres que prestam homenagem às sete tribos Magyares que fundaram o país. É daqui que vai conseguir algumas das melhores panorâmicas de Budapeste, com especial destaque para o Parlamento, cuja grandiosidade se denota ainda mais.

Exterior da Igreja de Santo Estevão em Budapeste ao lado da bandeira da Hungria
A Igreja Mathias tem um telhado muito particular

Saber a origem do nome desta fortificação não é tarefa fácil, mas ao que parece terão sido pescadores da região a defendê-la durante a Segunda Guerra Mundial, uma defesa que acabaria por não ser muito bem sucedida, uma vez que os bombardeamentos que destruíram importantes espaços da cidade, também destruíram quase irreversivelmente o Bastião dos Pescadores. Um facto curioso é que a reconstrução deste monumento foi coordenada por um dos filhos do arquiteto que originalmente o projetou.

Igreja Mathias
10:30 – 11:30

M Szentháromság tér
I. Szentháromság tér 2
adultos: 1 800HUF | jovens e idosos: 1 200HUF
segunda a sexta: 9:00 às 17:00 | sábado: 9:00 às 12:00 | domingos: 13:00 às 17:00

Antes de reparar no Bastião dos Pescadores, é provável que a Igreja Mathias tenha chamado a sua atenção, é para lá que vai agora.

Construída na segunda metade do século XIV e restaurada no final do século XIX, no mesmo local onde antes havia um templo erguido pelo Santo Estevão, em tempos foi a maior igreja de Budapeste, palco de várias coroações de monarcas. Mathias é o nome de um dos reis húngaros, que o partilha com a catedral por ter sido este o local que escolheu para se casar.

Altar da Igreja de Santo Estevão em Budapeste
A ostentação é evidente neste que é um dos monumentos nacionais da Hungria

A visita ao interior permite observar diversas esculturas e obras de arte, além de grandes vitrais e dois órgãos antigos, bem como uma réplica da coroa húngara, erguida a cima de uma imagem da Virgem Maria. Já do lado de fora, não saia da praça sem olhar para o telhado do monumento, uma vez que o telhado é construído com uma composição de telhas coloridas que lhe dão um ar muito carismático.

Museu de História de Budapeste e Galeria Nacional Húngara
11:30 – 13:00

M Dísz tér
Szent Gyorgy tér 2
jovens e idosos: 1000HUF | adultos: 2000HUF
terça a domingo: 10:00 às 18:00

Saído do miradouro mais emblemático de Budapeste, prepare-se para mais uma caminhada, não será longa e vai continuar do lado Buda para visitar o Museu de História de Budapeste e a Galeria Nacional Húngara. Pelo caminho vai cruzar-se com a estação superior do Funicular Budavári que pode ser uma boa opção para descer ou subir a encosta. Se não tiver escolhido este meio de transporte, aproveite o momento para observar como é pitoresco e siga caminho.

Museu de História de Budapeste
No Museu de História de Budapeste é possível ficar a conhecer a história da cidade ao detalhe

É no Castelo de Buda que atualmente funcionam estes dois espaços de imersão cultural. Aqui pode ter contacto com os vários períodos da história da cidade, distribuídos por três pisos e um criptopórtico. As esculturas, pinturas e até vário objetos de várias épocas ajudam a conhecer melhor esta cidade milenar e dão a oportunidade de descobrir como evoluiu a história política, social e cultural.

Quando terminar a visita aproveite para fazer um almoço reforçado, já que no período da tarde vai ter que subir até ao ponto mais alto da cidade a caminhar.

Citadella
14:00 – 15:00

Citadella

A Citadella é o ponto mais alto de Buda, onde os húngaros construíram um forte como símbolo do seu domínio sobre a cidade. Hoje em dia é um dos miradouros de onde vai ter a melhor vista sobre a cidade, o rio e as suas pontes.

Para chegar ao topo vai ter que caminhar cerca de meia hora por uma colina íngreme. Quando perceber o que vai ter que subir talvez desista, mas são se deixe levar pelas primeiras sensações. A súbida não é assim tão complicada e ao longo do caminho vai tendo vários pontos onde se pode sentar e desfrutar de uma vista arrebatadora sobre a cidade. Chegado ao topo vai ver que vai mesmo valer a pena.

Estátua da Liberdade
15:00 – 15:30

Citadella

Ainda na Cidadella há um ponto que não lhe vai ser indiferente, a Estátua da Liberdade, localizada bem no topo do Monte Gellért. A estátua é o símbolo daqueles que sacrificaram as suas vidas pela independência, liberdade e prosperidade da Hungria durante a segunda guerra mundial, tendo sido erguida em 1947.

Estátua da Liberdade de Budapeste
A Estátua da Liberdade ergue-se num dos pontos mais altos da cidade

Igreja da Caverna
16:00 – 16:30

M Szent Gellért tér
Gellérthegyi Barlang
grátis
segunda a sábado: 9:30 às 19:30

Está na hora de começar a descer encosta em direção às Termas de Gellért, mas antes de entrar em mais um período de relaxamento, proponho que faça uma paragem pelo caminho.

Desde que chegou a Budapeste que já ficou esclarecido quanto à grandiosidade e imponência desta cidade, mas agora é tempo de fazer uma pausa para apreciar um monumento contrastante com os traços gerais da cidade. Falo de uma pequena igreja construída no interior de uma rocha que serviu de lugar de culto dos Padres Paulinos.

A simplicidade acompanhada por aquilo que parece ser uma capacidade de engenharia muito apurada fazem deste um lugar muito carismático e pitoresco. Na história, como não podia deixar de ser, também teve que se ver abraços com as lutas políticas que dominaram o país, tendo os comunistas obrigado ao seu encerramento em 1950.

Termas de Gellért
16:30 – 20:30

M Szent Gellért tér
Kelenhegyi út 4
cabine: 6 500HUF | cacifo: 6 100HUF
todos os dias: 6:00 às 20:00
é obrigatório o uso de chinelos e toalha

O letreiro Gellért vai ser bem visível quando estiver a descer da Citadella. Tente segurar o entusiasmo porque, é verdade, à sua epsera estão mais umas boas horas de relaxamento em mais um dos banhos termais que fazem de Budapeste a cidade Europeia com mais termas.

Piscina Principal das Termas de Gellert em Budapeste, na Hungria. Foto de Diogo Pereira
Mais tranquilas, as termas de Gellért são as favoritas dos húngaros

Inaugurada em 1918, falamos de um luxuoso hotel que inclui termas projetadas ao estilo Art-Nouveau e que ao contrário das que visitou ontem, estarão bem menos movimentadas, uma vez que são muito mais usadas pelos locais do que pelos turistas.

Aproveite para entrar no verdadeiro espírito húngaro e observe como quem aqui vem, vem para relaxar no final de um dia de trabalho, ou para passar momentos agradáveis com amigos ou família. O espaço é terapêutico e é muito usado por pessoas com necessidades médicas, mas não são elas que o dominam, porque em Budapeste visitar os banhos termais é quase como ir ao café.

Ponte da Liberdade
20:30 – 21:00

M Fovám tér
Szabadság

Para chegar ao lado Buda teve que transpôr a Ponte das Correntes, a mais antiga da cidade, agora, para voltar a Peste, sugiro que use a Ponte da Liberdade.

Elétrico a atravessar a ponte da Liberdade de Budapeste
A Ponte da Liberdade é o caminho mais fácil para ir de Buda até Peste

Construída para a Exposição Mundial do Milénio e dedicada aos 1000 anos da fundação do Estado Húngaro, liga dois dos imperdíveis de Budapeste, o Mercado Central, onde vai ter oportunidade de almoçar amanhã, às Termas de Gellért de onde acaba de sair. No topo das altas torres que a fazem ficar visível a partir de vários pontos da cidade estão esculturas de Turul, pássaros típicos da região.

Jantar no Rustico Étterem
21:00 – 22:30

M Fovám tér M
Váci u. 71
menu a partir de 5 000HUF
todos os dias: 11:00 às 23:30

Depois de mais um dia intenso, siga em direção a uma das ruas comerciais de Budapeste, a Rua Váci. Ao longo do dia vai encontrar por aqui muitas pessoas, sendo uma das melhores zonas para fazer as típicas compras de recordações para família e amigos. Durante a noite o ambiente é bem mais tranquilo, mas é aqui que pode encontrar um dos restaurantes mais agradáveis com atendimento mais acolhedor da cidade.

No Rustico Étterem vai poder escolher entre alguns dos pratos mais típicos do país, que são servidos com atenção e detalhe e sempre acompanhados por música ambiente tocada ao vivo.

Violinista toca no interior do resturante Rustico Étterem de Budapeste
No Rustico Étterem as refeições são servidas ao som de um violino

Dia 3

Grande Sinagoga
9:30 – 11:00

M Astoria
Dohány u. 2
estudantes: 2 000HUF | adultos: 3 000HUF
domingo a sexta: 10:00 às 16:00

Já percebemos que a cidade de Budapeste foi fortemente fustigada pela Segunda Guerra Mundial e os judeus foram a comunidade que mais sofreu com as agressões, precisamente por isso este terceiro dia começa com uma visita à Grande Sinagoga, um imponente edifício que consegue acolher no interior mais de três mil fiéis.

É um dos maiores templos de culto judaico de todo o mundo e, uma vez mais, ficou indelevelmente marcado pelos regimes totalitários que controlaram a Hungria. Nas imediações do edifício foi criado um gueto judeu que acabou por se transformar em campo de concentração. Daqui muitas destas pessoas seguiram para campos de extermínio nazi onde acabariam por ser assassinadas.

Grande Sinagoga de Budapeste
A Grande Sinagoga de Budapeste é uma das maiores sinagogas do mundo

Rua Váci
11:00 – 13:00

M Március 15. tér
Váci u.

Na noite de ontem esteve na Rua Váci, mas como foi só durante a noite, não conseguiu perceber exatamente as potencialidades deste espaço, por isso é por aqui que vai passar para chegar ao próximo destino. Aproveite para ver as montras e fazer algumas compras.

Mercado Central de Budapeste
13:00 – 14:30

M Fovám tér
Vámház krt. 3
segunda a sábado: 6:00 às 17:00

No final da Rua Váci vai encontrar o grande Mercado de Budapeste que é o mais antigo mercado público da cidade. Um espaço amplo, distribuido por três pisos suportados por uma estrutura em ferro que combina com a Ponte da Liberdade, bem ali ao lado.

Fachada do Mercado Central de Budapeste
O Mercado Central é um dos lugares ideais para almoçar

No piso de entrada tem bancas coloridas com frutas, legumes, enchidos e muita paprika, a especiaria mais famosa da Hungria. O segundo piso é onde se encontram a maioria dos restaurante com comidas tradicionais e onde pode parar para almoçar. É também neste piso que estão várias lojas com artesanato, sendo este o sítio ideal e mais barato para comprar a sua lembrança de viagem. No topo há bancas de peixe e um grande supermercado.

O melhor dia para visitar o mercado é o sábado de manhã, quando as bancas estão cheias de produtos frescos, mas não se esqueça de levantar dinheiro, porque na maioria das bancas não há multibanco disponível.

Mercado Central de Budapteste 2
É de manhã, bem cedo, que vai encontrar as bancas repletas de produtos frescos

Café Frei
14:30 – 15:00

M Fovám tér
Váci u. 74
todos os dias: 10:00 às 20:00

No caminho para a Ópera de Budapeste vai ter que passar de novo pela Rua Váci e como qualquer português vai precisar de um bom café porque acabou de almoçar. Aproveite para passar no Café Frei onde as opções com cafeína não vão faltar, incluindo o belo do expresso.

Listas de cafés no Café Frei em Budapeste
A variedade de cafés é extensa no Frei

Ópera de Budapeste
15:00 – 16:30

M Kossuth Lajos tér
Andrassy út. 22
adultos: 2 990HUF | jovens, estudantes e idosos: 1 990HUF
todos os dias: 10:00 às 15:00
as visitas são apenas com guia, em diferentes línguas

Chegado à Ópera de Budapeste, está na hora de começar a fazer medições. Se já esteve em Viena vai perceber que esta é a mais pequena das duas e é assim propositadamente. O imperador austríaco Francisco José I financiou-a e fez essa exigência. Quando abriu ao público em 1884, e ao deparar-se que a sua exigência tinha sido acatada, o imperador terá fica aborrecido, mas deixou claro que no que diz respeito à beleza, esta era a sua favorita.

Conhecer a imponência deste edifício repleto de mármores e frescos é absolutamente obrigatório e há duas formas para o fazer. Ou escolhe ver um dos espetáculos que com frequência são aqui encenados, ou reserva uma visita guiada numa das línguas disponíveis e fica a conhecer toda a história ao pormenor.

A Ópera de Budapeste é propositadamente inferior à de Viena

Passeio de barco pelo Danúbio
17:00 – 18:30

M Fovám tér
Szabadság

Aproxime-se de novo da margem do rio em direcção à Ponte da Liberdade, pois é daqui que partem as diferentes viagens de barco, tanto diurnos como noturnos. Os passeios são para todos os gostos e vão desde pequenas voltas até “boat parties” com direito a música e bebidas. Muitos deles fazem paragens na Ilha Margarida.

Ilha Margarita
18:30 – 19:30

M Margitsziget
Margit-sziget

Uma vez desembarcado, aproveita a visita para dar uma caminhada ou andar de bicicleta, enchendo os pulmões com o ar mais puro da cidade.

Localizada no meio do rio é uma das principais áreas de lazer da cidade e conta com atrações como o Jardim Japonês, um jardim de esculturas, uma igreja dominicana dó século XIII, uma grande torre de água e dois hotéis de luxo, além de um complexo de piscinas.

Escadaria principal interior do Parlamento de Budapteste
A Ilha Margarita é frequentemente usada para passeios

Jantar no New York Café
20:00 – 22:00

M Blaha Lujza tér
Erzsébet krt. 9-11
menu a partir de 14 000HUF
todos os dias: 8:00 às 0:00

Está mesmo a chegar ao fim a viagem a uma das mais carismáticas cidades europeias, por isso é preciso fechar esta aventura com chave de ouro. Perca a cabeça e faça uma reserva no New York Café, inserido no luxuoso hotel Boscolo, inaugurado em 1894 e que é um verdadeiro paraíso gastronómico.

Há quem diga que é o café mais bonito de Budapeste. Com uma decoração clássica e um atendimento muito personalizado, não vai ter dificuldade em concordar.

New York Café em Budapeste
O charme do New York Café é o seu principal atributo

Como viajar até Budapeste?

TAP
a partir de €98 (ida e volta)

Reservar no Flytap.com

A TAP tem pelo menos um voo diário para Budapeste a partir de Lisboa. O preço base da tarifa apenas inclui uma bagagem de cabine.

Wizz Air
a partir de €108 (ida e volta)

Reservar no Wizzair.com

A Wizz Air voa para Budapeste a partir do Porto, com dois voos semanais, e de Lisboa, com voos dia sim, dia não. A tarifa base não inclui bagagem de cabine nem de porão.

Ryanair
a partir de €54 (ida e volta)

Reservar no Ryanair.com

A Ryanair liga o Porto a Budapeste com dois voos semanais. As bagagens não estão incluídas no valor base.

Onde dormir em Budapeste?

Quarto de Hotel Walk in vaci em Budapeste. Foto de Booking.com

Walk Inn Váci 78
M Fovám tér
Váci utca 78
a partir de €80/pessoa (noite)
9,1 (Soberbo no Booking.com)
Reservar no Booking.com

 

Quarto de hotel New York Palace, The Dedica Anthology, Autograph Collection em Budapeste. Foto de Booking.com

New York Palace 
M Blaha Lujza tér
Erzsébet körút 9-11
a partir de €183/pessoa (noite)
9,1 (Soberbo no Booking.com)
Reservar no Booking.com

 

Quarto de Hotel Flow Hostel em Budapeste. Foto de Booking.com

Flow Hostel
M Fovám tér
Gonczy Pál utca 2
a partir de €42/pessoa (noite)
8,7 (Fabuloso no Booking.com)
Reservar no Booking.com

 Se viajar para Budapeste durante três dias, gasta cerca de €300 por pessoa.