ViagensRoteirosRoteiro Roma. Quatro dias na monumental da história, dos mitos e das pizzas
Vespas vermelhas e brancas em Roma Itália

Roteiro Roma. Quatro dias na monumental da história, dos mitos e das pizzas

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Os italianos só podem ser pessoas formidáveis porque para além de terem conseguido construir um país deslumbrante, conseguiram preservá-lo até aos dias de hoje. Roma é mais uma das cidades que se destaca entre os destinos de férias mais famosos do mundo. À medida que vamos caminhando, parece que estamos a descascar uma cebola, cada camada revela algo novo, de outra época e até datas que pensávamos viverem apenas nos livros.

O Coliseu é um desses feitos da humanidade. Considerado uma das sete maravilhas do mundo impressiona pela idade, mas também pela boa forma que exibe. Não é o único, mesmo ali ao lado, o Fórum e o Palatino tiram as dúvidas a todos os que ainda possam ter alguma dúvida da relevância do Império Romano. Continuando a caminhar pela cidade haverá sempre um monumento com relevância histórica. Aparecem a cada canto, a cada curva e são tantos que o mais normal é começarmos a desvalorizá-los (mas isso não pode acontecer).

De sapatilhas nos pés e vontade de caminhar, a viagem vai ser feita quase sempre à superfície e reforçada pelas lasanhas, pizas e pastas tão típicas da gastronomia italiana. Não podemos deixar de parte o Vaticano, a sede da Igreja Católica e um estado independente dentro de uma cidade. Não é preciso acreditar em Deus para se ficar de boca aberta durante as várias horas em que os passos se vão suceder dentro dos Museus do Vaticano, da Capela Sistina, e da Praça e da Basílica de São Pedro.

Vamos começar a conhecer Roma, a cidade que todos têm que visitar pelo menos uma vez na vida.

Roma
Itália
Italiano
2.873 milhões hab.
Euro (EUR)
GMT+2
Europeias, 2 pinos
041
112
Julho e agosto são os meses mais quentes em Roma. No resto do ano as temperaturas nunca são demasiado baixas, ainda assim a chuva é frequente.

Dia 1

Piazza del Popolo
9:00 – 9:
15

Piazza del Popolo

Roma espera por nós e começamos a nossa viagem na Piazza del Popolo, uma praça importante para os romanos, uma vez que cruza três importantes ruas, a via del Babuino, a via di Ripetta e a via del Corso, todas elas muito movimentadas por causa do comércio e serviços que atraem diariamente centenas de pessoas.

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No centro da praça vai encontrar um obelisco, um monumento comemorativo que chegou aqui vindo do antigo Egito e que tem 24 metros de altura. Quando chegou a Roma, o primeiro sítio onde foi colocado foi o Circo Maximo, tendo sido transladado para a Piazza del Popolo em 1589.

Para ter uma vista aberta para a praça, ficando com a exata noção da sua dimensão, a melhor forma é subir aos Jardins do Píncio. Há umas escadas diretas que não vai ter dificuldade em encontrar.

Jardins da Villa Borghese
9:15 – 10:
45

Piazzale Napoleone I

Estamos a caminho da Galleria Borghese, mas antes de lá chegarmos ainda vamos conseguir mais algum tempo em contacto com a natureza neste que é um dos maiores parques urbanos da Europa, os Jardins da Villa Borghese.

São mais de 80 hectares de área verde mesmo no centro da cidade que foram propriedade da família Borghese. Este é um apelido muito importante em Roma, sendo o Papa Paulo V um dos mais importantes membros desta família, que contou ainda com vários cardeais e importantes homens de negócios originários de Siena e que vieram para ajudar a dinamizar a capital.

Os jardins só passaram a ser públicos a partir de 1903, ano em que o estado os comprou e lhes abriu a porta para que passassem a poder ser de toda a cidade e, acima de tudo, para que as diferentes esculturas que por aqui vivem pudessem ser apreciadas por todos.

O desporto é outro dos grandes fenómenos que este parque é capaz de atrair, pelo que é frequente cruzar-se com pessoas a correr, a caminhar ou a fazer exercícios no chão. As bicicletas também se dão muito bem por estes lados, é inclusivamente possível alugar uma delas para percorrer o parque de forma diferente.

Galleria Borghese
10:45 – 12:30

Piazzale Scipione Borghese, 5
adultos: €15 | idosos e jovens: €4
todos os dias: 11h às 19h

Chegamos a um dos principais museus de Roma, a Galleria Borghese, que alberga várias esculturas e pinturas de Gian Lorenzo Bernini, Caravaggio, Leonardo da Vinci, Rafaello, Rubens ou Ticiano. Só pela enumeração destes artistas certamente já percebeu o valor deste museu. 

As obras estão instaladas num antigo palácio que construído em 1616 e que serviu de habitação para mais um dos ilustres elementos da família Borghese, Scipione Borghese. Era um cardeal católico, arcebispo de Bolonha que acabou por se estabelecer na cidade de Roma. 

À semelhança do que aconteceu com os jardins, também o palácio foi adquirido pelo estado para que passasse a estar aberto ao público, mostrando algumas das mais impressionantes esculturas que Itália acolhe. Agora é um dos mais importantes museus do mundo, incontornável para quem visita Roma.

As entradas devem ser reservadas com antecedência no site do Museu, uma vez que são limitadas. Chegar à Galleria Borghese sem bilhete pode dar origem a uma espera de várias horas na fila ou, em último caso, nem sequem conseguir entrar.

Almoço na Galleria Borghese
12:30 – 13:30

Piazzale Scipione Borghese, 5
a partir de €5
todos os dias: 11h às 19h

Acabada a primeira manhã em Roma, está na hora de almoçar e a cafetaria da Galleria Borghese é uma excelente opção. Aqui vai encontrar pratos tipicamente italianos, ou snacks mais rápidos se tiver pressa para continuar a calcorrear a cidade.

Galeria Nacional de Arte Moderna e Contemporânea
13:30 – 15:30

Viale delle Belle Arti, 131
adultos: €10 | idosos e jovens: €2
terça a domingo: 9h às 19h

Continuamos na senda das artes, com a Galeria Nacional de Arte Moderna e Contemporânea como próximo destino. A Viale delle Belle Arti é o sítio onde está esta coleção desde 1911, ano em que para aqui foi trazida por já não haver espaço suficiente no Palazzo delle Esposizioni, o local onde nasceu em 1883.

Mas como nem sempre quantidade é sinónimo de qualidade, dizer apenas que esta coleção tem crescido a olhos vistos nos últimos anos não parece suficiente para lhe dar o valor que merece, por isso esta lista deve ser suficiente para se perceber a sua grandiosidade (em todos os sentidos!): Paul Cézanne, Antonio Canova, Claude Monet ou Vincent Van Gogh. Estes são só alguns dos autores das mais de cinco mil obras de pintura e escultura, que preenchem o museu, ao longo de 55 salas de exposição.

As crianças, que muitas vezes podem não aguentar uma visita mais exaustiva a um museu desta dimensão, também têm por aqui um espaço onde se vão sentir como peixe na água. É uma zona ampla, onde podem aproveitar para brincar, fazer desenhos e conhecer outras crianças.

Igreja Trinità dei Monti
15:30 – 16:
00

Piazza della Trinità dei Monti, 3
gratuito
todos os dias: 10h às 20h

Mesmo em frente à Igreja Trinitá dei Monti (o nosso próximo destino) está mais um obelisco. Vai encontrar vários destes monumentos altos e alongados que são quase tão comuns em Roma como os pelourinhos por esse Portugal a fora. Este está aqui desde 1789.

Virando costas ao monumento egípcio, está na hora de subir as escadas e entrar neste templo. Não vai poder chegar muito perto do altar, a menos que a visite durante uma celebração, mas as velas coloridas vão chamar a sua atenção logo na entrada, podendo acender uma delas mediante esmola. A tranquilidade de quem a usa para as orações também fazem este lugar contrastar com a azáfama de turistas que povoam a capital italiana.

A história deste templo começou em 1496 quando um ermita comprou o vinhedo que ali existia, e depois conseguiu a autorização do Papa e o financiamento do Rei Luís XII para a construir. Erguer esta igreja foi a comemoração do reino francês que tinha conseguido invadir o Reino de Nápoles.

Os reis franceses permaneceram como patronos da Trinitá dei Monti até à revolução, mas esta relação só muito recentemente se quebrou. A Sociedade do Sagrado Coração de Jesus, uma ordem religiosa francesa, foi a responsável pela gestão deste monumento até 2006, altura em que o Vaticano e o presidente Jacques Chirac concordaram em transferi-la para as Fraternidades Monásticas de Jerusalém.

Piazza di Spagna
16:00 – 16:
30

Piazza di Spagna

Viramos costas a mais uma igreja e a mais um obelisco e avançamos para a escadaria que vai dar acesso a um dos lugares mais populares de Roma, a Piazza di Spagna. Antes de se aproximar em definitivo, pare a meio da descida e observe o ambiente à volta. Está sentado num lugar histórico que tem muito de contemporâneo, porque os degraus que ligam a praça à Trinitá dei Monti são o palco de desfiles de moda das casas mais famosas de Itália.

Spagna significa Espanha, em Italiano. O nome desta praça foi assim cunhado porque é aqui que está a embaixada espanhola junto da Santa Sé. Ao centro, a Fontana della Barcaccia é a anfitriã. Vai ser difícil conseguir observá-la de forma integral porque são sempre muitos os turistas em cima dela, mas se se aproximar vai conseguir ver os sóis e as abelhas gravados na pedra, são os símbolos da família Bernini.

Pietro Bernini foi quem a mandou construir para o Papa Urbano III. Gian Lorenzo Bernini, foi o autor e deu-lhe a forma de um barco a afundar-se. A água mostra-o quase submerso e com repuxos a sair pelos cascos com fendas. Não há aqui nenhuma mensagem subliminar, a ideia surgiu depois de umas cheias que deixaram a praça debaixo de água. Quando a maré vazou, um barco ficou por lá retido. Às vezes a arte também é literal.

Via del Corso
16:30 – 17:30

Via del Corso

Depois de percorrer vários caminhos estreitos e sinuosos, agora vai poder passear pela Via Del Corso, uma avenida comprida e reta. O seu nome original era Via Lata, que significa rua larga.

Aqui vai encontrar várias lojas e restaurantes, ideais para quem gosta de turismo de compras, mas também para uma merecida pausa no roteiro a apreciar um prato típico da cozinha italiana. Precisamente para facilitar a circulação que se quer tranquila (ao contrário do ritmo frenético da cidade), a Via Del Corso está muitas vezes fechada ao trânsito automóvel.

Coluna Antonina
17:30 – 17:
45

Piazza Colonna

Entre uma loja e outra, na Via del Corso vai encontrar mais um dos imperdíveis da capital italiana, a Coluna Antonina.

Não passa despercebida porque são 39 metros de altura que foram esculpidos em 28 peças separadamente de mármore. O trabalho é tão perfeitamente que é impossível perceber onde está o corte das peças, parecendo uma peça única.

Também conhecida como Coluna de Marco Aurélio, é um dos trabalhos mais preciosos de escultura na cidade devido à dimensão e detalhe. Em toda a estrutura estão esculpidas várias cenas que representam as vitórias romanas durante o período do imperador Marco Aurélio. No seu interior está uma escadaria que vai até ao topo, no entanto não está acessível ao público em geral.

Giolitti
17:45 – 18:15

Via Uffici del Vicario, 40
gelados a partir de €3
todos os dias: 7h às 1h30

O momento a seguir dispensa apresentações e tudo que se puder escrever não vai fazer jus ao sabor de um verdadeiro gelado italiano como os da Giolitti.

É mais uma casa cheia de história e que muito contribuiu para que todos hoje associemos os gelados a Itália. Na verdade esta marca começou por ser uma marca de laticínios, fundada em 1890. Os leites produzidos por esta família ganharam de tal forma relevância que passaram a ser consumidos pela família real. A escolha distinta fez crescer o negócio, tendo sido criados vários pontos de venda, incluindo este da Via Uffici del Vicario onde ainda hoje está a mais famosa gelataria de Roma.

Fontana di Trevi
18:15 – 19:15

Piazza di Trevi

Há um ditado famoso que diz que quem vai a Roma tem que ver o Papa, mas não tem só que ver o Papa, também tem que ver a Fontana di Trevi.

A mais famosa fonte de Itália remonta o ano 19a.C, época que terminava aqui o aqueduto Aqua Virgo, uma das estruturas que fornecia água à cidade. Desde essa época sofreu várias alterações até que no ano de 1762 o pintor e arquiteto Giuseppe Pannini lhe deu o aspecto atual.

Já no que toca à fama mundial, a responsabilidade é de Frederico Fellini, o cineasta que pôs Marcello Mastroianni e Anita Ekberg a beijarem-se em frente à Fontana, fazendo com que deixasse de ser dos italianos e passasse a ser do mundo todo. O filme ‘La Dolce Vita’ ainda hoje é obrigatório para todos os que queiram visitar a cidade.

Antes de ir até à Fontana Di Trevi não se esqueça do porta moedas, vai precisar. A ideia de atirar moedas para a água nasceu com o filme ‘A Fonte dos Desejos’ e para que os desejos se cumpram é preciso atirá-las com rigor. Em primeiro lugar, tem que usar mão direita, sendo o arremesso feito sobre o ombro esquerdo, de costas.

Se atirar apenas uma moeda, voltará a Roma. Se atirar duas moedas, encontrará o amor com uma bela italiana ou italiano. E se atirar três moedas irá casar-se com a pessoa que conheceu.

Todos os dias são atiradas centenas de moedas, pelo que no final do ano é reunido um grande valor que é distribuído por instituições de caridade.

Il Cortile
19:15 – 21:15

Via Alberto Mario, 26
a partir de €12
terça a domingo: 12h às 0h

O dia termina no restaurante Il Cortile. Mande vir para a mesa uma das maravilhosas pizzas caseiras e acompanhe com um bom vinho. Pode usar a sala interior, mas o bom tempo da capital italiana vai também convidar à utilização do pátio exterior.

Este restaurante está agora a cargo da quarta geração da família que o idealizou. Abriu portas em 1929, respeitando sempre as tradições familiares e nunca se esquecendo de inovar ao longo dos tempos.

Dia 2

Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Capuchinhos
9:00 – 10:00

Via Vittorio Veneto, 27
€8,5
todos os dias: 9h às 19h

O dia dois da viagem a Roma começa na Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Capuchinhos, um local de culto muito peculiar e muito pouco recomendado para quem é facilmente impressionável.

As seis pequenas capelas da cripta estão decoradas com ossos dos mais de quatro mil irmãos Cappucini, falecidos entre 1528 e 1870. Além dos ossos organizados de diferentes formas, também podemos ver alguns esqueletos completos.

A história começa depois da 1631 com a finalização da construção desta igreja para onde o Frei António Marcello Barberini ordenou o traslado dos restos mortais dos irmãos Cappucini que estavam no cemitério principal. Acontece que o cardeal da época não queria que as ossadas fossem colocadas de qualquer maneira e pediu para que fossem organizados de forma artística, formando diferentes motivos decorativos cheios de simbolismo.

Santa Maria degli Angeli
10:00 – 10:30

Piazza della Repubblica
gratuito
todos os dias: 7h às 19h30

As igrejas e catedrais são um dos pontos fortes de Roma e é para mais uma que seguimos agora. A Igreja Santa Maria degli Angeli até pode parecer inacabada ou em ruínas, mas quando entrar vai perceber que não é bem assim. Lá dentro é possível notar o contraste do exterior desajeitado com as colunas brancas de mármore e granito vermelho, tetos pintados, um ar fresco e a ostentação de um espaço totalmente renovado. 

Mas nem sempre este lugar teve estas funções. Em tempos estavam aqui as Termas de Diocleciano que forneciam água aos bairros mais povoados da cidade, chegou a ser uma das maiores termas construídas na Roma Antiga, iniciadas por Maximiamo e inauguradas em 306 d.C. Acabariam desativadas depois das invasões bárbaras, no séc. VI, que deixaram grande parte dos aquedutos e condenando o espaço à ocupação por marginais.

O momento de viragem registou-se quando o cardeal francês Giovanni du Ballet comprou os terrenos e os ocupou com jardins. Mais tarde o siciliano propôs a construção de uma igreja que tinha como objetivo de evocar a memória de todos os escravos cristãos que morreram durante a construção das termas. O projeto coube a Michelangelo.

Piazza della República
10:30 – 11:00

Piazza della Republica

Depois de várias horas em Roma ainda vai ser possível ser surpreendido pela monumentalidade desta cidade e a Piazza della República vai dar-lhe mais um desses momentos. Esta rotunda gigante tem ao centro uma fonte que quando foi inaugurada, em 1888, era ornamentada por quatro leões. As figuras acabariam por ser substituídas por estátuas de quatro ninfas nuas que queriam simplesmente ser representantes da água, mas acabaram a escandalizar a população da época.

Coliseu
11:00 – 13:
00

Piazza del Colosseo, 1
adultos: €16 | jovens até 18: gratuito
todos os dias: 8h30 às 19h

O roteiro continua na direção de um dos monumentos mais esperados em Roma. O Coliseu faz parte do nosso imaginário e é uma das sete maravilhas do mundo, a única na Europa.

Construído no ano 72 d.C., este espaço tinha capacidade para mais de 80 mil pessoas. De forma mais confortável do que a oferecida por muitos estados modernos, os romanos assistiam a espetáculos de entretenimento. Este conceito pode parecer estranho nos dias de hoje, mas no auge do Império Romano, ver pessoas a lutar contra animais selvagens até à morte era, de facto, um programa para uma tarde bem passada.

A festa de inauguração terá durado 100 dias. De acordo com registos históricos, os combates deixaram um rasto de sangue brutal: mais de cinco mil animais selvagens e centenas de gladiadores mortos.

As bancadas estavam organizadas por extratos sociais e, junto à arena, havia uma tribuna destinada ao imperador. Antes de cada combate, os bravos tinham como hábito fazer uma vénia ao líder, gritando uma frase premonitória: “Salvé, César! Aqueles que vão morrer saúdam-te”.

Os espetáculos de sangue terminaram no ano de 404 e até aos dias de hoje chegou uma pare muito significativa deste símbolo imperial que, apesar de dramático, não deixa de ser uma obra impressionante. O Coliseu tem quase 50 metros de altura, o equivalente a um prédio de doze andares e era revestido a mármore que foi sendo pilhada ao longo dos séculos, essencialmente para decorar igrejas.

A sustentabilidade da estrutura tem sido posta em causa pela atividade sísmica que é habitual em Itália, havendo vários estudos que apontam para a fragilidade deste monumento. Certo é que já viveu tanto que não fazia sentido ser posto em causa na era mais evoluída da humanidade.

Pizzaria Forum
13:00 – 14:
00

Via San Giovanni in Laterano 34/38
a partir de €8
todos os dias: 12h às 0h

Para o almoço, pizza. E nem precisa de andar muito. Mesmo ao lado do Coliseu vai encontrar a Pizzaria Forum, com mesas encostadas às grandes janelas que não vão deixar o monumento que acabou de visitar muito longe da vista. As pizzas são feitas em forno de lenha e as romanas são a especialidade da casa, pois claro.

Arco de Constantino
14:00 – 14:30

Via di San Gregorio

De regresso à estrada, o Arco de Constantino é o lugar que se segue. É provável que já o tenha visto a partir de uma das varandas do Coliseu, mas a caminho do Fórum Romano não deixe de se demorar em frente a ele.

Construído a partir de blocos de mármore, é uma espécie de reciclagem porque inclui bustos de deuses, retirados de outros monumentos. Com 21 metros e 25 metros de largura foi um dos arcos mais modernos da Roma Antiga e o motivo da construção foi a homenagem que o senado quis fazer à Vitória de Constantino sobre Maxêncio na Batalha de Ponte Mílvia, em 312.

Fórum Romano e Palatino
14:30 – 17:30

Via della Salara Vecchia, 5/6
adultos: €16 | jovens: gratuito
todos os dias: 8h30 às 19h

Continuamos no universo do império romano e vamos entrar agora numa cidade dentro da cidade. E não, não estamos a falar do Vaticano. A sede da Igreja Católica fica para mais tarde.

O Fórum Romano é o berço da civilização deste que foi um dos mais importantes impérios do mundo. E isso nota-se muito. Mesmo antes de se entrar no zona reservada, há dois detalhes a ter em atenção. O primeiro é a Via Sacra, uma das avenidas principais da Roma Antiga que liga o Coliseu ao Monte Capitolino. Não vai ser difícil reparar nela, uma vez que atualmente é o lugar onde se organiza a fila junto à entrada desta atração.

Com o bilhete validade, mais um elemento muito relevante desta cidade romana, o Arco de Tito. Tal como o Arco de Constantino, foi também mandado construir para uma celebração, a conquista de Jerusalém pelo imperador Tito Flávio. A inauguração foi em 81 d.C.

A caminhada pelo Fórum vai servir para perceber como as cidades modernas nada de novo inventaram. Aqui havia uma clara organização da vida pública, da política, do lazer e da habitação. Milhares de anos depois e apesar de alguns anos ao abandono, muitos destes elementos chegaram aos dias de hoje em excelente estado de conservação, permitindo-nos tirar conclusões sobre as semelhanças entre a nossa vida e a dos romanos.

O caminho continua na direção de mais um arco, o símbolo das vitórias e das grandezas. O Arco de Septímio Severo, construído no ano de 203, tem vários detalhes é muito trabalhado e foi concebido para celebrar as vitórias na Mesopotâmia e Pérsia. Num dos lados representa a paz, do outro a guerra, conforme a tradição da iconografia.

Antes de nos começarmos a aproximar da história mais recente, ainda nos faz falta passar pelo Palatino, considerado o berço da capital italiana. Aqui era o lugar onde os cidadãos romanos pertencentes à classe alta se instalaram durante o período republicano. Construíram luxuosos palácios, dos quais hoje só é possível encontrar pequenos vestígios.

Em torno do Palatino existe uma lenda que conta que a caverna onde vivia Luperca, a loba que cuidou de Rômulo e Remo, estava no Monte Palatino. Segundo a lenda, quando os irmãos cresceram decidiram formar uma cidade nas margens do rio, mas como não chegaram a um acordo Rômulo matou Remo e afundou a cidade.

Piazza Venezia
17:30 – 18:00

Piazza Venezia

Avançamos no roteiro e avançamos no tempo. Na Piazza Venezia a grande atração é o imponente monumento a Vittorio Emanuele II, o primeiro rei da Itália unificada. Este é um ponto crucial na organização da cidade, uma vez que partem daqui algumas das mais importantes avenidas e rotas dos transportes públicos. Talvez a imponência do monumento monárquico e o aparente caos do trânsito possam fazer desviar as nossas atenções, mas este local é, de facto, um marco na história mais recente do país.

O ditador Benito Mussolini tinha como residência o Palácio Veneza, um edifício que fica mesmo em frente ao monumento a Vittorio Emanuele. Era de uma das suas varandas que costumava fazer discursos às multidões que ocupavam a praça.

Igreja de Santa Maria in Aracoeli
18:00 – 18:30

Scala dell’Arce Capitolina, 12
gratuito
todos os dias: 7h às 19h

O próximo ponto do roteiro está escondido atrás do monumento a Vittorio Emanuele II, pelo que vai ser fácil saber a direção do caminho a partir daqui. Descobrir a igreja de Santa Maria in Aracoeli também não vai ser difícil. Quando encontrar uma escadaria íngreme, suba. A escadaria foi construída em 1348 para celebrar o fim da peste, é uma escada em mármore, formada por 124 degraus que terminam na entrada do templo.

Esta igreja é conhecida por ter no seu acervo uma figura de madeira do Menino Jesus, o Santo Bambino, que se diz ter o poder de ressuscitar os mortos. A figura era feita em madeira de oliveira. Digo era porque o objeto atual não é o verdadeiro, esse foi roubado em 1994. Nunca mais apareceu, mas o mistério ajudou a tornar esta igreja ainda mais famosa.

Monte Capitolino
18:30 – 19:30

Piazza del Campidoglio

Descemos a escadaria da igreja de Santa Maria in Aracoeli, mas vamos subir outra já a seguir, a do Monte Capitolino.

Chegámos ao centro do poder da cidade, é aqui a Câmara Municipal de Roma e é aqui também que estão os museus mais antigos do mundo, os Museus Capitolinos que albergam obras de autores como Caravaggio, Tiziano, Rubens ou Tintorreto. Uma das obras mais aclamadas é a escultura original em bronze da Loba Capitolina. A estátua é um dos símbolos de Roma e representa o animal Luperca, como é conhecido, com os dois irmãos gémeos Rómulo e Remo, fundadores da cidade de Roma, de joelhos a mamarem.

A escultura foi alvo de um restauro em 1996, quando começaram a surgir as dúvidas sobre a sua verdadeira data. Apesar de muitos pensarem que não era tão antiga como se dizia, os estudos comprovaram comprovar que é da idade média, entre o século XI e XII.

Nonna Betta
19:30 – 21:30

Via del Portico d’Ottavia, 16
a partir de €12
segunda a domingo: 12h às 22h30

Para terminar este segundo dia de viagem, o Nonna Betta é o lugar ideal para o jantar Fica muito próximo do bairro judaico da cidade e foi inaugurado pela nonna Betta (avó Betta), ela própria uma judia. A ideia aqui é misturar os sabores de origem judaica e romana, preservados das receitas originais pelo neto da nonna Betta. Os vegetarianos também têm aqui um lugar especial.

Dia 3

Piazza Navona
10:00 – 10:30

Piazza Navona

O terceiro dia em Roma começa na Piazza Navona. Hoje é uma das mais carismáticas da cidade, mas nem sempre aqui esteve. Antes dela esta era a morada do Estádio Domiciano, onde mais de 30 mil pessoas assistiam aos jogos gregos.

Sob os escombros do estádio nasceu uma longa praça com três fontes. A Fontana dei Quattro Fiumi foi construída por Bernini em 1651 e tem representados os rios mais importantes da época: o Nilo, o Danúbio, o Ganges, e o Rio da Prata.

A Fontana del Moro, a sul da praça, foi criada por Giocomo e aperfeiçoada por Bernini que lhe deu os golfinhos. Por último a Fontana del Nettuno, também criada por Giocomo. Em qualquer altura do ano, vemos esta praça cheia de pessoas, que costumam aproveitar o final de tarde a ouvir o som relaxante da água a cair.

Panteão
10:30 – 11:00

Piazza della Rotonda
gratuito
todos os dias: 9h às 19h30

Com mais de dois mil anos de história, o Panteão de Roma nem sempre foi o que conhecemos hoje, mas antes do edifício que chegou aos nossos dias houve outras duas estruturas que não resistiram a um incêndio e a um raio. As duas catástrofes foram o ponto de partida para o imperador Adriano idealizar um edifício com uma grande cúpula.

No topo um óculo deixa a luz passar, mas também a chuva. Este não é o lugar ideal para se abrigar num dia de intempérie, a menos que tenha um guarda-chuva. Na verdade, a estrutura tem até furos no pavimento para que a água possa ser escorrida. O olho voltado para o céu é também o protagonista de uma tradição que acontece sempre 50 dias depois da Páscoa e que tem como objetivo fazer entrar no edifício várias pétalas vermelhas, com o objetivo de assinalar o dia de Pentecostes.

Construído para eternizar a grandeza do império romano, o Panteão alberga algumas das figuras centrais da história do país, como é o caso dos reis Umberto I e Vittorio Emmanuele II, da rainha Margherita di Savoia e ainda de vários artistas.

Campo de Fiori
11:00 – 12:00

Piazza Campo de’ Fiori

Quando visita uma cidade é nas praças que vai encontrar os melhores produtos regionais e os melhores comerciantes, avançamos por isso para o Campo de Fiori. Aqui é possível comprar flores, frutas, sumos, utensílios para a casa e até roupa. A tradição dos mercados não é nova, vindo o nume da praça da sua função original: um mercado de flores. Por aqui houve até tempos em que havia comércio de cavalos.

Menos romântica é a outra função para que este espaço serviu. As execuções públicas eram comuns e um dos sacrificados foi o filósofo Giordano Bruno, condenado por heresia e queimado. Anos mais tarde foi-lhe construída uma estátua em forma de homenagem.

Grazia e Graziella
12:00 – 13:00

Largo M.D, Largo Fumasoni Biondi, 5
a partir de € 8,50
todos os dias: 10h à 1h

Com alguma sorte, o almoço vai ser comido com música ao vivo tocada mesmo ao lado da esplanada do Grazia e Graziella. No coração do bairro boémio de Trastevere, este restaurante é uma homenagem dos netos à avó Grazia e à bicicleta Graziela, um dos símbolos do cheiro a liberdade que se sentida na Roma dos anos 60 e 70.

Do menu, não vale a pensa fazer grandes recomendações, essas podem ser feitas por um dos funcionários deste espaço, eles que o ajudam a fixar-se como um restaurante de atendimento caloroso.

Trastevere
13:00 – 15:30

Trastevere

No Bairro de Trastevere vai encontrar o epicentro da vida boémia de Roma. Na primavera vai ver as ruas repletas de flores e ao longo de todo o ano vai ser possível descobrir os melhores bares e restaurantes da cidade entre as suas ruas e vielas estreitas. Não vai ser difícil encontrar quem diga que é aqui que se encontra o verdadeiro espírito romano, sendo que deste bairro fazem também parte várias lojas que vendem produtos típicos de Roma, feitos por residentes na cidade.

Por aqui também há muitas igrejas medievais quase secretas, sendo que o grande destaque vai para a Basílica de Santa Maria em Trastevere. Fundada pelo papa Calisto I, no século III, é um templo onde os motivos dourados saltam à vista.

Boca da Verdade
15:30 – 16:30

Piazza della Bocca della Verità, 18
gratuito
todos os dias: 9h30 às 18h

Chegou o momento do teste às nossas relações amorosas. Na Basílica de Santa Maria in Cosmedin está uma boca que não fala, mas diz muito. É a Boca da Verdade onde o objetivo é colocar uma mão e fazer uma afirmação. Uma mentira pode valer uma mordidela.

Existem muitas histórias em torno desta escultura e até agora não se sabe a verdadeira origem. Acredita-se que tenha sido parte de uma fonte romana antiga ou o busto de um antigo Deus fluvial do Rio Tibre.

Mas o que tem graça são os mitos. Uma das lendas conta que um marido desconfiado de que a mulher o traía, leva-a até à Boca da verdade para comprovar a sua fidelidade. Negando a traição, e ao aproximar-se da escultura, a mulher finge um desmaio e acaba amparada por um homem que estaria a passar ali por acaso, mas na verdade era o seu amante. Quando chega o momento do teste da fidelidade, jura com a mão na Boca que só tinha estado nas mãos do marido e daquele homem que tinha acabado de a amparar. A mulher acaba livre de suspeitas porque a escultura não reagiu.

Circo Máximo
16:30 – 17:00

Via del Circo Massimo

A próxima paragem é no Circo Maximo, mas será uma paragem breve porque o que vai encontrar é um grande descampado. Aqui o apelo é à imaginação. Imagine um dos maiores circos romanos da cidade, um espaço de lazer e atividades lúdicas. Aconteciam aqui corridas de carros puxados por cavalos, corridas a pé e simulações de batalhas entre jovens aristocratas. Nas competições a sério os protagonistas eram escravos que lutavam pela sua liberdade, estando muitas vezes envolvidos em apostas feitas por quem assistia.

Osteria Fortunata
19:00
– 21:00

Via del Pellegrino, 11/12
a partir €18
todos os dias: 12h à 1h

Ao jantar mergulhamos na qualidade das massas frescas da Osteria Fortunata. Mesmo antes de entrar neste carismático restaurante italiano, demore-se junto à montra. Vai ver o processo artesanal de fabrico da massa e ainda vai receber um sorriso por parte de quem as faz. Mas não perca demasiado tempo, está num dos restaurantes mais famosos de Roma e o lugar na mesa pode ser roubado por outros clientes.

Dia 4

Castelo Sant’Angelo
09:00
– 10:30

Lungotevere Castello, 50
€15
todos os dias: 9h às 19h30

O nosso último dia em Roma começa no Castelo Sant´Angelo, uma fortaleza junto ao Rio Tibre, de onde poderá observar a Praça de São Pedro, no Vaticano, ao sabor de um dos melhores cafés italianos.

A sua construção começou no ano 135, pelo imperador Adriano que tinha como objetivo criar aqui um mausoléu de família, no entanto a sua função foi alterada e acabou a ser usado como edifício militar ao longo de vários anos.

Um dos episódios mais marcantes da história deste monumento aconteceu mais de 800 anos depois da sua fundação. Durante a epidemia de peste que matava centenas de pessoas na cidade, o Papa Gregório I teve uma visão do Arcanjo São Miguel no topo do Castelo que tinha ali ido para anunciar o fim da epidemia. A visão premonitória acabou a dar lugar à estátua de um anjo que ainda hoje coroa o edifício e que lhe dá a possibilidade de ser visto a partir de vários pontos da cidade.

A ligação ao Vaticano não é apenas visual, em 1277 foi construído um corredor fortificado de 800 metros para ligar o Castelo com a sede da Igreja Católica para caso de o Papa precisasse de de uma situação de perigo. E o corredor acabou mesmo por ser usado. Pouco mais de 200 anos depois da construção o Papa Clemente VII utilizou esta fortaleza como refúgio durante sete meses, devido à situação política que o país atravessava.

Museus do Vaticano
10:30
– 16:30

Viale Vaticano
€15
todos os dias: 9h às 16h

Vamos agora sair de Roma (e de Itália) para entramos no Vaticano, um estado independente que é a sede da Igreja Católica. A visita vai começar pelos Museus que, na verdade, até se acedem através de uma das ruas de Roma que fica junto ao muro que separa as duas cidades.

Os Museus do Vaticano são a casa de uma impressionante coleção de mais de 70 mil obras de arte, entre esculturas, tapeçarias e pinturas. O grande destaque vai para o período do renascimento, bem representado por artistas como Rafael, Caravaggio, Michelangelo, Bernini e Leonardo da Vinci. O nome “museus” – no plural – refere-se aos vários espaços que, embora acedidos de forma quase sem se dar por isso, têm curadorias diferentes e representam períodos diferentes. Um desses espaços bem destacados é a seção de arte religiosa moderna que alberga nomes como Carlo Carrá, Vincent van Gogh, Giorgio de Chirico, Paul Gauguin, Salvador Dalí ou Pablo Picasso.

A capacidade de domínio da cultura da Igreja Católica fica bem patente nesta visita, destacando-se, por exemplo, a sala dos mapas, onde ao longo de mais de 100 metros de comprimento é possível ver várias cartas de Itália, pintadas pelo frade e geógrafo Ignazio Danti. O trabalho deste religioso é de tal forma relevante que esta é considerado o segundo maior estudo geográfico do mundo, com 40 painéis.

É no caminho interminável pela coleção dos Museus do Vaticano que vai surgir uma das jóias da coroa deste espaço. Encomendada por Júlio II a Michelangelo, a imensa e inigualável Capela Sistina acabou por resultar na reafirmação da cristandade, não só no domínio da crença, mas na reanimação de uma nova mensagem ditada por uma estética religada às origens e, consequentemente, com créditos de maior pureza, exaltação e autenticidade.

O olhar dos visitantes vai estar colado ao teto, onde fica a obra-prima de Michelangelo, os frescos que representam histórias ligadas à igreja: a criação e a queda de Adão e Eva, três histórias de Noé, os antepassados de Jesus, os doze Profetas e as Sibilas.

O Juízo Final é outro dos grandes destaques. A obra cobre toda a parede que está atrás do altar da capela e representa Jesus ao centro e rodeado de santos, profetas e pessoas comuns.

Em 1970 foram inaugurados a Pinacoteca Vaticana, o Museu Missionário e Etnológico mas também o Lapidário Hebreu. Vieram a ser transferidos do Palácio de S. João de Latrão, em Roma, para o Vaticano. Em constante ampliação, abriram-se novos núcleos com objectos palacianos em desuso e a colecção de carruagens e de automóveis.

Almoço no Museu do Vaticano
13:00
– 14:30

Viale Vaticano
a partir de €15
todos os dias: 9h às 16h

A sugestão para o almoço é claramente prática. Recorra ao restaurante dos museus onde vai ter várias opções que vão desde uma simples sandes até às opções de prato do dia com receitas tipicamente italianas e internacionais. É simples, mas o objetivo é claramente poder usufruir de uma das coleções mais relevantes do mundo.

Praça de São Pedro
16:30 – 17:00

Piazza San Pietro 

São mais de 300 metros de comprimento e 200 de largura. As medidas impressionantes deixam antever a quantidade de pessoas que consegue albergar em momentos tão relevantes para os católicos como a escolha de um novo Papa ou as aparições semanais do líder da igreja. A marcar os limites da Praça de São Pedro estão as mais de 200 colunas que suportam 140 estátuas de santos feitas em 1670 pelos discípulos de Bernini, o ideólogo deste espaço.

Basílica de São Pedro
17:00
– 18:30

Piazza San Pietro 
€15
todos os dias: 7h às 18h30

O roteiro de Roma acaba na Basílica de São Pedro, um espaço de culto e de reflexão onde o silêncio preenche o espaço, mesmo num edifício grandioso.

O primeiro ponto de destaque é a escultura de Pietá, a única assinada por Michelangelo e uma das obras de arte mais relevantes da história ocidental. Esculpida em mármore em 1499 com enorme detalhe e atenção aos pormenores, representa um episódio bíblico em que a Virgem Maria surge de luto após a morte do seu filho Jesus.

Em 1972, um geólogo com graves problemas mentais decidiu atacar a escultura alegando que ele era Jesus Cristo. A violência do ataque destruiu-lhe o nariz, as pálpebras, o cotovelo e um braço. Depois do restauro, foi devolvida à basílica e atualmente está protegida com vidro à prova de bala.

A Basílica de São Pedro é a verdadeira sede do poder religioso da Igreja Católica. É aqui que o Papa preside às liturgias mais importantes para os católicos. A sua construção ficou concluída em 1626, mais de 100 anos depois do início das obras e tomou o nome do primeiro Papa da história, São Pedro, que ficou sepultado na Basílica.

Michelangelo foi responsável por muitas obras verdadeiramente incríveis e que estão espalhadas um pouco por toda a Roma, a cúpula da Basílica de São Pedro foi mais uma delas. A obra assumiu tal importância que acabou a inspirar outros projetos como a St. Paul’s Cathedral de Londres e o Capitólio de Washington.

Como viajar até Roma?

TAP Air Portugal
a partir de €80 (ida e volta)
Reservar no Flytap.com

A TAP voa pelo menos duas vezes por dia para o principal aeroporto de Roma, Leonardo Da Vinci Fiumicino. A tarifa base não inclui bagagem de porão.

Ryanair
a partir de €30 (ida e volta)
Reservar no Rayanair.com

A Ryanair voa diariamente (no verão) ou quatro vezes por semana (no resto do ano) para o aeroporto de Ciampino. O preço base não inclui transporte de bagagem

Onde dormir em Roma?

 The RomeHello
Via Torino, 45, Estação Termini
a partir de €131/pessoa (noite)
9,5 (excecional no Booking.com)
Reservar no Booking.com

 Eccelso Hotel
 Via Catone 3, Vaticano Prati
a partir de €50/pessoa (noite)
9,1 (soberbo no Booking.com)
Reservar no Booking.com

Hotel 55 Fifty-Five – Maison d’Art Collection 
 Via della Vite, Spagna, 13
a partir de €85/pessoa (noite)
8,6 (fabuloso no Booking.com)
Reservar no Booking.com

Se viajar para Roma durante quatro dias gasta cerca de €400 por pessoa.

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Mestre em Ciência da Informação, estudei em Coimbra e Madrid. Trabalho atualmente em Lisboa. Tenho o pequeno sonho de conhecer o mundo e contar ao mundo as maravilhas que tem. claudiapaiva@w360.pt